Saúde Bucal e Gravidez

A relação entre saúde bucal e gravidez merece atenção porque as mudanças hormonais, alimentares e comportamentais da gestação podem modificar a resposta da gengiva à placa bacteriana.

Durante esse período, algumas mulheres percebem sangramento gengival, aumento da sensibilidade, enjoos durante a escovação, boca seca, maior vontade de consumir alimentos açucarados ou dificuldade para manter a rotina de higiene.

Essas alterações não significam que perder dentes ou desenvolver cáries seja uma consequência inevitável da gravidez. Com acompanhamento, higiene adequada e tratamento quando necessário, é possível cuidar da boca com segurança durante toda a gestação.

O atendimento odontológico preventivo, diagnóstico e restaurador é considerado seguro durante a gravidez. Problemas como dor, cárie, infecção e inflamação gengival não devem ser deixados sem avaliação apenas pelo receio de realizar tratamento.

Resposta rápida

A gravidez pode aumentar a resposta inflamatória da gengiva à placa bacteriana, favorecendo sangramento e gengivite. Consultas preventivas, limpeza dental, restaurações e tratamentos necessários podem ser realizados durante a gestação. A periodontite está associada a alguns desfechos obstétricos adversos, mas ainda não é correto afirmar que ela seja uma causa direta ou que o tratamento periodontal garanta a prevenção de parto prematuro.

Sua última consulta preventiva foi há quanto tempo?

A prevenção é uma das formas mais simples e eficientes de manter dentes e gengivas saudáveis. Mesmo sem dor, alterações como cáries iniciais, gengivite e acúmulo de tártaro podem evoluir silenciosamente.

Uma avaliação preventiva ajuda a identificar essas alterações precocemente, orientar os cuidados mais adequados e preservar seu sorriso ao longo do tempo.

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Atendimentos em Campinas e Valinhos. O intervalo entre as consultas deve ser definido individualmente, conforme as necessidades de cada paciente.

Por que a gravidez pode afetar a saúde bucal?

Durante a gestação, ocorrem alterações nos níveis de estrogênio e progesterona. Esses hormônios podem modificar a resposta dos tecidos gengivais à presença da placa bacteriana.

Isso significa que uma quantidade de biofilme que antes provocava pouca reação pode produzir mais:

  • vermelhidão;
  • inchaço;
  • sensibilidade;
  • sangramento;
  • aumento do volume da gengiva.

A gravidez também pode modificar a alimentação, a frequência das refeições, o fluxo salivar e a tolerância aos produtos de higiene.

Náuseas, vômitos, cansaço e maior sensibilidade a cheiros podem dificultar a escovação dos dentes, principalmente nos primeiros meses.

O CDC informa que a gestação pode aumentar a predisposição a doenças gengivais e cáries, reforçando a importância de incluir a saúde bucal no cuidado pré-natal.

Gravidez causa gengivite?

A gravidez não cria gengivite sem a presença de fatores locais, principalmente a placa bacteriana.

Entretanto, as alterações hormonais podem aumentar a intensidade da resposta gengival ao biofilme. Por isso, uma gestante pode apresentar sangramento e inchaço mesmo quando a quantidade de placa parece pequena.

A chamada gengivite associada à gravidez pode provocar:

  • gengiva vermelha;
  • aumento de volume;
  • sangramento ao escovar;
  • sensibilidade;
  • gosto desagradável;
  • dificuldade para usar o fio dental;
  • mau hálito.

O cuidado começa pelo controle da placa bacteriana, pela melhora da higiene e pela remoção profissional de depósitos quando necessária.

A gengiva sangrando não deve ser considerada normal apenas porque a mulher está grávida.

Qual é a diferença entre gengivite e periodontite?

A gengivite é uma inflamação limitada à gengiva. Ela não provoca, por si só, perda do osso responsável pela sustentação dos dentes.

A periodontite compromete estruturas mais profundas e pode causar:

  • bolsas periodontais;
  • perda de inserção;
  • perda óssea;
  • retração gengival;
  • mobilidade;
  • mudança na posição dos dentes.
CaracterísticaGengivitePeriodontite
InflamaçãoLimitada à gengivaAtinge tecidos de sustentação
SangramentoFrequentePode ocorrer
Perda ósseaNãoPode existir
MobilidadeNão é característicaPode aparecer em casos avançados
TratamentoControle da placa e remoção de depósitosTratamento periodontal individualizado

A periodontite pode evoluir sem dor intensa. O diagnóstico depende da avaliação clínica, da sondagem periodontal e, quando indicado, de exames de imagem.

