O que é apneia obstrutiva do sono?
A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por episódios repetidos de obstrução parcial ou total da passagem do ar durante o sono.
Enquanto a pessoa dorme, os músculos da garganta relaxam naturalmente. Em algumas pessoas, esse relaxamento é suficiente para estreitar ou bloquear a passagem do ar, dificultando a respiração.
Mesmo fazendo esforço para respirar, o ar não consegue passar adequadamente. Como consequência, o cérebro percebe a falta de oxigênio e provoca pequenos despertares para restabelecer a respiração.
Esse processo pode acontecer dezenas ou até centenas de vezes durante uma única noite.
Na maioria das vezes, a pessoa nem percebe esses despertares, mas o sono deixa de ser profundo e reparador.
Por isso, muitas pessoas com apneia obstrutiva do sono acordam cansadas, irritadas e com sensação de que não descansaram.
A apneia obstrutiva do sono é o tipo mais comum de apneia?
Sim.
Quando se fala em “apneia do sono“, normalmente estamos nos referindo à apneia obstrutiva do sono.
Ela representa a grande maioria dos casos em adultos.
Existem outros tipos de apneia, como a apneia central e a apneia mista, mas são muito menos frequentes.
Na apneia obstrutiva, o problema está na obstrução da via aérea.
Na apneia central, o cérebro deixa temporariamente de enviar o estímulo respiratório.
Na apneia mista, existem características dos dois tipos.
Por isso, quando alguém pesquisa “apneia do sono“, na maioria das vezes procura informações sobre a forma obstrutiva.
Como a apneia obstrutiva do sono acontece?
Durante o sono, toda a musculatura do corpo relaxa.
Esse relaxamento também ocorre na língua, no palato mole, na úvula e nas paredes da garganta.
Em algumas pessoas, o espaço disponível para a passagem do ar fica muito reduzido.
Quando isso acontece, o ar encontra dificuldade para passar.
Se o estreitamento for pequeno, pode surgir apenas o ronco.
Quando o estreitamento é maior, a respiração diminui bastante ou para completamente por alguns segundos.
Cada pausa respiratória provoca queda na oxigenação e aumento do esforço respiratório.
O cérebro reage despertando parcialmente a pessoa para que a respiração volte ao normal.
Esse ciclo pode se repetir inúmeras vezes durante a noite.
Confira a playlist de vídeos sobre ronco, apneia do sono e suas consequências
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Quais são os principais sintomas?
Os sintomas mais comuns incluem:
- ronco alto;
- pausas respiratórias observadas durante o sono;
- engasgos noturnos;
- boca seca ao acordar;
- dor de cabeça pela manhã;
- cansaço ao despertar;
- sonolência durante o dia;
- dificuldade de concentração;
- perda de memória;
- irritabilidade;
- alterações de humor;
- redução da produtividade.
Nem todos os pacientes apresentam todos esses sintomas.
Alguns procuram ajuda apenas porque o parceiro percebe que eles param de respirar durante a noite.
Quem tem maior risco?
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver apneia obstrutiva do sono.
Entre eles estão:
- excesso de peso;
- aumento da circunferência do pescoço;
- mandíbula posicionada mais para trás;
- língua volumosa;
- obstrução nasal;
- desvio de septo;
- rinite;
- envelhecimento;
- consumo de álcool antes de dormir;
- uso de sedativos;
- histórico familiar.
Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa terá apneia, mas aumenta a necessidade de investigação quando existem sintomas.
Quais são os riscos da apneia obstrutiva do sono?
Quando não tratada, a apneia obstrutiva pode afetar muito mais do que o sono.
Ela pode estar associada a:
- hipertensão arterial;
- arritmias;
- maior risco cardiovascular;
- sonolência excessiva;
- acidentes automobilísticos;
- dificuldade de memória;
- queda de concentração;
- piora do humor;
- redução da qualidade de vida.
Por isso, não é recomendado considerar o ronco apenas como um incômodo.
Em muitos pacientes, ele representa um sinal de que a respiração durante o sono merece atenção.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa por uma avaliação clínica.
O profissional analisa os sintomas, o padrão do ronco, o histórico de saúde, os fatores de risco e realiza exame físico.
Quando existe suspeita de apneia, normalmente é indicado um exame do sono, como a polissonografia ou o estudo respiratório do sono.
Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e identificar a gravidade da doença.
Entenda suas opções
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Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Conheça as alternativas ao CPAP →A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
A apneia obstrutiva do sono tem tratamento?
Sim.
Hoje existem diferentes formas de tratamento.
A escolha depende da gravidade da apneia, da anatomia da via aérea e das características individuais de cada paciente.
As principais opções incluem:
- CPAP;
- aparelho intraoral personalizado;
- perda de peso quando indicada;
- tratamento da respiração nasal;
- terapia miofuncional;
- mudanças de hábitos;
- cirurgia em casos específicos.
O tratamento deve ser planejado individualmente.
Quando procurar ajuda?
É recomendado procurar avaliação quando houver:
- ronco frequente;
- pausas respiratórias;
- cansaço ao acordar;
- sonolência durante o dia;
- pressão alta;
- dificuldade de concentração;
- engasgos durante o sono;
- sono não reparador.
Quanto mais cedo a apneia for identificada, maiores são as chances de melhorar a qualidade do sono e reduzir os riscos associados.
Conclusão
A apneia obstrutiva do sono é o tipo mais comum de apneia e ocorre quando a passagem do ar fica bloqueada durante o sono.
Embora muitas pessoas associem o problema apenas ao ronco, ele pode comprometer a qualidade do sono, reduzir a oxigenação e aumentar o risco de diferentes problemas de saúde.
Por isso, ronco frequente, pausas respiratórias e cansaço persistente não devem ser ignorados.
Com diagnóstico adequado e tratamento individualizado, é possível melhorar a respiração durante o sono e recuperar qualidade de vida.
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A avaliação especializada permite diferenciar um ronco simples de um distúrbio respiratório do sono e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.
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