A saúde da gengiva é um dos pilares da saúde bucal preventiva.
Embora muitas pessoas associem os cuidados odontológicos apenas aos dentes, a gengiva e o osso ao redor deles formam parte do sistema responsável por sustentar e proteger o sorriso.
Quando está saudável, a gengiva costuma apresentar aparência firme, adaptar-se ao redor dos dentes e não sangrar frequentemente durante a escovação ou o uso do fio dental. Sua coloração pode variar naturalmente de acordo com as características de cada pessoa.
Alterações como sangramento, inchaço, vermelhidão, retração, mau hálito persistente e mobilidade dentária merecem atenção. Algumas doenças gengivais podem evoluir com pouco desconforto nas fases iniciais, fazendo com que o paciente demore a perceber o problema.
Por isso, cuidar da gengiva não significa apenas evitar sangramento. Significa preservar os tecidos que sustentam os dentes, proteger os implantes e reduzir o risco de tratamentos mais complexos no futuro.
O que é a gengiva?
A gengiva é o tecido que recobre parte do osso da boca e envolve a região próxima aos dentes.
Ela faz parte do periodonto, conjunto de estruturas responsáveis pela proteção e sustentação dentária. Esse conjunto inclui:
- a gengiva;
- o ligamento periodontal;
- o cemento que recobre a raiz;
- o osso alveolar que sustenta os dentes.
Essas estruturas trabalham juntas para manter os dentes firmes durante a mastigação.
A gengiva também ajuda a formar uma barreira de proteção ao redor dos dentes. Quando essa região está inflamada ou comprometida, as bactérias do biofilme podem alcançar áreas mais profundas e favorecer a destruição dos tecidos de suporte.
Como é uma gengiva saudável?
Uma gengiva saudável geralmente apresenta:
- aspecto firme;
- adaptação ao redor dos dentes;
- ausência de inchaço;
- ausência de sangramento frequente;
- ausência de secreção;
- ausência de dor persistente;
- hálito sem alteração relacionada à inflamação periodontal.
A cor da gengiva não deve ser analisada isoladamente. Algumas pessoas apresentam gengiva naturalmente mais clara, enquanto outras possuem pigmentação mais escura.
Por esse motivo, a avaliação deve considerar o conjunto dos sinais clínicos, o histórico do paciente e as características individuais.
Por que a saúde da gengiva é tão importante?
A gengiva saudável ajuda a preservar:
- a estabilidade dos dentes;
- o osso de sustentação;
- as raízes dentárias;
- os implantes;
- o conforto durante a mastigação;
- a estética do sorriso;
- a facilidade de higienização.
As doenças periodontais envolvem inflamação e, em casos mais avançados, podem comprometer a gengiva, o ligamento periodontal e o osso que sustenta os dentes. A Organização Mundial da Saúde estima que as formas graves de doença periodontal afetem mais de um bilhão de pessoas no mundo.
Quando a perda de suporte se torna significativa, os dentes podem mudar de posição, apresentar mobilidade e, nos casos mais avançados, ser perdidos.
Quais são os sinais de que a gengiva precisa de atenção?
Os principais sinais de alerta incluem:
- sangramento ao escovar os dentes;
- sangramento ao usar fio dental;
- gengiva avermelhada;
- inchaço;
- sensibilidade;
- retração gengival;
- mau hálito persistente;
- gosto desagradável na boca;
- presença de pus;
- aumento do espaço entre os dentes;
- dentes aparentemente mais compridos;
- mobilidade dentária;
- mudança na posição dos dentes;
- alteração na forma como os dentes se encaixam.
Nem todas as pessoas apresentam todos esses sintomas.
A doença periodontal também pode evoluir de maneira silenciosa. Por isso, a ausência de dor não significa necessariamente que a gengiva esteja saudável.
Gengiva sangrando é normal?
O sangramento frequente não deve ser considerado normal.
Ele pode ocorrer por diferentes motivos, incluindo:
- acúmulo de placa bacteriana;
- gengivite;
- periodontite;
- trauma durante a escovação;
- uso inadequado do fio dental;
- alterações hormonais;
- presença de tártaro;
- restaurações que dificultam a higiene;
- uso de aparelho ortodôntico;
- determinadas condições de saúde;
- uso de alguns medicamentos.
Quando uma pessoa começa a usar fio dental depois de muito tempo sem utilizá-lo, pode ocorrer sangramento inicial em áreas inflamadas. Isso não significa que o fio dental esteja prejudicando a gengiva.
