Tratamento da Apneia do Sono

O tratamento da apneia do sono tem como objetivo manter a passagem do ar durante a noite, reduzir as pausas respiratórias, proteger a oxigenação e melhorar a qualidade do sono.

A apneia obstrutiva do sono acontece quando a garganta fica estreita ou se fecha repetidamente enquanto a pessoa dorme. Esses eventos podem causar quedas de oxigenação, microdespertares e fragmentação do descanso.

Por isso, tratar a apneia não significa apenas diminuir o ronco.

O tratamento precisa controlar a dificuldade respiratória que está ocorrendo durante o sono.

As principais possibilidades incluem:

  • CPAP ou APAP;
  • aparelho intraoral individualizado;
  • controle do peso;
  • tratamento da respiração nasal;
  • terapia posicional;
  • terapia miofuncional;
  • cirurgia em casos selecionados;
  • associação de diferentes abordagens.

A escolha depende do tipo e da gravidade da apneia, dos sintomas, da anatomia das vias respiratórias, das condições bucais, das doenças associadas e da capacidade de utilizar o tratamento regularmente. O NHLBI apresenta pressão positiva, aparelhos orais, mudanças de hábitos, terapia orofacial e cirurgia entre as opções possíveis, conforme cada caso.

Entenda as diferenças

CPAP ou aparelho intraoral: qual é o melhor?

Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.

Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.

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A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.

Qual é o primeiro passo para tratar a apneia do sono?

O primeiro passo é confirmar o diagnóstico e entender a gravidade do problema.

A suspeita pode surgir quando existem sinais como:

  • ronco alto e frequente;
  • pausas respiratórias observadas;
  • engasgos durante o sono;
  • sensação de sufocamento;
  • sono agitado;
  • boca seca ao acordar;
  • dor de cabeça pela manhã;
  • cansaço mesmo após várias horas de sono;
  • sonolência durante o dia;
  • dificuldade de concentração;
  • alterações de memória;
  • irritabilidade;
  • pressão arterial elevada;
  • cochilos involuntários;
  • sono ao dirigir.

A intensidade do ronco, sozinha, não determina a gravidade.

Algumas pessoas roncam muito e apresentam poucos eventos respiratórios. Outras podem ter apneia importante sem produzir um ronco tão intenso.

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Qual é a diferença entre ronco e apneia do sono?

Como é confirmado o diagnóstico da apneia?

A confirmação normalmente envolve avaliação médica e um exame do sono.

A polissonografia pode registrar:

  • fluxo respiratório;
  • movimentos do tórax e do abdômen;
  • oxigenação;
  • frequência cardíaca;
  • ronco;
  • posição de dormir;
  • movimentos corporais;
  • estágios do sono.

Em pacientes selecionados, pode ser utilizado um teste respiratório domiciliar, conforme indicação médica.

O exame ajuda a identificar:

  • tipo de apneia;
  • número de eventos respiratórios;
  • quedas de oxigênio;
  • relação com a posição de dormir;
  • gravidade;
  • necessidade de investigação complementar.

O resultado não deve ser interpretado apenas por um número. Sonolência, doenças cardiovasculares, oxigenação, sintomas e características individuais também influenciam a escolha do tratamento.

Quais são os tipos de apneia do sono?

Existem três tipos principais.

Apneia obstrutiva do sono

É a forma mais comum e a mais relacionada ao ronco.

O cérebro continua enviando o comando para respirar, mas o ar encontra dificuldade para passar porque a garganta fica estreita ou se fecha.

Apneia central do sono

Acontece quando o cérebro deixa temporariamente de enviar o estímulo respiratório adequado.

Ela pode estar associada a determinadas condições neurológicas, cardíacas, medicamentosas ou respiratórias e exige investigação médica específica.

Apneia mista

Combina eventos obstrutivos e centrais.

Esta página se concentra principalmente no tratamento da apneia obstrutiva do sono, que é a forma mais diretamente relacionada ao ronco e à atuação da odontologia do sono.

