O tártaro nos dentes é um depósito endurecido que se forma quando a placa bacteriana permanece acumulada e sofre mineralização pelos componentes da saliva.
Diferentemente da placa recém-formada, que pode ser removida com escovação e limpeza entre os dentes, o tártaro adere firmemente à superfície dental e geralmente precisa ser removido pelo cirurgião-dentista.
Além de alterar a aparência dos dentes, sua superfície áspera facilita a retenção de novo biofilme e pode contribuir para inflamação, sangramento gengival, mau hálito e progressão de doenças periodontais em pessoas suscetíveis.
Compreender como o tártaro se forma, como é removido e quais hábitos ajudam a preveni-lo é uma parte importante da Saúde Bucal Preventiva.
Resposta rápida
O tártaro, também chamado de cálculo dental, é a placa bacteriana que endureceu após incorporar minerais presentes na saliva e no fluido gengival.
Depois de mineralizado, geralmente não sai apenas com escovação, fio dental, enxaguante ou irrigador. Sua remoção costuma exigir instrumentos odontológicos apropriados durante uma limpeza dental ou, quando está abaixo da gengiva e há doença periodontal, por meio de tratamento específico.
Tentar raspar o tártaro em casa pode machucar a gengiva e danificar os dentes. A conduta mais segura é realizar uma avaliação odontológica.
Índice
- O que é tártaro nos dentes?
- Como o tártaro se forma?
- Qual é a diferença entre placa bacteriana e tártaro?
- Onde o tártaro costuma aparecer?
- Quais são os tipos de tártaro?
- Como saber se tenho tártaro?
- Quais problemas ele pode causar?
- O tártaro causa gengivite e periodontite?
- O tártaro causa mau hálito?
- Como remover o tártaro?
- Limpeza dental e raspagem periodontal são iguais?
- É possível remover tártaro em casa?
- Escova elétrica, irrigador e enxaguante ajudam?
- Como evitar a formação de tártaro?
- Mitos e verdades
- Perguntas frequentes
- Referências científicas
A prevenção é uma das formas mais simples e eficientes de manter dentes e gengivas saudáveis. Mesmo sem dor, alterações como cáries iniciais, gengivite e acúmulo de tártaro podem evoluir silenciosamente.
Uma avaliação preventiva ajuda a identificar essas alterações precocemente, orientar os cuidados mais adequados e preservar seu sorriso ao longo do tempo.
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O que é tártaro nos dentes?
O tártaro é um depósito mineralizado que se forma sobre dentes, restaurações, próteses e implantes.
Na odontologia, ele também é chamado de cálculo dental.
Sua formação começa com o acúmulo de placa bacteriana. Quando essa película não é removida adequadamente, pode incorporar cálcio, fosfato e outros minerais presentes na saliva ou no fluido gengival.
Com o tempo, o biofilme se torna mais rígido e firmemente aderido à superfície.
O tártaro não é composto apenas por bactérias. Ele contém uma estrutura mineralizada que pode servir como superfície de retenção para novas camadas de placa bacteriana.
Por isso, o problema não é somente o depósito endurecido, mas o biofilme que continua se acumulando sobre ele.
Como o tártaro se forma?
A formação ocorre em etapas:
- A placa bacteriana começa a se desenvolver depois da higiene bucal.
- O biofilme permanece aderido aos dentes.
- Minerais presentes na saliva ou no fluido gengival se depositam nessa placa.
- O biofilme sofre mineralização e endurece.
- A superfície áspera passa a favorecer a retenção de novas bactérias.
A velocidade desse processo varia entre as pessoas. Algumas formam cálculo dental com maior facilidade, mesmo mantendo uma higiene relativamente boa.
Fatores como composição da saliva, posição dos dentes, dificuldade de higiene, uso de aparelhos, tabagismo e presença de alterações gengivais podem influenciar o acúmulo.
Tabela 1 – Placa bacteriana × tártaro
| Característica | Placa bacteriana | Tártaro |
|---|---|---|
| Consistência | Macia e pegajosa | Dura e mineralizada |
| Aparência | Quase transparente ou esbranquiçada | Amarelada, amarronzada ou escurecida |
| Formação | Desenvolve-se continuamente | Surge após a mineralização da placa |
| Pode ser removida em casa? | Geralmente sim | Geralmente não |
| Principal forma de controle | Escovação e limpeza interdental | Remoção profissional |
| Efeito na gengiva | Pode provocar inflamação | Facilita a retenção de nova placa e dificulta a higiene |
Toda formação de tártaro começou como placa bacteriana, mas nem toda placa necessariamente se transforma em cálculo dental.