A higiene deve ser feita com cuidado, mas o sangramento persistente precisa ser avaliado para que sua causa seja identificada.
Conheça também o conteúdo sobre gengiva sangrando.
O que é gengivite?
A gengivite é uma inflamação localizada na gengiva.
Ela geralmente está relacionada ao acúmulo de biofilme bacteriano próximo à margem gengival. Seus sinais mais comuns são:
- vermelhidão;
- inchaço;
- sangramento;
- sensibilidade;
- alteração do hálito.
A gengivite é considerada a forma mais inicial da doença gengival. Nessa fase, ainda não existe a destruição do osso que sustenta os dentes.
Quando identificada e controlada adequadamente, pode ser revertida por meio da remoção profissional dos depósitos, melhora da higiene bucal e acompanhamento odontológico.
Entretanto, nem todo caso de gengivite evolui da mesma forma. Fatores individuais podem aumentar o risco de progressão.
Por isso, não é adequado ignorar o sangramento esperando que ele desapareça sozinho.
O que é periodontite?
A periodontite é uma doença inflamatória mais profunda que pode comprometer os tecidos responsáveis pela sustentação dos dentes.
Ela envolve perda de inserção periodontal e perda do osso ao redor dos dentes. Também pode provocar a formação de bolsas periodontais, que são espaços aprofundados entre a gengiva e o dente.
Nessas áreas, o controle do biofilme fica mais difícil.
A periodontite pode causar:
- retração gengival;
- mau hálito;
- sangramento;
- secreção;
- perda óssea;
- mobilidade dentária;
- mudança na posição dos dentes;
- perda dentária.
A doença é desencadeada por microrganismos presentes no biofilme, mas sua evolução também é influenciada pela resposta do organismo e por fatores de risco individuais.
Diferentemente da gengivite, o suporte periodontal perdido não se recupera apenas com escovação ou limpeza comum. O controle pode exigir tratamento periodontal e acompanhamento contínuo.
Gengivite e periodontite são a mesma coisa?
Não.
A gengivite está limitada principalmente à gengiva e não apresenta perda óssea.
A periodontite compromete estruturas mais profundas, como o ligamento periodontal e o osso de sustentação.
De maneira simplificada:
Gengivite
- inflamação superficial;
- sangramento frequente;
- possível inchaço;
- sem perda óssea;
- pode ser revertida quando controlada adequadamente.
Periodontite
- inflamação mais profunda;
- perda de inserção;
- perda óssea;
- possibilidade de retração;
- formação de bolsas periodontais;
- risco de mobilidade e perda dentária;
- exige tratamento e manutenção ao longo do tempo.
Uma avaliação clínica é necessária para diferenciar as duas condições.
O que é gengiva inflamada?
A expressão “gengiva inflamada” é usada para descrever alterações como:
- inchaço;
- vermelhidão;
- sangramento;
- sensibilidade;
- mudança de textura;
- desconforto durante a escovação.
A inflamação pode estar associada à gengivite, mas também pode aparecer em casos de periodontite, trauma, dificuldade de higienização, restaurações mal adaptadas ou acúmulo de resíduos ao redor de aparelhos e próteses.
O tratamento depende da causa.
Por isso, receitas caseiras, enxaguantes ou mudanças de creme dental não substituem uma avaliação quando a inflamação persiste.
Leia também: Gengiva inflamada: o que fazer?
O que é retração gengival?
A retração gengival ocorre quando a margem da gengiva se desloca e deixa uma parte maior do dente ou da raiz exposta.
Ela pode provocar:
- aparência de dente mais comprido;
- sensibilidade ao frio;
- sensibilidade durante a escovação;
- dificuldade estética;
- maior retenção de biofilme;
- risco de desgaste ou cárie na raiz.
A retração pode estar relacionada a diferentes fatores, como:
- escovação com força excessiva;
- gengiva naturalmente fina;
- periodontite;
- posição do dente;
- trauma local;
- movimentação ortodôntica;
- inserções musculares;
- hábitos que traumatizam a região.
Nem toda retração exige o mesmo tipo de tratamento.
Em alguns casos, o acompanhamento e o controle da causa são suficientes. Em outros, pode haver indicação de procedimentos periodontais.
O que causa as doenças da gengiva?
O principal fator envolvido no desenvolvimento da gengivite e da periodontite é o acúmulo de biofilme bacteriano ao redor dos dentes.
Entretanto, a presença de bactérias não explica sozinha por que algumas pessoas apresentam doença mais grave do que outras.
