Saúde Bucal e Saúde Geral

A relação entre saúde bucal e saúde geral vai muito além da aparência dos dentes. A boca participa da mastigação, da fala, da respiração, da alimentação e da convivência social, além de poder apresentar sinais relacionados a diferentes condições do organismo.

Diabetes, doenças cardiovasculares, gravidez, envelhecimento, artrite reumatoide, doença renal crônica e alterações do sistema imunológico são alguns dos temas estudados quando se analisa a relação entre a boca e a saúde sistêmica.

Isso não significa que uma gengivite provoque diretamente uma doença cardíaca ou que uma limpeza dental seja capaz de prevenir uma condição sistêmica. Em muitos casos, o que existe é uma associação, influenciada por inflamação, hábitos, medicamentos, idade, genética e fatores de risco compartilhados.

Compreender essa diferença ajuda a evitar tanto a negligência da saúde bucal quanto promessas exageradas sobre os efeitos do tratamento odontológico.

Resposta rápida

A boca faz parte do organismo e pode ser influenciada por doenças, medicamentos, hábitos e alterações do sistema imunológico. Ao mesmo tempo, infecções e inflamações bucais, especialmente a periodontite, têm sido associadas a determinadas condições sistêmicas. Entretanto, associação não significa necessariamente causalidade. Cuidar da boca melhora a saúde bucal e faz parte do cuidado integral, mas não substitui o tratamento médico.

A Organização Mundial da Saúde considera a saúde bucal parte da saúde e do bem-estar, incluindo a capacidade de comer, falar e conviver sem dor, desconforto ou constrangimento. As doenças bucais também compartilham fatores de risco com outras doenças crônicas, como tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação rica em açúcares livres.

Sua última consulta preventiva foi há quanto tempo?

A prevenção é uma das formas mais simples e eficientes de manter dentes e gengivas saudáveis. Mesmo sem dor, alterações como cáries iniciais, gengivite e acúmulo de tártaro podem evoluir silenciosamente.

Uma avaliação preventiva ajuda a identificar essas alterações precocemente, orientar os cuidados mais adequados e preservar seu sorriso ao longo do tempo.

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Atendimentos em Campinas e Valinhos. O intervalo entre as consultas deve ser definido individualmente, conforme as necessidades de cada paciente.

O que significa ter saúde bucal?

Saúde bucal não significa apenas não sentir dor.

Ela envolve o equilíbrio de diferentes estruturas:

  • dentes;
  • gengivas;
  • língua;
  • mucosas;
  • saliva;
  • ossos maxilares;
  • articulações;
  • músculos envolvidos na mastigação.

Uma boca saudável permite mastigar, engolir e falar com conforto. Também facilita a manutenção de uma alimentação variada e contribui para a autoestima e a qualidade de vida.

Entre os principais problemas bucais estão:

  • cárie;
  • gengivite;
  • periodontite;
  • perda dentária;
  • boca seca;
  • infecções;
  • feridas e alterações das mucosas;
  • problemas ao redor de próteses e implantes.

A maioria das doenças bucais mais comuns pode ser prevenida ou controlada quando identificada precocemente.

Por que a boca não deve ser tratada separadamente do restante do corpo?

A boca está conectada ao organismo por vasos sanguíneos, sistema imunológico, sistema respiratório, sistema digestivo e diferentes vias metabólicas.

Além disso, condições gerais de saúde podem modificar:

  • a produção de saliva;
  • a resposta inflamatória;
  • a cicatrização;
  • a resistência a infecções;
  • a capacidade de realizar a higiene;
  • a tolerância a determinados procedimentos;
  • a saúde da gengiva e dos tecidos de sustentação.

Por isso, a avaliação odontológica precisa considerar medicamentos, doenças diagnosticadas, hábitos, tabagismo, alimentação e tratamentos médicos em andamento.

Da mesma forma, médicos e outros profissionais podem precisar considerar a condição bucal quando acompanham pessoas com diabetes, imunossupressão, dificuldades de deglutição ou preparação para determinados tratamentos.

Como a saúde bucal e a saúde geral podem se relacionar?

Essa relação pode acontecer por diferentes caminhos.

Fatores de risco compartilhados

Doenças bucais e doenças crônicas podem apresentar fatores de risco em comum, como:

  • tabagismo;
  • alimentação rica em açúcares;
  • consumo prejudicial de álcool;
  • sedentarismo;
  • dificuldades de acesso aos serviços de saúde;
  • baixa adesão aos cuidados preventivos;
  • condições socioeconômicas;
  • envelhecimento.