Onde o tártaro costuma aparecer?
O tártaro pode aparecer em diferentes regiões, mas algumas áreas acumulam depósitos com maior frequência.
Entre elas estão:
- atrás dos dentes inferiores da frente;
- na parte externa dos molares superiores;
- junto à margem da gengiva;
- entre os dentes;
- ao redor de aparelhos ortodônticos;
- próximo a implantes e próteses;
- abaixo da gengiva, em pacientes com doença periodontal.
A região posterior dos dentes inferiores costuma receber grande quantidade de saliva de glândulas localizadas próximas ao assoalho da boca. Isso pode favorecer a mineralização da placa nessa área.
A prevenção começa antes da dor.
Muitas pessoas só procuram o dentista quando sentem dor ou percebem algum problema. Porém, diversas doenças bucais começam de forma silenciosa e podem evoluir sem causar sintomas nos estágios iniciais.
A limpeza dental profilática vai muito além de deixar os dentes mais brancos. Ela ajuda a controlar a placa bacteriana, remover o tártaro, acompanhar a saúde da gengiva e identificar alterações que precisam de atenção.
Quando a prevenção faz parte da rotina, é possível preservar os dentes, reduzir o risco de gengivite e periodontite e evitar que pequenos problemas se tornem tratamentos mais complexos.
Quais são os tipos de tártaro?
O cálculo dental pode ser classificado principalmente de acordo com sua localização em relação à gengiva.
Tártaro supragengival
É aquele localizado acima ou junto à margem da gengiva.
Geralmente apresenta coloração:
- branca;
- amarelada;
- amarronzada, especialmente quando há pigmentos externos.
Costuma ser mais fácil de visualizar durante a avaliação clínica.
Tártaro subgengival
Forma-se abaixo da margem da gengiva e pode estar aderido à superfície da raiz do dente.
Frequentemente apresenta tonalidade mais escura devido ao contato com componentes do fluido gengival e do sangue.
Como não é facilmente visível, sua presença pode ser identificada por meio de exame periodontal e, quando necessário, exames de imagem complementares.
Tabela 2 – Tártaro acima e abaixo da gengiva
| Característica | Tártaro supragengival | Tártaro subgengival |
|---|---|---|
| Localização | Acima ou junto à margem gengival | Abaixo da gengiva |
| Visibilidade | Geralmente visível | Pode não ser visível |
| Coloração | Branca, amarelada ou amarronzada | Frequentemente marrom-escura ou enegrecida |
| Remoção | Limpeza profissional | Raspagem e tratamento periodontal, quando indicados |
| Associação clínica | Retenção de placa e gengivite | Pode estar associado à periodontite |
A presença de tártaro subgengival não deve ser avaliada apenas pela aparência. O exame clínico é necessário para verificar a condição dos tecidos que sustentam os dentes.
Como saber se tenho tártaro?
Alguns sinais podem sugerir a presença de cálculo dental:
- depósitos duros junto à gengiva;
- manchas amareladas ou amarronzadas que não saem com a escovação;
- superfície áspera ao passar a língua;
- sangramento gengival;
- gengiva avermelhada ou inchada;
- mau hálito persistente;
- retração gengival;
- sensação de espaço diferente entre os dentes após a remoção do depósito.
Nem todo tártaro é facilmente visível. Quando está abaixo da gengiva, pode ser detectado apenas durante a avaliação periodontal.
Tártaro preto é mais grave?
A coloração escura pode ocorrer por diferentes motivos.
O tártaro localizado abaixo da gengiva pode assumir tonalidade marrom ou enegrecida devido ao contato com pigmentos sanguíneos. Depósitos acima da gengiva também podem escurecer com tabaco, café, chá e outros pigmentos externos.
A cor, isoladamente, não determina a gravidade do problema.
O mais importante é avaliar:
- localização;
- quantidade;
- presença de inflamação;
- profundidade das bolsas periodontais;
- perda de inserção;
- condição do osso que sustenta os dentes.
Quais problemas o tártaro pode causar?
O tártaro possui uma superfície irregular que dificulta a higiene e favorece o acúmulo de nova placa bacteriana.