A resposta do organismo e determinados fatores de risco influenciam a evolução.
Placa bacteriana e biofilme
A placa bacteriana, também chamada de biofilme dental, é uma camada formada por microrganismos que se acumula sobre os dentes, próximo à gengiva e em outras regiões da boca.
Quando não é removida adequadamente, pode provocar inflamação gengival.
O biofilme é pegajoso e não costuma ser completamente eliminado apenas com bochechos. Sua remoção depende principalmente da ação mecânica da escova, do fio dental ou de outros recursos interdentais.
Tártaro
O tártaro, também chamado de cálculo dental, é uma placa bacteriana que sofreu mineralização.
Depois de endurecido, ele não é removido adequadamente pela escovação doméstica.
Sua superfície pode favorecer a retenção de mais biofilme, principalmente quando está localizada próxima ou abaixo da gengiva.
A remoção deve ser realizada profissionalmente.
Tabagismo
O uso de tabaco é um importante fator de risco para a doença periodontal.
Fumantes podem apresentar maior destruição dos tecidos de suporte e uma resposta menos favorável ao tratamento. Além disso, o tabagismo pode reduzir sinais visíveis, como o sangramento, fazendo a doença parecer menos evidente do que realmente está.
Diabetes
Pessoas com diabetes, especialmente quando o controle glicêmico não está adequado, podem apresentar maior risco de doença periodontal, inflamação mais intensa e cicatrização mais lenta.
A relação é considerada bidirecional: o diabetes pode dificultar o controle da doença periodontal, enquanto a inflamação periodontal pode dificultar o controle da glicemia.
O acompanhamento deve envolver cuidados médicos e odontológicos.
Alterações hormonais
Alterações hormonais podem modificar a resposta da gengiva ao biofilme.
Durante a gravidez, por exemplo, algumas mulheres apresentam maior tendência ao inchaço e ao sangramento gengival. Isso não significa que a gestação, sozinha, provoque periodontite, mas reforça a importância da higiene e do acompanhamento.
Aparelho ortodôntico
Braquetes, fios e outros componentes do aparelho podem aumentar a retenção de biofilme e dificultar a higienização.
Isso não significa que o aparelho cause gengivite automaticamente.
O risco aumenta quando não existe uma rotina de higiene adaptada às necessidades do tratamento.
Escovas interdentais, passa-fio e outros recursos podem ser recomendados conforme cada caso.
Próteses e restaurações
Próteses, coroas ou restaurações com adaptação inadequada podem dificultar a limpeza e favorecer o acúmulo de biofilme.
Áreas ásperas, excessos de material e pontos de contato inadequados também podem contribuir para a inflamação.
Predisposição individual
Algumas pessoas apresentam maior suscetibilidade à periodontite.
Fatores genéticos, idade, resposta imunológica, estresse, doenças sistêmicas e hábitos podem influenciar o risco individual.
Por isso, duas pessoas com hábitos de higiene semelhantes podem apresentar condições periodontais diferentes.
A saúde da gengiva pode estar associada à saúde geral?
A gengivite é uma inflamação inicialmente localizada na gengiva. Quando não é controlada e evolui para periodontite, o processo inflamatório pode atingir os tecidos que sustentam os dentes.
Estudos científicos também investigam associações entre a periodontite e condições como diabetes, doenças cardiovasculares, artrite reumatoide e doença renal crônica. Essas relações são complexas e não significam necessariamente causa e efeito.
Saiba mais em Saúde Bucal e Saúde Geral
Qual é a relação entre placa bacteriana e tártaro?
Placa bacteriana e tártaro não são exatamente a mesma coisa.
A placa é uma camada mole e aderente que pode ser removida diariamente com a higiene bucal.
O tártaro é um depósito endurecido e mineralizado que geralmente precisa ser removido profissionalmente.
A sequência pode ocorrer da seguinte maneira:
- O biofilme acumula-se sobre os dentes.
- Parte desse material não é removida.
- Minerais presentes na saliva favorecem seu endurecimento.
- Forma-se o cálculo dental.
- A superfície do cálculo facilita a retenção de mais biofilme.
- A inflamação gengival pode se intensificar.
A presença de tártaro não significa automaticamente que o paciente apresenta periodontite. Porém, seu acúmulo pode dificultar o controle do biofilme e favorecer a inflamação.
A limpeza dental ajuda a proteger a gengiva?
Sim.