Periodontite pode afetar a gravidez?

Estudos observacionais encontraram associação entre periodontite e alguns desfechos adversos, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e pré-eclâmpsia.

Entretanto, essa relação é complexa. Idade materna, tabagismo, diabetes, condições socioeconômicas, acesso ao pré-natal, alimentação, infecções e outros fatores podem participar simultaneamente.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 encontrou evidência de certeza moderada de um pequeno aumento do risco de parto prematuro em gestantes com periodontite. Isso demonstra uma associação, mas não permite afirmar que a doença periodontal seja a causa isolada do parto prematuro.

Portanto, devem ser evitadas afirmações como:

  • “gengivite causa parto prematuro”;
  • “limpeza dental evita baixo peso ao nascer”;
  • “raspagem periodontal garante uma gestação segura”.

A periodontite deve ser tratada para controlar a doença bucal, reduzir inflamação, preservar os dentes e melhorar o conforto da gestante.

Tratar a periodontite durante a gravidez é seguro?

O tratamento periodontal não cirúrgico pode ser realizado durante a gestação quando houver indicação.

Ele pode incluir:

  • orientação individualizada de higiene;
  • remoção de placa e tártaro;
  • instrumentação abaixo da gengiva;
  • controle dos fatores de risco;
  • reavaliação;
  • manutenção periodontal.

A Federação Europeia de Periodontologia considera o tratamento periodontal não cirúrgico durante a gravidez seguro e eficaz para melhorar a condição da gengiva. Entretanto, estudos de menor risco de viés não demonstraram de maneira consistente que esse tratamento reduza complicações obstétricas.

Quando existem bolsas e depósitos abaixo da gengiva, pode ser indicado o tratamento periodontal não cirúrgico.

Limpeza dental pode ser feita durante a gravidez?

Sim.

A limpeza dental pode ser realizada durante a gestação para remover placa, tártaro nos dentes e determinadas manchas superficiais.

Ela também permite:

  • avaliar a gengiva;
  • identificar áreas de difícil higiene;
  • orientar escovação e limpeza interdental;
  • detectar cáries e restaurações inadequadas;
  • acompanhar alterações da boca.

Quando existe somente gengivite e depósitos acima da gengiva, a limpeza pode fazer parte do controle do problema.

Quando há bolsas profundas, perda óssea e tártaro abaixo da gengiva, uma limpeza preventiva comum pode não ser suficiente.

Qual é o melhor trimestre para ir ao dentista?

O atendimento odontológico pode ser realizado em qualquer fase da gravidez quando necessário.

O segundo trimestre costuma ser mais confortável para procedimentos eletivos porque os enjoos podem ter diminuído e o aumento do volume abdominal ainda não costuma causar tanto desconforto.

Porém, isso não significa que seja necessário esperar o segundo trimestre diante de:

  • dor;
  • infecção;
  • cárie ativa;
  • dente quebrado;
  • sangramento persistente;
  • inchaço;
  • necessidade de tratamento urgente.

O CDC orienta buscar cuidados odontológicos de rotina e de urgência em qualquer fase da gestação. A ADA também considera seguros os tratamentos preventivos, diagnósticos e restauradores durante toda a gravidez.

A gestante pode receber anestesia odontológica?

Anestésicos locais podem ser utilizados durante a gravidez quando existe indicação e planejamento adequado.

A ADA informa que anestésicos locais, inclusive formulações com epinefrina, podem ser usados durante a gestação. A escolha do produto, da dose e da técnica depende do procedimento e da condição clínica da paciente.

A gestante deve informar:

  • idade gestacional;
  • medicamentos utilizados;
  • alergias;
  • hipertensão;
  • diabetes gestacional;
  • histórico de complicações;
  • orientações recebidas do obstetra.

O anestésico não deve ser evitado quando sua ausência tornaria o tratamento doloroso ou inseguro.

Radiografia odontológica pode ser feita na gravidez?

Exames de imagem podem ser realizados quando forem necessários para o diagnóstico e para a escolha do tratamento.