Esse processo pode contribuir para:
- inflamação da gengiva;
- sangramento;
- mau hálito;
- dificuldade para manter a higiene;
- retração gengival;
- progressão da doença periodontal em pessoas suscetíveis;
- inflamação ao redor de implantes;
- alteração estética do sorriso.
O cálculo dental não deve ser analisado isoladamente. A doença periodontal resulta da interação entre biofilme, resposta imunológica e fatores de risco individuais.
O tártaro causa gengivite?
O principal fator relacionado ao desenvolvimento da gengivite é o acúmulo de placa bacteriana junto à margem da gengiva.
O tártaro favorece esse processo porque cria uma superfície áspera e de difícil higienização, sobre a qual novas bactérias aderem com facilidade.
Os sinais mais comuns de inflamação gengival incluem:
- sangramento durante a escovação;
- gengiva avermelhada;
- inchaço;
- sensibilidade;
- mau hálito.
A gengivite costuma ser reversível quando a placa e o tártaro são controlados adequadamente.
Para compreender melhor esses sinais, consulte a página sobre saúde da gengiva.
O tártaro pode causar periodontite?
O tártaro não é a única causa da periodontite, mas pode contribuir para a manutenção do biofilme próximo ou abaixo da gengiva.
A periodontite é uma condição inflamatória mais complexa, na qual os tecidos de sustentação dos dentes podem ser comprometidos.
Sua evolução depende de fatores como:
- quantidade e composição do biofilme;
- predisposição individual;
- tabagismo;
- diabetes;
- resposta imunológica;
- higiene bucal;
- regularidade do acompanhamento odontológico.
Nem toda pessoa com tártaro desenvolverá periodontite. Entretanto, sua presença associada a sangramento, bolsas gengivais, retração ou mobilidade merece avaliação profissional.
O tártaro causa mau hálito?
Pode contribuir.
A superfície áspera do cálculo dental favorece a retenção de bactérias, resíduos e compostos relacionados ao mau hálito.
Entretanto, o tártaro não é a única causa possível. O mau hálito também pode estar associado a:
- saburra lingual;
- gengivite;
- periodontite;
- boca seca;
- cáries;
- próteses mal higienizadas;
- alterações sistêmicas ou respiratórias.
A limpeza da língua e a avaliação da gengiva fazem parte da investigação do problema.
O tártaro pode causar perda dos dentes?
A simples presença de tártaro não significa que o dente será perdido.
No entanto, quando depósitos subgengivais estão associados à periodontite, pode ocorrer destruição progressiva dos tecidos que sustentam os dentes.
Em fases avançadas, podem aparecer:
- perda óssea;
- mobilidade dentária;
- migração dos dentes;
- dificuldade para mastigar;
- perda dentária.
A prevenção e o tratamento precoce reduzem o risco de evolução para estágios mais complexos.
Como remover o tártaro dos dentes?
Depois de mineralizado, o tártaro geralmente precisa ser removido profissionalmente.
O cirurgião-dentista pode utilizar:
- instrumentos ultrassônicos;
- instrumentos manuais;
- polimento, quando indicado;
- técnicas de raspagem periodontal em áreas abaixo da gengiva.
A escolha depende da localização dos depósitos e da condição da gengiva.
Em uma pessoa sem periodontite, a remoção pode fazer parte da limpeza preventiva. Quando existem bolsas periodontais, perda de inserção ou cálculo subgengival, pode ser necessário um tratamento periodontal mais específico.
A limpeza dental remove o tártaro?
Sim, quando se trata de depósitos supragengivais e o paciente não apresenta comprometimento periodontal que exija abordagem específica.
A limpeza dental pode incluir:
- remoção de placa bacteriana;
- remoção de tártaro visível;
- polimento;
- orientação de higiene;
- avaliação da saúde da gengiva.
A profundidade e a extensão do procedimento dependem do exame clínico.
Limpeza dental e raspagem periodontal são a mesma coisa?
Não necessariamente.
A limpeza preventiva é indicada para controle de placa, cálculo supragengival e manchas superficiais em pacientes sem doença periodontal avançada.
A raspagem periodontal é utilizada quando existem depósitos abaixo da gengiva e sinais de comprometimento periodontal.