Entenda suas opções

Não conseguiu se adaptar ao CPAP?

Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.

Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.

Conheça as alternativas ao CPAP →

A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.

A gravidade define o tratamento?

A gravidade é importante, mas não deve ser utilizada isoladamente.

A apneia costuma ser classificada como:

  • leve;
  • moderada;
  • grave.

A classificação geralmente considera a quantidade de apneias e hipopneias por hora de sono. Porém, duas pessoas com índices semelhantes podem apresentar sintomas, oxigenação e riscos diferentes.

A escolha do tratamento também deve considerar:

  • intensidade da sonolência;
  • quedas de oxigênio;
  • pressão arterial;
  • doenças cardiovasculares;
  • obesidade;
  • anatomia das vias respiratórias;
  • posição em que os eventos acontecem;
  • saúde bucal;
  • capacidade de adaptação;
  • preferência informada do paciente.

Portanto, não existe uma regra simples dizendo que toda apneia leve recebe um tratamento e toda apneia moderada recebe outro.

O tratamento precisa ser individualizado.

Quais são os principais tratamentos para apneia do sono?

As principais opções são:

  1. CPAP e outras modalidades de pressão positiva;
  2. aparelho intraoral individualizado;
  3. perda e controle do peso;
  4. terapia posicional;
  5. tratamento da obstrução nasal;
  6. terapia miofuncional;
  7. cirurgia em casos selecionados;
  8. tratamentos combinados.

Cada abordagem atua de uma maneira diferente.

Como funciona o CPAP?

O CPAP envia ar sob pressão por meio de uma máscara nasal, facial ou de almofadas nasais.

Essa pressão funciona como um suporte pneumático que ajuda a impedir o fechamento da garganta durante o sono.

O CPAP pode:

  • reduzir apneias e hipopneias;
  • melhorar a oxigenação;
  • diminuir o ronco;
  • reduzir microdespertares;
  • melhorar a sonolência;
  • favorecer um sono mais estável.

A terapia por pressão positiva é uma das principais formas de tratamento da apneia obstrutiva. A escolha entre CPAP, APAP e outras modalidades depende da avaliação e da prescrição.

Entenda o equipamento:

CPAP: o que é, como funciona e quando pode ser indicado?

CPAP fixo e automático são iguais?

Não.

CPAP fixo

Fornece uma pressão contínua e previamente configurada durante a noite.

CPAP automático ou APAP

Ajusta a pressão dentro de uma faixa programada, de acordo com os eventos respiratórios identificados pelo equipamento.

O aparelho automático não elimina a necessidade de prescrição e acompanhamento. Uma faixa inadequada pode comprometer o conforto ou o controle respiratório.

Conheça:

CPAP automático: o que é e como funciona?

O CPAP é obrigatório para toda pessoa com apneia?

Não existe uma resposta única.

O CPAP costuma ter papel importante quando é necessário controlar de maneira consistente um número elevado de eventos respiratórios, quedas de oxigenação, sonolência importante ou maior risco clínico.

Entretanto, algumas pessoas podem ter indicação de:

  • aparelho intraoral;
  • terapia posicional;
  • tratamento combinado;
  • intervenção sobre uma obstrução anatômica;
  • outras modalidades de pressão positiva.

A decisão deve levar em consideração o exame do sono, os sintomas, os riscos e a resposta ao tratamento.

O que fazer quando não existe adaptação ao CPAP?

Antes de abandonar o CPAP, é importante descobrir por que o uso está difícil.

Os problemas mais comuns incluem:

  • máscara inadequada;
  • vazamento de ar;
  • boca seca;
  • nariz entupido;
  • irritação nasal;
  • sensação de claustrofobia;
  • dificuldade para expirar;
  • pressão desconfortável;
  • marcas no rosto;
  • ruído;
  • condensação dentro do tubo;
  • dificuldade para mudar de posição.