A radiografia não deve ser solicitada sem indicação, mas também não precisa ser adiada quando sua ausência pode prejudicar o atendimento de uma infecção, trauma ou dor.

A ADA considera seguros os exames radiográficos odontológicos durante a gravidez quando clinicamente indicados e realizados conforme os protocolos de proteção e otimização da exposição.

Informe sempre ao dentista e à equipe de radiologia que está grávida ou que existe possibilidade de gestação.

Gestante pode fazer restauração e tratamento de canal?

Sim, quando existe indicação.

Adiar o tratamento de uma cárie profunda ou de uma infecção pode aumentar a dor, a inflamação e a necessidade de procedimentos mais complexos.

Durante a gravidez podem ser realizados, conforme avaliação:

  • restaurações;
  • tratamento de canal;
  • atendimento de urgência;
  • extrações necessárias;
  • tratamento gengival;
  • limpeza;
  • controle de infecções.

O planejamento deve considerar a idade gestacional, o tempo de consulta, o conforto da paciente e o estado geral de saúde.

Gestante pode extrair um dente?

Pode, quando a extração for necessária.

Dentes com infecção, fratura extensa, dor persistente ou impossibilidade de restauração não devem permanecer sem avaliação apenas por causa da gravidez.

O procedimento precisa ser planejado individualmente, considerando:

  • condição do dente;
  • presença de infecção;
  • medicamentos utilizados;
  • pressão arterial;
  • diabetes gestacional;
  • idade gestacional;
  • orientação médica quando necessária.

O objetivo é evitar tanto procedimentos desnecessários quanto o adiamento de uma condição que pode se agravar.

Quais medicamentos odontológicos podem ser usados?

A escolha de analgésicos, antibióticos e outros medicamentos durante a gravidez deve ser individualizada.

O dentista precisa considerar:

  • idade gestacional;
  • tipo e duração do tratamento;
  • alergias;
  • medicamentos já utilizados;
  • doenças associadas;
  • orientação do obstetra.

A gestante não deve iniciar, interromper ou substituir medicamentos por conta própria.

Também não é recomendável utilizar sobras de antibióticos ou receitas antigas para tratar dor de dente ou inchaço.

A gravidez aumenta o risco de cárie?

A gravidez não produz cárie diretamente, mas algumas mudanças podem aumentar o risco:

  • maior frequência de refeições;
  • consumo mais frequente de açúcares;
  • enjoos durante a higiene;
  • vômitos;
  • boca seca;
  • refluxo;
  • redução da exposição ao flúor;
  • dificuldade para limpar determinadas regiões.

O CDC destaca que a gestação pode aumentar a predisposição a cáries e doenças gengivais, reforçando a necessidade de higiene e acompanhamento.

A prevenção envolve:

  • creme dental fluoretado;
  • escovação regular;
  • limpeza entre os dentes;
  • controle da frequência de açúcares;
  • consumo de água;
  • tratamento precoce de lesões.

Enjoos dificultam a escovação: o que fazer?

O sabor do creme dental, o tamanho da escova e o contato com a região posterior da língua podem aumentar a náusea.

Algumas medidas podem ajudar:

  • utilizar escova de cabeça menor;
  • escolher creme dental de sabor suave;
  • realizar a higiene em horários com menos enjoo;
  • respirar pelo nariz;
  • dividir a escovação em etapas;
  • evitar introduzir a escova profundamente;
  • escovar com movimentos lentos;
  • não abandonar completamente a higiene.

A limpeza da língua pode ser reduzida ou adaptada quando provoca ânsia, sempre sem força.

Vômitos podem prejudicar os dentes?

Sim.

O conteúdo do estômago é ácido e pode amolecer temporariamente a superfície do esmalte. Vômitos frequentes e refluxo aumentam a exposição dos dentes aos ácidos.

Depois de vomitar:

  1. Enxágue a boca com água.
  2. Evite escovar imediatamente com força.
  3. Aguarde a neutralização do ambiente bucal.
  4. Retome a higiene com escova macia e creme dental fluoretado.
  5. Informe ao obstetra quando os vômitos forem intensos ou persistentes.

O CDC recomenda enxaguar a boca após o vômito para ajudar a reduzir a ação do ácido sobre o esmalte.