Tabela 3 – Limpeza dental × raspagem periodontal
| Característica | Limpeza dental | Raspagem periodontal |
|---|---|---|
| Objetivo principal | Prevenção e manutenção | Tratamento periodontal |
| Região tratada | Principalmente acima da gengiva | Acima e abaixo da gengiva |
| Indicação | Placa, tártaro visível e manchas | Bolsas periodontais e cálculo subgengival |
| Avaliação necessária | Exame clínico | Exame periodontal detalhado |
| Número de sessões | Varia conforme o caso | Pode exigir tratamento por regiões e acompanhamento |
Expressões como “limpeza profunda” são usadas popularmente, mas não indicam sozinhas qual tratamento é necessário. A decisão depende do diagnóstico clínico.
Remover tártaro dói?
Na maioria das limpezas preventivas, o paciente sente apenas vibração, pressão ou leve sensibilidade.
O desconforto pode ser maior quando há:
- grande quantidade de cálculo;
- gengiva inflamada;
- retração gengival;
- sensibilidade dentária;
- depósitos profundos;
- bolsas periodontais.
Quando necessário, o dentista pode utilizar anestesia local ou adaptar a técnica para proporcionar maior conforto.
A limpeza desgasta ou afina os dentes?
Quando realizada corretamente, não.
Os instrumentos são utilizados para remover depósitos aderidos à superfície, preservando a estrutura dental.
Algumas pessoas percebem os dentes “mais separados” ou “mais finos” após a limpeza. Isso geralmente ocorre porque o tártaro ocupava espaços entre os dentes ou recobria parte da superfície.
A remoção apenas revela o formato real dos dentes.
O tártaro pode sair sozinho?
Pequenos fragmentos podem se desprender ocasionalmente, mas isso não significa que todo o depósito foi removido nem que a gengiva está saudável.
Quando um pedaço se solta, ainda podem permanecer áreas aderidas ao dente, inclusive abaixo da gengiva.
A avaliação profissional continua sendo indicada.
É possível remover tártaro em casa?
Não é recomendável tentar raspar o tártaro em casa.
Objetos pontiagudos, instrumentos comprados pela internet ou utensílios domésticos podem causar:
- cortes na gengiva;
- sangramento;
- infecção;
- danos ao esmalte;
- riscos em restaurações;
- empurrar bactérias para áreas mais profundas;
- falsa impressão de que todo o cálculo foi removido.
A remoção segura depende de treinamento, iluminação adequada, instrumentos apropriados e avaliação da superfície dental e gengival.
Bicarbonato remove tártaro?
Não.
O bicarbonato pode atuar sobre alguns pigmentos superficiais, mas não dissolve nem remove com segurança o cálculo dental aderido.
Seu uso frequente ou abrasivo pode irritar tecidos e aumentar o desgaste de superfícies dentárias.
Limão, vinagre ou receitas caseiras removem tártaro?
Não.
Substâncias ácidas podem contribuir para erosão do esmalte e aumento da sensibilidade.
Receitas caseiras não substituem a remoção profissional e podem provocar danos permanentes.
A escova elétrica remove tártaro?
A escova elétrica pode ajudar a remover placa bacteriana e reduzir a formação de novos depósitos.
Entretanto, ela não costuma remover tártaro já mineralizado.
Seu principal papel é preventivo.
O irrigador dental remove tártaro?
O irrigador dental pode auxiliar na remoção de resíduos e complementar a higiene em aparelhos, implantes e próteses.
Porém, não remove cálculo dental endurecido.
Ele também não substitui automaticamente o fio dental ou a escova interdental.
Enxaguante bucal remove tártaro?
Não.
O enxaguante bucal pode complementar o controle químico do biofilme em situações específicas, mas não desprende depósitos mineralizados.
Seu uso deve ser associado à higiene mecânica e, quando necessário, orientado pelo dentista.
Como evitar a formação de tártaro?
Não é possível garantir que uma pessoa nunca formará cálculo dental, mas seu acúmulo pode ser reduzido.
As principais medidas são:
- realizar a escovação dos dentes pelo menos duas vezes ao dia;
- utilizar fio dental diariamente;
- limpar adequadamente a margem da gengiva;
- utilizar escova interdental quando indicada;
- controlar o tabagismo;
- manter aparelhos, próteses e implantes bem higienizados;
- realizar avaliações odontológicas periódicas;
- fazer limpeza profissional conforme a necessidade individual.