Uma pessoa que fuma, por exemplo, pode apresentar maior risco de periodontite e, ao mesmo tempo, maior risco de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Nesse caso, encontrar as duas doenças na mesma pessoa não prova que uma causou a outra. Parte da associação pode ser explicada pelos fatores compartilhados.

Inflamação

A periodontite é uma doença inflamatória que compromete os tecidos responsáveis pela sustentação dos dentes.

Em pessoas suscetíveis, a resposta do organismo ao biofilme bacteriano pode resultar em:

  • sangramento;
  • bolsas periodontais;
  • perda de inserção;
  • perda óssea;
  • retração gengival;
  • mobilidade dentária.

Mediadores inflamatórios produzidos durante esse processo podem ser encontrados além da região bucal. Esse é um dos mecanismos investigados em estudos sobre diabetes, doenças cardiovasculares, artrite reumatoide e outras condições.

Entretanto, a existência de um mecanismo biologicamente possível não confirma, por si só, uma relação direta de causa e efeito.

Passagem transitória de microrganismos

Atividades como mastigação, escovação e determinados procedimentos podem permitir a passagem transitória de bactérias bucais para a corrente sanguínea, especialmente quando existem tecidos inflamados.

Na maioria das pessoas, o organismo controla rapidamente essa exposição. Porém, o fenômeno ajuda a explicar por que a saúde bucal merece atenção especial em alguns pacientes com condições cardíacas específicas, imunossupressão ou outros riscos clínicos.

Isso não significa que qualquer sangramento gengival provoque uma infecção generalizada.

Doenças sistêmicas podem afetar a boca

A relação também acontece no sentido contrário.

Doenças e tratamentos podem favorecer:

  • boca seca;
  • infecções por fungos;
  • dificuldade de cicatrização;
  • maior resposta inflamatória;
  • alterações do paladar;
  • feridas;
  • dificuldade para mastigar e engolir;
  • maior risco de doença periodontal.

Medicamentos utilizados para pressão arterial, depressão, ansiedade, alergias e diversas outras condições podem reduzir a produção de saliva. O NIDCR destaca que medicamentos estão entre as causas frequentes de boca seca.

Associação significa que uma doença causou a outra?

Não necessariamente.

Uma associação mostra que duas condições aparecem juntas com uma frequência maior do que seria esperada. Isso pode acontecer porque:

  • uma influencia parcialmente a outra;
  • as duas compartilham fatores de risco;
  • existe um terceiro fator envolvido;
  • pacientes com uma doença recebem mais diagnósticos;
  • os estudos apresentam limitações;
  • a relação varia entre diferentes grupos.

Para demonstrar causalidade, são necessários diferentes tipos de estudos, consistência dos resultados, mecanismos plausíveis e evidências de que controlar uma condição modifica de maneira previsível o risco da outra.

Por isso, deve-se evitar afirmações como:

  • “periodontite causa infarto”;
  • “limpeza dental previne Alzheimer”;
  • “gengivite provoca parto prematuro”;
  • “tratamento periodontal cura diabetes”.

A forma mais adequada é dizer que algumas doenças bucais, especialmente a periodontite, estão associadas a determinadas condições sistêmicas, com níveis diferentes de evidência.

Qual é a relação entre saúde bucal e diabetes?

A relação entre saúde bucal e diabetes é uma das mais estudadas.

Pessoas com diabetes, principalmente quando a glicemia permanece fora da meta individual, podem apresentar:

  • maior risco de periodontite;
  • doença periodontal mais grave;
  • cicatrização mais lenta;
  • boca seca;
  • maior predisposição a determinadas infecções;
  • dificuldade de recuperação após alguns procedimentos.

Ao mesmo tempo, a inflamação periodontal pode dificultar o controle metabólico em algumas pessoas. Por isso, essa relação é frequentemente descrita como bidirecional.

O tratamento da periodontite pode contribuir para uma melhora modesta de alguns indicadores glicêmicos em determinados pacientes, mas não substitui alimentação, atividade física, medicamentos, insulina ou acompanhamento médico.

A doença periodontal está relacionada ao coração?

Estudos epidemiológicos encontraram associação entre periodontite e doenças cardiovasculares, como doença coronariana e acidente vascular cerebral.

As duas condições também compartilham fatores importantes:

  • tabagismo;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • excesso de peso;
  • alimentação inadequada;
  • envelhecimento;
  • condições socioeconômicas.