Algumas dessas dificuldades podem melhorar com:

  • troca do tipo ou tamanho da máscara;
  • regulagem das tiras;
  • umidificação;
  • tubo aquecido;
  • ajuste da pressão;
  • recurso de rampa;
  • alívio expiratório;
  • tratamento da obstrução nasal;
  • adaptação gradual.

Quando os problemas persistem, outras possibilidades podem ser discutidas conforme o diagnóstico.

Veja:

Alternativas ao CPAP: quais são as opções?

Quando o aparelho intraoral pode tratar a apneia?

O aparelho intraoral individualizado é utilizado dentro da boca durante o sono.

O modelo mais empregado no tratamento da apneia obstrutiva posiciona a mandíbula de maneira mais favorável. Esse posicionamento pode ajudar a ampliar o espaço atrás da língua e facilitar a passagem do ar.

Ele pode ser considerado em situações como:

  • ronco primário;
  • apneia obstrutiva leve;
  • determinados casos de apneia moderada;
  • dificuldade de adaptação ao CPAP;
  • preferência por outra opção, quando clinicamente possível;
  • necessidade de um tratamento portátil;
  • associação com outras terapias.

As diretrizes da AASM e da AADSM recomendam, quando o aparelho oral é escolhido, o uso de dispositivo individualizado e ajustável, acompanhado por dentista capacitado. A terapia também pode ser considerada para adultos com apneia que não toleram o CPAP ou preferem uma alternativa.

Conheça o tratamento:

Aparelho intraoral para ronco e apneia: como funciona?

Todo aparelho bucal serve para apneia?

Não.

Existem diferenças importantes entre:

  • dispositivos genéricos;
  • moldeiras termomoldáveis;
  • protetores bucais;
  • placas para bruxismo;
  • aparelhos individualizados de avanço mandibular.

Uma placa para bruxismo não possui automaticamente a mesma função de um aparelho desenvolvido para melhorar a respiração.

Da mesma forma, um dispositivo comprado pela internet não avalia:

  • dentes;
  • gengivas;
  • mordida;
  • articulações;
  • capacidade de avanço mandibular;
  • gravidade da apneia;
  • resultado respiratório.

O tratamento odontológico deve incluir avaliação, confecção individualizada, ajustes progressivos e acompanhamento.

Como é feita a avaliação para o aparelho intraoral?

Antes da indicação, são avaliados:

  • número e estabilidade dos dentes;
  • saúde da gengiva;
  • presença de cáries;
  • próteses;
  • mordida;
  • movimentos da mandíbula;
  • músculos mastigatórios;
  • articulações temporomandibulares;
  • bruxismo;
  • capacidade de retenção do aparelho;
  • exame do sono;
  • características do quadro respiratório.

Depois da instalação, o avanço mandibular pode ser ajustado progressivamente.

Esse processo é chamado de titulação.

O objetivo é encontrar uma posição que produza benefício respiratório sem avançar a mandíbula além do necessário.

Como confirmar se o aparelho intraoral funcionou?

A redução do ronco é importante, mas não é suficiente para comprovar o controle da apneia.

A avaliação pode incluir:

  • relato do paciente;
  • observação do parceiro;
  • melhora da sonolência;
  • melhora dos engasgos;
  • frequência de uso;
  • conforto;
  • exame da mordida;
  • avaliação das articulações;
  • teste do sono utilizando o aparelho.

A diminuição do barulho não garante que todas as apneias, hipopneias e quedas de oxigênio tenham sido controladas.

CPAP ou aparelho intraoral: qual é melhor?

Não existe um vencedor universal.

O CPAP e o aparelho intraoral atuam de maneiras diferentes.

CPAPAparelho intraoral
Utiliza pressão positivaReposiciona a mandíbula
Depende de uma máscaraÉ utilizado dentro da boca
Pode controlar grande quantidade de eventosPode ser eficaz em pacientes selecionados
Exige adaptação ao fluxo de arExige adaptação odontológica
Possui dados de uso e vazamentoPrecisa de acompanhamento da mordida
Pode ser pouco prático em viagensÉ compacto e portátil

A escolha deve considerar:

  • gravidade;
  • oxigenação;
  • sonolência;
  • doenças associadas;
  • anatomia;
  • saúde bucal;
  • preferência;
  • resposta ao tratamento;
  • capacidade de uso durante toda a noite.