A frequência das consultas não deve ser igual para todas as pessoas. Pacientes com maior formação de tártaro, implantes, aparelhos ortodônticos ou histórico de doença periodontal podem precisar de intervalos menores.
Tabela 4 – O que ajuda e o que não remove tártaro
| Recurso | Ajuda a prevenir? | Remove tártaro endurecido? |
|---|---|---|
| Escova manual | ✅ Sim | ❌ Não |
| Escova elétrica | ✅ Sim | ❌ Não |
| Fio dental | ✅ Sim | ❌ Não |
| Escova interdental | ✅ Sim | ❌ Não |
| Irrigador dental | ⚠️ Complementa | ❌ Não |
| Enxaguante bucal | ⚠️ Complementa | ❌ Não |
| Limpeza profissional | ✅ Sim | ✅ Sim |
| Raspagem periodontal | ✅ Conforme o caso | ✅ Sim |
Mitos e verdades sobre tártaro nos dentes
| Afirmação | Resposta | Explicação |
|---|---|---|
| O tártaro é placa bacteriana endurecida. | ✅ Verdade | Ele se forma após a mineralização do biofilme. |
| Escovar com força remove tártaro. | ❌ Mito | A força pode machucar a gengiva e desgastar os dentes, mas não remove o cálculo aderido. |
| Enxaguante bucal dissolve tártaro. | ❌ Mito | O enxaguante não remove depósitos mineralizados. |
| Quem forma tártaro escova mal os dentes. | ⚠️ Depende | A higiene influencia, mas saliva, anatomia e outros fatores também participam. |
| Tártaro pode favorecer sangramento gengival. | ✅ Verdade | Sua superfície retém biofilme e dificulta a higiene. |
| Limpeza profissional afina os dentes. | ❌ Mito | A remoção revela a superfície natural que estava recoberta pelo depósito. |
| Tártaro pode voltar depois da limpeza. | ✅ Verdade | A placa volta a se formar, por isso a prevenção precisa ser contínua. |
| Todo tártaro causa periodontite. | ❌ Mito | A periodontite depende de vários fatores, embora o cálculo favoreça a retenção de biofilme. |
Quando procurar avaliação odontológica?
Procure avaliação quando perceber:
- tártaro visível;
- sangramento gengival frequente;
- gengiva inchada;
- mau hálito persistente;
- retração gengival;
- sensibilidade;
- mobilidade dentária;
- secreção próxima à gengiva;
- mudança na posição dos dentes;
- dificuldade para mastigar.
Mobilidade, secreção, perda óssea ou bolsas periodontais exigem avaliação específica e não devem ser tratadas apenas como necessidade de limpeza comum.
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Conheça os principais temas de Saúde Bucal Preventiva
Cuidar da Saúde Bucal Preventiva envolve muito mais do que tratar problemas depois que eles aparecem. O Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal permite avaliar as necessidades de cada pessoa e definir a frequência mais adequada das consultas.
Nesse cuidado contínuo, a Limpeza Dental ajuda a remover depósitos que não são eliminados completamente em casa, enquanto uma rotina adequada de Higiene Bucal contribui para controlar a placa bacteriana diariamente.
Também é importante observar a Saúde da Gengiva, especialmente diante de sangramento, inflamação ou retração, além de compreender como a Saúde Bucal e a Saúde Geral podem estar relacionadas em diferentes fases e condições do organismo.
Perguntas frequentes sobre tártaro nos dentes
Sim. Cálculo dental é o termo técnico utilizado para o tártaro.
O processo de mineralização pode começar relativamente cedo, mas o tempo varia conforme composição da saliva, local, higiene e características individuais. Não existe um prazo único aplicável a todas as pessoas.
A quantidade pode ser influenciada por higiene, anatomia dos dentes, fluxo e composição salivar, aparelhos, próteses, tabagismo e predisposição individual.
Pode aparecer. Uma boa higiene reduz bastante o risco, mas algumas pessoas apresentam maior tendência à mineralização da placa ou dificuldade de alcançar certas regiões.
Sim. Essa região fica próxima à saída de glândulas salivares, o que pode favorecer a mineralização.
Sim, embora a quantidade e a frequência variem. Quando houver depósitos ou sangramento, é importante avaliar a técnica de higiene e a saúde gengival.
Sim. Implantes não desenvolvem cárie, mas podem acumular biofilme e cálculo. A inflamação ao redor deles precisa ser acompanhada para reduzir o risco de mucosite e peri-implantite.