Escovar agressivamente logo após o contato com ácido pode aumentar o desgaste da superfície amolecida.

O que é o granuloma gravídico?

Algumas gestantes desenvolvem um aumento gengival localizado, avermelhado e que pode sangrar facilmente.

Essa alteração é conhecida como granuloma gravídico ou granuloma piogênico associado à gravidez.

Ela costuma estar relacionada à combinação entre:

  • alterações hormonais;
  • placa bacteriana;
  • tártaro;
  • trauma;
  • irritação local.

Apesar do nome, não é necessariamente uma infecção com pus e não significa câncer.

A lesão deve ser avaliada quando:

  • cresce rapidamente;
  • sangra com frequência;
  • dificulta a mastigação;
  • interfere na higiene;
  • causa dor;
  • permanece depois do parto.

Nem toda lesão precisa ser removida imediatamente. A decisão depende do tamanho, do desconforto, do sangramento e do diagnóstico.

A gravidez pode causar mobilidade dentária?

As alterações hormonais podem modificar temporariamente alguns tecidos de suporte, mas dentes com mobilidade não devem ser considerados normais sem avaliação.

A mobilidade pode estar relacionada a:

  • periodontite;
  • perda óssea;
  • trauma de mordida;
  • infecção;
  • alterações periodontais preexistentes.

Quando há mobilidade, sangramento ou retração, é necessário avaliar a saúde da gengiva.

A gestante pode ter boca seca ou excesso de saliva?

Pode.

Algumas mulheres percebem boca seca, enquanto outras apresentam aumento da salivação, especialmente junto com náuseas.

A boca seca pode ser influenciada por:

  • baixa ingestão de água;
  • vômitos;
  • respiração bucal;
  • medicamentos;
  • diabetes gestacional;
  • alterações do sono.

Quando a saliva diminui, pode aumentar o risco de:

  • cárie;
  • ardência;
  • dificuldade para mastigar;
  • mau hálito;
  • retenção de placa.

Beber água regularmente e informar sintomas persistentes ao dentista e ao obstetra ajuda a identificar a causa.

Diabetes gestacional influencia a saúde da gengiva?

O diabetes gestacional pode aumentar a necessidade de atenção à gengiva e ao controle da placa.

Alterações na glicose podem influenciar a resposta inflamatória, a cicatrização e o risco periodontal.

A relação entre saúde bucal e diabetes é estudada principalmente porque o diabetes pode aumentar o risco e a gravidade da periodontite.

Isso não significa que toda gestante com diabetes desenvolverá doença periodontal.

O cuidado deve integrar:

  • acompanhamento obstétrico;
  • controle glicêmico;
  • alimentação orientada;
  • higiene bucal;
  • avaliação periodontal;
  • tratamento quando necessário.

Como deve ser a higiene bucal durante a gravidez?

Escove os dentes duas vezes ao dia

A escovação dos dentes deve ser realizada com escova macia e creme dental fluoretado.

As cerdas precisam alcançar a região próxima à gengiva sem movimentos agressivos.

Sangramento não significa que a região deva deixar de ser higienizada. A técnica precisa ser delicada e a causa deve ser avaliada.

Limpe entre os dentes

O fio dental ajuda a limpar espaços fechados.

Quando existem retrações ou espaços maiores, a escova interdental pode apresentar melhor adaptação.

A limpeza interdental deve ser realizada sem pressionar bruscamente a gengiva.

Cuide da língua

A limpeza da língua pode ajudar no controle da saburra e do mau hálito.

Durante períodos de enjoo, o procedimento pode ser adaptado, começando pela região anterior e evitando movimentos profundos.

Use enxaguante apenas quando indicado

O enxaguante bucal não é obrigatório para todas as gestantes.

A escolha precisa considerar:

  • finalidade;
  • ingredientes ativos;
  • presença de álcool;
  • sensibilidade;
  • boca seca;
  • orientação profissional.

Produtos com clorexidina, flúor ou outros ativos devem seguir a indicação e o tempo de uso recomendados.

A gestante precisa fazer limpeza a cada três ou seis meses?

Não existe um intervalo universal.