Veja a comparação completa:

CPAP ou aparelho intraoral: qual é a melhor opção?

Perder peso pode tratar a apneia?

O excesso de peso pode contribuir para o estreitamento das vias respiratórias e aumentar a gravidade da apneia em algumas pessoas.

Quando esse fator está presente, a redução de peso pode:

  • diminuir a quantidade de eventos respiratórios;
  • melhorar a oxigenação;
  • reduzir o ronco;
  • favorecer a resposta a outros tratamentos;
  • reduzir a pressão necessária no CPAP.

Entretanto, emagrecer não garante que a apneia desapareça completamente.

Pessoas magras também podem apresentar apneia por fatores anatômicos, mandibulares, musculares, neurológicos ou relacionados ao envelhecimento.

Por isso, a perda de peso não deve ser utilizada como justificativa para suspender CPAP ou aparelho intraoral sem uma nova avaliação.

Medicamentos para controle do peso tratam a apneia?

Medicamentos voltados ao controle do peso podem fazer parte da estratégia médica quando a obesidade ou o sobrepeso contribuem para o problema.

No Brasil, a indicação aprovada da tirzepatida inclui controle crônico do peso em adultos com obesidade ou sobrepeso acompanhado de comorbidades relacionadas ao peso, entre elas a apneia obstrutiva do sono. Isso não significa que o medicamento substitua automaticamente o tratamento respiratório.

A decisão deve ser médica e considerar:

  • indicação;
  • contraindicações;
  • efeitos adversos;
  • acompanhamento;
  • dieta;
  • atividade física;
  • manutenção do peso;
  • necessidade de continuar CPAP ou aparelho intraoral.

Leia:

Mounjaro e apneia do sono: o que dizem as evidências?

Dormir de lado ajuda na apneia?

Pode ajudar quando a apneia é predominantemente posicional.

Algumas pessoas apresentam muito mais eventos respiratórios quando dormem de barriga para cima.

A terapia posicional procura reduzir o tempo nessa posição.

Ela pode envolver:

  • dispositivos vibratórios;
  • faixas;
  • coletes;
  • travesseiros;
  • estratégias comportamentais.

A terapia posicional não é suficiente para todos os pacientes.

O exame do sono precisa mostrar se existe uma diferença significativa entre as posições e se o controle obtido é adequado.

Tratar o nariz pode melhorar a apneia?

Rinite, congestão, pólipos e desvio de septo podem aumentar a resistência à passagem do ar e dificultar a adaptação ao CPAP.

O tratamento nasal pode:

  • facilitar a respiração;
  • reduzir ressecamento;
  • melhorar a tolerância à máscara;
  • diminuir a respiração bucal;
  • favorecer outros tratamentos.

Porém, desobstruir o nariz não garante o controle de uma obstrução localizada na garganta.

Em muitos casos, o cuidado nasal é parte de um tratamento combinado.

A terapia miofuncional ajuda?

A terapia miofuncional trabalha músculos da língua, lábios, face e garganta.

Ela pode ser utilizada como complemento para:

  • melhorar o posicionamento da língua;
  • trabalhar o selamento labial;
  • favorecer a respiração nasal;
  • aumentar o tônus de músculos relacionados às vias respiratórias;
  • complementar CPAP ou aparelho intraoral.

O NHLBI inclui exercícios orofaciais entre as possibilidades utilizadas em alguns pacientes com apneia.

A terapia precisa ser conduzida por profissional capacitado e não deve ser apresentada como solução universal.

Quando a cirurgia pode ser indicada?

A cirurgia pode ser considerada quando existe uma alteração anatômica relevante ou quando outros tratamentos não foram suficientes ou não puderam ser utilizados.

As possibilidades dependem do local da obstrução e podem envolver:

  • nariz;
  • amígdalas;
  • palato;
  • língua;
  • maxilares;
  • outras estruturas das vias respiratórias.