Sim. O cálculo subgengival pode estar aderido à raiz e nem sempre é visível.
O cálculo isoladamente não torna o dente móvel. A mobilidade pode ocorrer quando existe periodontite com perda dos tecidos de sustentação.
A retração tem múltiplas causas. Inflamação persistente, doença periodontal, trauma de escovação e características anatômicas podem participar. A presença de cálculo pode contribuir para a manutenção da inflamação.
Pode apresentar coloração amarelada, marrom ou escura e alterar a aparência do sorriso. Café, chá e tabaco podem pigmentar depósitos já existentes.
Não. Algumas fórmulas podem ajudar a reduzir a mineralização de nova placa, mas não retiram cálculo já endurecido.
Não necessariamente. O intervalo deve ser individualizado conforme risco, quantidade de cálculo, condição gengival, implantes, aparelhos e histórico periodontal.
Pode voltar porque a placa bacteriana volta a se formar. A higiene diária e o acompanhamento preventivo reduzem o novo acúmulo.
A gengiva inflamada pode sangrar com maior facilidade. O sangramento deve diminuir conforme o biofilme é controlado e a gengiva recupera a saúde. Persistência do sangramento precisa ser reavaliada.
A saúde bucal deve ser avaliada antes do clareamento. Quando há placa, cálculo ou inflamação gengival, normalmente esses problemas precisam ser controlados primeiro.
Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal
A tendência à formação de tártaro varia ao longo da vida.
Mudanças na saúde, no fluxo salivar, na posição dos dentes, no uso de aparelhos, implantes e próteses podem tornar a higiene mais difícil.
Durante o acompanhamento preventivo, o cirurgião-dentista pode avaliar:
- quantidade e localização do cálculo;
- presença de placa bacteriana;
- sangramento gengival;
- profundidade das bolsas;
- retrações;
- mobilidade;
- qualidade da higiene;
- necessidade de limpeza ou tratamento periodontal;
- intervalo adequado entre as consultas.
O objetivo é identificar alterações precocemente e evitar que um problema simples evolua para tratamentos mais complexos.
Leia também
- 💎 Saúde Bucal Preventiva
- 🦷 Limpeza Dental
- 🩸 Gengivite
- 🦷 Periodontite
- 🦠 Placa Bacteriana
- 🪨 Tártaro
- 🩸 Gengivite
- 🦷 Periodontite
- 🪥 Higiene Bucal
- 🩹 Tratamento periodontal não cirúrgico
Conclusão
O tártaro nos dentes se forma quando a placa bacteriana permanece acumulada e sofre mineralização. Depois de endurecido, normalmente não pode ser removido apenas com escovação, fio dental, enxaguante ou irrigador.
Sua superfície áspera favorece a retenção de novo biofilme e dificulta a higiene, podendo contribuir para gengivite, mau hálito e progressão da doença periodontal em pessoas suscetíveis.
A remoção profissional, associada a uma rotina adequada de higiene e acompanhamento individualizado, é a forma mais segura de controlar o problema.
Mais importante do que esperar o tártaro se acumular é controlar diariamente a placa bacteriana e identificar precocemente sinais como sangramento, inflamação, retração ou mobilidade.
Referências científicas
- Marsh PD. Dental plaque as a biofilm and a microbial community: implications for health and disease. BMC Oral Health. 2006;6(Suppl 1):S14.
- Chapple ILC, Mealey BL, Van Dyke TE, et al. Periodontal health and gingival diseases and conditions on an intact and a reduced periodontium. Journal of Clinical Periodontology. 2018;45(Suppl 20):S68–S77.
- Tonetti MS, Greenwell H, Kornman KS. Staging and grading of periodontitis: Framework and proposal of a new classification. Journal of Periodontology. 2018;89(Suppl 1):S159–S172.
- National Institute of Dental and Craniofacial Research. Gum disease.
- American Academy of Periodontology. Informações sobre doenças da gengiva.
- European Federation of Periodontology. Informações de saúde periodontal para pacientes.
Revisão do conteúdo
Última atualização: agosto de 2026
Revisão técnica: Dr. Paulo Coelho – Cirurgião-Dentista – CROSP 49.777
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo. Ele não substitui a avaliação individual realizada por um cirurgião-dentista. O diagnóstico e a indicação do tratamento dependem das condições clínicas de cada paciente.