A frequência depende de:

  • condição da gengiva;
  • quantidade de placa e tártaro;
  • histórico de periodontite;
  • presença de diabetes gestacional;
  • dificuldade para escovar;
  • frequência de vômitos;
  • risco de cárie;
  • resposta ao tratamento.

Algumas gestantes podem necessitar apenas de acompanhamento de rotina. Outras podem precisar de consultas mais próximas para controlar gengivite ou periodontite.

O Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal permite definir o intervalo conforme o risco individual.

Clareamento dental pode ser realizado durante a gravidez?

O clareamento dental é um procedimento eletivo.

Como existem limitações nas evidências sobre sua realização durante a gestação, costuma-se recomendar o adiamento até depois do nascimento.

Isso vale para:

  • clareamento caseiro supervisionado;
  • clareamento em consultório;
  • produtos comprados na internet;
  • tiras clareadoras;
  • misturas caseiras.

Adiar um procedimento estético é diferente de adiar o tratamento de dor, infecção ou cárie.

Gestante pode usar aparelho ortodôntico?

Pode.

Entretanto, as mudanças gengivais da gravidez podem aumentar a necessidade de controle da placa ao redor dos braquetes.

A higiene bucal com aparelho ortodôntico pode exigir:

  • escova ortodôntica;
  • escova interdental;
  • passa-fio;
  • escova de tufo;
  • irrigador bucal em situações específicas.

Quando a gengiva está muito inflamada, pode ser necessário controlar primeiro o biofilme e o tártaro antes de continuar determinadas etapas do tratamento.

A saúde bucal da mãe influencia os dentes do bebê?

O cuidado com a boca materna é importante para o bem-estar da gestante e também pode contribuir para a prevenção de cáries na primeira infância.

Hábitos alimentares, acesso ao flúor, rotina familiar de higiene e presença de doenças bucais nos cuidadores influenciam o ambiente em que a criança crescerá.

O CDC destaca que melhorar a saúde bucal da gestante é uma das estratégias relacionadas à prevenção de cáries em crianças pequenas.

Isso não significa que uma cárie seja inevitavelmente “transmitida” da mãe para o bebê. A cárie é uma doença multifatorial.

Quais sinais precisam de atendimento?

Procure avaliação odontológica quando houver:

  • dor de dente;
  • sangramento persistente;
  • gengiva muito inchada;
  • tártaro visível;
  • retração;
  • mobilidade dentária;
  • secreção;
  • gosto ruim;
  • mau hálito persistente;
  • dente quebrado;
  • dificuldade para mastigar;
  • feridas que não cicatrizam;
  • crescimento gengival;
  • sensibilidade intensa;
  • sinais de cárie;
  • alteração ao redor de implantes.

Dor, infecção e inchaço não devem ser tratados apenas com receitas caseiras.

Quando procurar atendimento com maior urgência?

Procure atendimento rapidamente quando houver:

  • inchaço no rosto;
  • febre;
  • dificuldade para engolir;
  • dificuldade para respirar;
  • limitação importante para abrir a boca;
  • dor intensa que não melhora;
  • trauma facial;
  • sangramento persistente;
  • sinais de reação a medicamentos.

Esses sinais podem indicar uma condição que precisa de avaliação imediata.

O dentista precisa conversar com o obstetra?

A comunicação pode ser importante quando existe:

  • gestação de alto risco;
  • hipertensão gestacional;
  • pré-eclâmpsia;
  • diabetes gestacional;
  • uso de anticoagulantes;
  • alteração recente nos medicamentos;
  • necessidade de procedimento complexo;
  • dúvida sobre medicamentos;
  • histórico de parto prematuro;
  • orientação médica específica.

Nem todo procedimento simples exige autorização do obstetra. A necessidade depende da condição clínica e do tratamento planejado.

Atendimento durante a gravidez em Campinas e Valinhos

O atendimento odontológico durante a gestação considera a idade gestacional, os sintomas, os medicamentos, a condição da gengiva e o conforto da paciente.

O atendimento para Limpeza Dental em Campinas é realizado na unidade do Cambuí, na Rua Antônio Lapa, 1020.

Também realizamos Limpeza Dental em Valinhos, na Avenida Joaquim Alves Corrêa, 4480, sala 1.

Quando existem sinais de periodontite, o atendimento é direcionado para o diagnóstico e para o tratamento da doença, e não apenas para uma limpeza superficial.