A limpeza dental pode contribuir para a prevenção e o controle de problemas gengivais por meio de:
- remoção de biofilme;
- remoção de tártaro acessível;
- polimento quando indicado;
- identificação de áreas de maior acúmulo;
- orientação personalizada de higiene;
- avaliação de sangramento e inflamação.
A limpeza preventiva, entretanto, não substitui o tratamento periodontal quando já existe periodontite.
Em casos mais avançados, podem ser necessários procedimentos específicos para remover depósitos abaixo da gengiva e controlar a infecção.
A indicação deve ser definida depois da avaliação clínica.
Como é feita a avaliação da gengiva?
A avaliação pode incluir:
- análise da cor e do formato da gengiva;
- observação de sangramento;
- medição do espaço entre gengiva e dente;
- avaliação de retrações;
- análise da mobilidade dentária;
- verificação de tártaro;
- exame das áreas ao redor de implantes;
- radiografias quando indicadas;
- revisão do histórico médico e odontológico;
- análise de fatores de risco.
Um dos exames utilizados é a sondagem periodontal.
Durante esse procedimento, o profissional mede delicadamente a profundidade ao redor dos dentes com um instrumento apropriado.
Essas informações ajudam a identificar inflamação, bolsas periodontais e perda de suporte.
Como prevenir problemas na gengiva?
A prevenção depende da combinação entre higiene diária, controle dos fatores de risco e acompanhamento profissional.
Escove os dentes com regularidade
A escovação remove o biofilme das superfícies acessíveis dos dentes e da margem gengival.
Ela deve ser realizada com uma escova adequada, movimentos cuidadosos e atenção a todas as regiões.
Usar força excessiva não significa limpar melhor. Pelo contrário, pode contribuir para desgaste dentário e trauma gengival.
Limpe os espaços entre os dentes
A escova comum não alcança completamente as áreas interdentais.
Por isso, o fio dental, a escova interdental ou outro recurso recomendado podem ser necessários.
A escolha depende do espaço entre os dentes, da presença de aparelho, implantes, próteses e das condições motoras do paciente.
Higienize a língua
A língua pode acumular resíduos e microrganismos relacionados ao mau hálito.
Sua limpeza deve ser feita com delicadeza, utilizando a própria escova ou um limpador apropriado.
Evite fumar
O tabagismo aumenta o risco de formas graves da doença periodontal e pode prejudicar a resposta ao tratamento.
Controle condições de saúde
Diabetes, alterações imunológicas e outras condições podem influenciar a saúde periodontal.
Manter o acompanhamento médico e informar ao dentista sobre diagnósticos e medicamentos ajuda na definição dos cuidados necessários.
Faça avaliações periódicas
A frequência das consultas não deve ser igual para todos.
Ela depende de fatores como:
- histórico de gengivite ou periodontite;
- presença de implantes;
- quantidade de tártaro;
- qualidade da higiene;
- tabagismo;
- diabetes;
- uso de aparelho;
- idade;
- capacidade de higienização;
- resposta aos tratamentos anteriores.
Pessoas com periodontite podem precisar de manutenção em intervalos menores. A EFP destaca que o sucesso do tratamento periodontal a longo prazo depende tanto da higiene do paciente quanto do acompanhamento profissional regular.
O enxaguante bucal trata a gengivite?
O enxaguante pode ser um complemento em situações específicas, mas não substitui a escovação, a limpeza interdental nem a remoção profissional do tártaro.
Alguns produtos podem ser indicados por um período determinado, de acordo com a condição clínica.
O uso indiscriminado não é recomendado porque:
- diferentes produtos possuem indicações distintas;
- alguns podem alterar o paladar;
- alguns podem provocar manchas;
- o uso prolongado pode não ser necessário;
- o produto pode mascarar temporariamente o mau hálito sem tratar sua causa.
A escolha deve considerar a necessidade de cada paciente.
Escova elétrica ajuda a cuidar da gengiva?
A escova elétrica pode ser útil para alguns pacientes, principalmente quando existe dificuldade de coordenação, tendência a escovar com força ou necessidade de melhorar a regularidade da higiene.
Entretanto, ela não elimina a necessidade de limpar os espaços entre os dentes.
O resultado depende do uso correto, da frequência, do tempo de escovação e da atenção dedicada a cada região.
Tanto uma boa escova manual quanto uma elétrica podem ser eficientes quando utilizadas adequadamente.
O irrigador bucal substitui o fio dental?
Não necessariamente.
O irrigador pode auxiliar na remoção de resíduos e na higiene ao redor de:
- aparelhos ortodônticos;
- implantes;
- próteses;
- pontes;
- regiões de difícil acesso.