A indicação exige avaliação médica e não deve ser feita apenas pela intensidade do ronco.

Mesmo após uma cirurgia, pode ser necessário realizar um novo exame do sono para verificar o resultado.

O NHLBI apresenta procedimentos cirúrgicos como possibilidades quando outras abordagens não funcionam ou quando existe uma causa anatômica que pode ser corrigida.

É possível combinar tratamentos?

Sim.

A apneia pode ter mais de uma causa. Por isso, alguns pacientes se beneficiam de abordagens combinadas.

Exemplos:

  • CPAP associado ao tratamento nasal;
  • aparelho intraoral associado à terapia posicional;
  • controle do peso associado ao CPAP;
  • aparelho intraoral associado à terapia miofuncional;
  • pressão positiva associada a mudanças de hábitos;
  • aparelho intraoral associado ao CPAP em casos selecionados;
  • cirurgia associada a outro tratamento.

O objetivo não é utilizar o maior número possível de terapias.

A combinação deve ser feita quando cada parte contribui para um objetivo específico.

A apneia do sono tem cura?

Depende da causa.

Algumas situações podem apresentar grande melhora após:

  • redução importante e sustentada de peso;
  • tratamento de amígdalas aumentadas;
  • correção de determinadas alterações anatômicas;
  • mudanças relacionadas à posição;
  • intervenções específicas.

Em muitos pacientes, porém, a apneia é uma condição que precisa de controle contínuo.

Nesses casos, CPAP, aparelho intraoral ou outra terapia atua enquanto está sendo utilizada.

Por isso, a palavra mais segura costuma ser controle, e não promessa de cura.

Como saber se o tratamento está funcionando?

O acompanhamento pode considerar:

  • horas de uso;
  • melhora da sonolência;
  • redução dos engasgos;
  • diminuição do ronco;
  • vazamentos no CPAP;
  • índice residual do equipamento;
  • adaptação à máscara;
  • conforto do aparelho intraoral;
  • mudanças na mordida;
  • peso corporal;
  • pressão arterial;
  • exame de controle.

Quem foi diagnosticado com apneia deve realizar consultas periódicas para verificar se o tratamento continua adequado.

O tratamento pode precisar de revisão quando houver:

  • ganho ou perda importante de peso;
  • retorno do ronco;
  • sonolência persistente;
  • mudança da pressão arterial;
  • cirurgia;
  • troca do equipamento;
  • mudança significativa da saúde;
  • desconforto com a máscara;
  • alterações dentárias;
  • dor nas articulações;
  • envelhecimento do aparelho intraoral.

O que pode acontecer quando a apneia não é tratada?

A apneia não tratada pode manter o organismo em ciclos repetidos de obstrução, queda de oxigenação e microdespertares.

Ela pode estar associada a:

  • sonolência;
  • acidentes;
  • dificuldade de concentração;
  • alterações de memória;
  • piora da qualidade de vida;
  • hipertensão;
  • arritmias;
  • doenças cardiovasculares;
  • alterações metabólicas;
  • impacto emocional e familiar.

Conheça alguns riscos específicos:

Quem participa do tratamento da apneia?

O cuidado pode envolver uma equipe multiprofissional, conforme o caso.

Podem participar:

  • médico do sono;
  • pneumologista;
  • otorrinolaringologista;
  • cardiologista;
  • neurologista;
  • endocrinologista;
  • dentista com capacitação em odontologia do sono;
  • fonoaudiólogo;
  • nutricionista;
  • fisioterapeuta;
  • psicólogo.

A confirmação diagnóstica e a avaliação clínica geral são médicas.

O dentista avalia a saúde bucal, a mordida, os movimentos mandibulares e a possibilidade de tratamento com aparelho intraoral individualizado.

Onde realizar avaliação para aparelho intraoral?

O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação odontológica das condições necessárias para o uso do aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e de casos selecionados de apneia obstrutiva do sono.