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Uma rotina completa de Higiene Bucal ajuda a controlar a placa diariamente, enquanto a Limpeza Dental remove depósitos que não podem mais ser eliminados em casa.

O acompanhamento da Saúde da Gengiva permite identificar gengivite, periodontite, retração e outras alterações antes que provoquem danos mais extensos.

Perguntas frequentes sobre saúde bucal e gravidez

A gravidez enfraquece os dentes?

Não diretamente. A gestação pode modificar hábitos, alimentação, saliva e higiene, aumentando o risco de problemas quando os cuidados não são adaptados.

O bebê retira cálcio dos dentes da mãe?

Não. O cálcio necessário ao desenvolvimento fetal não é retirado dos dentes maternos dessa forma. Cáries durante a gestação estão relacionadas a fatores como alimentação, higiene, saliva e frequência de açúcares.

É normal a gengiva sangrar durante a gravidez?

É frequente, mas não deve ser ignorado. O sangramento geralmente indica inflamação e precisa de controle da placa e avaliação.

Gestante pode fazer limpeza dental?

Sim. A limpeza pode ser realizada durante a gravidez quando indicada.

Gestante pode receber anestesia?

Sim. Anestésicos locais podem ser usados com planejamento e escolha adequada.

Radiografia odontológica pode ser feita?

Pode ser realizada quando necessária para o diagnóstico e o tratamento, seguindo os protocolos de segurança.

Tratamento de canal pode ser realizado?

Sim. Uma infecção ou dor não deve ser deixada sem tratamento apenas por causa da gestação.

Periodontite causa parto prematuro?

Existe associação entre periodontite e parto prematuro, mas não está comprovado que ela seja uma causa direta e isolada.

Tratar a gengiva evita complicações na gravidez?

O tratamento melhora a condição periodontal, mas ainda não há comprovação consistente de que previna complicações obstétricas.

Posso escovar quando a gengiva sangra?

Sim, com delicadeza. Abandonar a higiene tende a aumentar a placa e manter a inflamação.

O que fazer depois de vomitar?

Enxágue a boca com água e evite escovar imediatamente com força. Vômitos persistentes devem ser informados ao obstetra.

Gestante pode usar enxaguante?

Pode haver indicação, mas o produto precisa ser escolhido conforme a necessidade e a composição.

Clareamento pode ser feito durante a gravidez?

Como é um procedimento eletivo e existem limitações nas evidências, costuma-se recomendar o adiamento.

Gestante pode extrair um dente?

Pode, quando a extração é necessária e planejada de acordo com a condição clínica.

Antibiótico é necessário para toda gestante com gengivite?

Não. A gengivite costuma ser controlada com higiene e remoção dos depósitos. Antibióticos são reservados para situações específicas.

Conclusão

A gravidez pode aumentar a resposta inflamatória da gengiva à placa bacteriana, favorecer sangramento e tornar a higiene mais difícil devido aos enjoos e às mudanças de rotina.

Essas alterações não significam que a gestante inevitavelmente desenvolverá cáries, perderá dentes ou terá doença periodontal.

Consultas preventivas, limpeza, restaurações e tratamentos necessários podem ser realizados durante a gestação. Dor e infecção não devem ser adiadas apenas por medo do atendimento odontológico.

A periodontite está associada a determinados desfechos adversos da gravidez, mas essa relação é influenciada por diversos fatores. O tratamento periodontal melhora a saúde da gengiva, porém não deve ser apresentado como garantia de prevenção de parto prematuro ou baixo peso ao nascer.

O cuidado mais completo combina pré-natal, higiene diária, alimentação equilibrada, controle da placa, avaliação periodontal e comunicação entre dentista e obstetra quando necessário.

Referências científicas

  • American Dental Association. Pregnancy.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Talking to Pregnant Women about Oral Health.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Dental Care Is Safe and Important During Pregnancy.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Oral Health Tips for Adults.
  • European Federation of Periodontology. Treating Periodontal Disease During Pregnancy.
  • European Federation of Periodontology. Periodontal Treatment During Pregnancy Is Safe and Effective.
  • Sokos D et al. The Risk of Preterm Birth in Women With Periodontitis.
  • Arbildo-Vega HI et al. Effect of Treating Periodontal Disease in Pregnant Women.

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