Entretanto, em muitos casos, ele funciona melhor como complemento e não como substituto completo da limpeza mecânica entre os dentes.
A escolha deve ser individualizada.
Quem precisa de maior atenção à saúde da gengiva?
Alguns grupos podem necessitar de acompanhamento mais cuidadoso.
Pessoas com diabetes
A inflamação periodontal pode ser mais intensa e a cicatrização pode ocorrer mais lentamente, especialmente quando o controle glicêmico está inadequado.
Fumantes
O tabagismo aumenta o risco de periodontite e pode esconder sinais como o sangramento.
Gestantes
As mudanças hormonais podem aumentar a resposta inflamatória da gengiva ao biofilme. O pré-natal odontológico é importante para manter a saúde bucal durante a gestação.
Pessoas com implantes
Os tecidos ao redor dos implantes também podem apresentar inflamação e perda óssea.
Quem usa aparelho ortodôntico
O aparelho pode aumentar a retenção de biofilme e exigir recursos adicionais de higiene.
Idosos
Com o avanço da idade, podem surgir dificuldades motoras, boca seca, uso de diversos medicamentos e maior exposição acumulada a fatores de risco. Isso pode tornar o acompanhamento preventivo ainda mais importante.
Pessoas com histórico de periodontite
Mesmo depois de controlada, a doença exige manutenção.
A ausência de sintomas não significa que o acompanhamento possa ser interrompido.
Qual é a relação entre saúde da gengiva e implantes?
Os implantes não desenvolvem cárie, mas os tecidos ao redor deles podem inflamar.
As principais alterações peri-implantares são:
Mucosite peri-implantar
Inflamação localizada nos tecidos moles ao redor do implante, geralmente sem perda óssea progressiva.
Pode apresentar sangramento e inchaço.
Peri-implantite
Condição inflamatória que envolve perda do osso ao redor do implante.
Pode apresentar:
- sangramento;
- secreção;
- aumento de profundidade ao redor do implante;
- retração;
- exposição de componentes;
- perda de suporte ósseo.
Implantes precisam de higiene diária e acompanhamento periódico.
A sensação de que “o implante não dá problema” pode fazer o paciente negligenciar sinais importantes.
A doença da gengiva pode causar mau hálito?
Sim.
O mau hálito persistente pode estar associado ao acúmulo de biofilme, saburra lingual, gengivite, bolsas periodontais, infecções e outros fatores bucais.
Em casos de periodontite, as bolsas podem reter bactérias e resíduos, contribuindo para a alteração do hálito.
Entretanto, o mau hálito possui diversas causas.
Uma avaliação deve considerar:
- língua;
- gengiva;
- dentes;
- próteses;
- boca seca;
- hábitos alimentares;
- tabagismo;
- condições sistêmicas.
Mascarar o odor com balas ou enxaguantes não resolve a causa.
Existe relação entre a saúde da gengiva e a saúde geral?
Pesquisas mostram associações entre a periodontite e algumas condições sistêmicas, especialmente o diabetes.
Entretanto, associação não significa que uma doença seja necessariamente a causa direta da outra.
A própria Academia Americana de Periodontologia observa que existem relações estudadas entre a doença periodontal e outras doenças, mas que nem todas as relações causais estão definitivamente estabelecidas.
Por isso, o texto mais responsável não é afirmar que a periodontite causa diretamente infarto, diabetes ou outras doenças.
O correto é compreender que a saúde bucal faz parte da saúde geral e que a inflamação periodontal deve ser diagnosticada e controlada.
Como as doenças da gengiva são tratadas?
O tratamento depende do diagnóstico e da gravidade.
Pode incluir:
- orientação personalizada de higiene;
- remoção de placa e tártaro;
- raspagem periodontal;
- controle dos fatores de risco;
- correção de áreas que dificultam a limpeza;
- acompanhamento da resposta;
- manutenção periódica;
- procedimentos cirúrgicos em situações específicas.
Na gengivite, o foco costuma ser remover os depósitos bacterianos e melhorar a higiene.
Na periodontite, pode ser necessário limpar áreas mais profundas e acompanhar a estabilidade dos tecidos ao longo do tempo.
O plano deve ser individualizado.
A periodontite tem cura?
A periodontite pode ser controlada, mas exige acompanhamento.
Como já ocorreu perda de suporte periodontal, o objetivo do tratamento é:
- controlar a inflamação;
- interromper ou reduzir a progressão;
- preservar os dentes;
- melhorar a higiene;
- controlar fatores de risco;
- manter a estabilidade.