Onde realizar avaliação para ronco e apneia?

O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação do ronco, da apneia do sono e das condições necessárias para o uso de aparelho intraoral individualizado.

O atendimento está disponível em São Paulo, Campinas e Valinhos.

Campinas

Tratamento para ronco e apneia em Campinas

📍Rua Antônio Lapa, 1020 — Cambuí — Campinas/SP

📞 WhatsApp (19) 99813-7019

Valinhos

Tratamento para ronco e apneia em Valinhos

📍Av. Joaquim Alves Corrêa, 4480 — Sala 1 — Valinhos/SP

📞 WhatsApp (19) 99813-7019

Brooklin — São Paulo

Tratamento para ronco e apneia no Brooklin

📍Rua Alcides Ricardini Neves, 12 — Brooklin — São Paulo/SP

📞 WhatsApp (11) 94164-5052

Tatuapé — São Paulo

Tratamento para ronco e apneia no Tatuapé

📍Rua Cantagalo, 692 — Conjunto 618 — Tatuapé — São Paulo/SP

📞 WhatsApp (11) 94164-5052

Perguntas frequentes sobre tratamento da apneia do sono[

Apneia do sono tem tratamento?

Sim. O tratamento pode envolver CPAP, aparelho intraoral, controle do peso, terapia posicional, tratamento nasal, terapia miofuncional, cirurgia ou uma combinação de abordagens.

Qual é o melhor tratamento para apneia do sono?

O melhor tratamento depende do tipo e da gravidade da apneia, dos sintomas, da oxigenação, das condições clínicas, da anatomia e da capacidade de utilizar a terapia regularmente.

Toda pessoa com apneia precisa usar CPAP?

Não obrigatoriamente. O CPAP é uma das principais opções, mas alguns pacientes podem ter indicação de aparelho intraoral, terapia posicional, cirurgia ou tratamento combinado.

Aparelho intraoral trata apneia?

Pode tratar casos selecionados de apneia obstrutiva. A indicação depende do exame do sono, das condições bucais e da avaliação individual.

Emagrecer pode acabar com a apneia?

Pode reduzir a gravidade quando o excesso de peso contribui para o problema, mas nem sempre elimina completamente a apneia.

Parar de roncar significa que a apneia foi tratada?

Não necessariamente. O ronco pode diminuir enquanto alguns eventos respiratórios continuam acontecendo. Em muitos casos, o resultado precisa ser confirmado por exame.

É possível tratar apneia sem CPAP?

Sim, em casos selecionados. As possibilidades incluem aparelho intraoral, terapia posicional, controle do peso, tratamento nasal, terapia miofuncional, cirurgia e tratamentos combinados.

A apneia pode voltar depois do tratamento?

Pode. Mudanças de peso, envelhecimento, álcool, alterações anatômicas, suspensão da terapia ou desgaste do aparelho podem modificar os resultados.

Conclusão

O tratamento da apneia do sono deve ser escolhido a partir do diagnóstico e das características individuais.

O CPAP é uma das principais formas de manter as vias respiratórias abertas. O aparelho intraoral individualizado pode ser indicado para determinados pacientes, inclusive em situações de dificuldade com o CPAP.

Controle do peso, terapia posicional, tratamento nasal, terapia miofuncional e cirurgia também podem participar da estratégia.

O mais importante é não tratar apenas o barulho.

A redução do ronco é positiva, mas o objetivo principal é controlar as interrupções respiratórias, preservar a oxigenação e melhorar a qualidade do sono.

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Referências científicas

National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea Treatment
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment

American Academy of Sleep Medicine — Positive Airway Pressure Clinical Practice Guideline
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30736887/

AASM e AADSM — Oral Appliance Therapy Clinical Practice Guideline
https://aadsm.org/journal/special_article_issue_23.php

National Heart, Lung, and Blood Institute — Living With Sleep Apnea
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/living-with

Anvisa — Mounjaro: nova indicação para controle crônico do peso
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/mounjaro-r-tirzepatida-nova-indicacao