Depois do tratamento inicial, a manutenção periodontal torna-se parte importante do cuidado.
O paciente não deve considerar o problema definitivamente resolvido apenas porque o sangramento diminuiu.
Gengivite tem cura?
A gengivite geralmente pode ser revertida quando o biofilme e o tártaro são controlados e a higiene é melhorada.
A recuperação depende da remoção dos fatores que mantêm a inflamação.
Se o sangramento persistir, é necessário investigar se existe:
- tártaro abaixo da gengiva;
- periodontite;
- restauração inadequada;
- trauma;
- dificuldade de higiene;
- outra condição local ou sistêmica.
Quando procurar um dentista?
Procure avaliação quando perceber:
- sangramento frequente;
- gengiva inchada;
- mau hálito persistente;
- retração;
- sensibilidade na raiz;
- presença de pus;
- dor ao mastigar;
- dente amolecendo;
- mudança na posição dos dentes;
- alteração ao redor de implantes;
- tártaro visível;
- inflamação que não melhora;
- dificuldade de higienização.
Também é recomendável procurar acompanhamento mesmo sem sintomas, principalmente quando existem fatores de risco.
Quanto mais cedo uma alteração for identificada, maior é a possibilidade de preservar dentes e tecidos de suporte.
Como funciona o Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal?
O Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal não deve ser entendido apenas como uma limpeza realizada de tempos em tempos.
Ele pode envolver:
- avaliação da gengiva;
- análise do sangramento;
- identificação de áreas com biofilme;
- remoção de tártaro;
- orientação de escovação;
- orientação sobre limpeza interdental;
- avaliação da língua;
- acompanhamento de implantes;
- acompanhamento de aparelhos;
- revisão de hábitos;
- definição individual da frequência de retorno.
O objetivo é identificar pequenos sinais antes que se transformem em problemas mais complexos.
Conheça a página sobre Saúde Bucal Preventiva.
Perguntas frequentes sobre saúde da gengiva
Não deve ser considerada normal quando acontece frequentemente. O sangramento pode indicar inflamação e precisa ser investigado, principalmente quando persiste.
A melhora depende do controle do biofilme e dos fatores que provocam a inflamação. Sem mudança na higiene ou remoção do tártaro, o problema tende a permanecer.
Não necessariamente. Entretanto, a gengivite persistente representa um ambiente de inflamação e não deve ser ignorada. A suscetibilidade individual influencia a progressão.
Sim. Nos casos avançados, a perda do osso e de outras estruturas de sustentação pode provocar mobilidade e perda dentária.
Nem sempre. O tratamento depende da causa, da extensão e das características da região. Alguns casos são apenas acompanhados; outros podem exigir procedimentos periodontais.
A limpeza preventiva remove depósitos acessíveis. Quando existe tártaro profundo ou periodontite, podem ser necessários procedimentos periodontais específicos.
O fio dental usado corretamente não causa gengivite. Quando a gengiva está inflamada, ela pode sangrar durante a limpeza. Se o sangramento persistir, procure avaliação.
Sim. Os tecidos ao redor dos implantes podem desenvolver mucosite peri-implantar e peri-implantite.
Pode precisar. A frequência deve ser definida individualmente de acordo com o controle glicêmico, a condição periodontal e a resposta aos cuidados.
Sim. A doença periodontal pode evoluir com poucos sintomas nas fases iniciais. A ausência de dor não exclui a necessidade de avaliação.
Cuide da gengiva antes que pequenos sinais se transformem em problemas maiores
Sangramento, inchaço, mau hálito persistente e retração não devem ser ignorados.
Uma avaliação preventiva permite identificar sinais iniciais, analisar fatores de risco e orientar os cuidados necessários para preservar dentes, gengivas e implantes.
O atendimento pode incluir avaliação da saúde gengival, orientação de higiene e definição do acompanhamento mais adequado para cada paciente.
Agende uma avaliação pelo WhatsApp
Atendimento em São Paulo, Campinas e Valinhos.
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Referências
American Academy of Periodontology. Informações sobre doenças gengivais, prevenção, fatores de risco e tratamento periodontal.
European Federation of Periodontology. Informações para pacientes sobre prevenção, periodontite, tratamento e manutenção periodontal.
Centers for Disease Control and Prevention. Informações sobre doença periodontal, diabetes, tabagismo e saúde bucal.
World Health Organization. Dados e informações globais sobre saúde bucal e doenças periodontais.