Existem ainda mecanismos inflamatórios e microbiológicos sendo investigados.

Apesar da associação consistente observada em diversos estudos, ainda não é adequado afirmar que tratar a periodontite evita infarto ou AVC. O tratamento periodontal deve ser realizado para controlar a doença bucal, preservar os dentes e reduzir a inflamação local.

Pacientes com doença cardiovascular devem manter acompanhamento médico e odontológico, além de controlar os fatores de risco modificáveis.

Leia também: Saúde Bucal e Doenças Cardiovasculares.

Qual é a importância da saúde bucal durante a gravidez?

Durante a gestação, alterações hormonais podem aumentar a resposta da gengiva à placa bacteriana.

A gestante pode apresentar:

  • sangramento gengival;
  • vermelhidão;
  • aumento de volume da gengiva;
  • maior sensibilidade;
  • enjoos que dificultam a escovação;
  • desgaste do esmalte relacionado a vômitos frequentes;
  • mudanças nos hábitos alimentares.

Estudos investigam a associação entre periodontite e complicações gestacionais, mas essa relação é complexa e envolve fatores médicos, obstétricos, sociais e comportamentais.

Cuidar da gengiva durante a gestação é importante para a saúde e o conforto da mãe. Entretanto, o tratamento odontológico não deve ser anunciado como garantia de prevenção de parto prematuro ou baixo peso ao nascer.

Consultas preventivas, atendimento de urgência e os tratamentos odontológicos necessários podem ser realizados durante a gravidez com planejamento adequado. O CDC afirma que o atendimento odontológico regular e emergencial é seguro durante a gestação.

Leia também: Saúde Bucal e Gravidez.

O envelhecimento provoca perda dos dentes?

Não.

Perder dentes não é uma consequência inevitável da idade. A perda dentária geralmente resulta de doenças, como cárie e periodontite, além de traumas ou ausência de tratamento.

Com o envelhecimento, porém, podem surgir fatores que dificultam a manutenção da saúde bucal:

  • uso de vários medicamentos;
  • boca seca;
  • retração gengival;
  • limitações motoras;
  • redução da visão;
  • alterações cognitivas;
  • dificuldade para utilizar fio dental;
  • dependência de cuidadores;
  • presença de próteses e implantes.

A boca seca é especialmente relevante porque a saliva ajuda a proteger os dentes, controlar o ambiente bucal, facilitar a mastigação e permitir uma deglutição confortável.

Leia também: Saúde Bucal do Idoso.

A saúde bucal pode estar relacionada à pneumonia aspirativa?

A boca pode servir como reservatório de microrganismos que, em determinadas pessoas, podem ser aspirados para as vias respiratórias.

Esse risco é mais importante em pacientes:

  • hospitalizados;
  • institucionalizados;
  • dependentes de cuidadores;
  • com dificuldade para engolir;
  • com alterações neurológicas;
  • com redução do nível de consciência;
  • que utilizam ventilação mecânica;
  • que não conseguem realizar a própria higiene.

Nessas situações, a higiene bucal precisa ser planejada de maneira segura, especialmente quando existe risco de a pessoa aspirar água, creme dental ou secreções.

O CDC inclui o cuidado bucal entre as estratégias utilizadas em ambientes de saúde para reduzir fatores relacionados à pneumonia, principalmente entre pacientes dependentes para a higiene.

Leia também: Saúde Bucal e Pneumonia Aspirativa.

Existe relação entre periodontite e artrite reumatoide?

A artrite reumatoide e a periodontite são doenças inflamatórias crônicas e multifatoriais.

Elas podem compartilhar:

  • tabagismo;
  • predisposição genética;
  • alterações da resposta imunológica;
  • mediadores inflamatórios;
  • dificuldade para realizar a higiene devido às limitações das mãos.

Estudos encontraram maior frequência ou gravidade de doença periodontal em alguns grupos com artrite reumatoide. Também se investiga se o tratamento periodontal poderia modificar marcadores da atividade da artrite.

Os resultados são promissores, mas ainda existe heterogeneidade entre os estudos. O tratamento periodontal deve ser realizado para controlar a doença bucal e não como substituto dos medicamentos prescritos pelo reumatologista.

Leia também: Saúde Bucal e Artrite Reumatoide.

Como a doença renal crônica pode afetar a saúde bucal?

Pessoas com doença renal crônica podem apresentar alterações relacionadas à própria condição, aos medicamentos e aos tratamentos realizados.

Podem ocorrer:

  • boca seca;
  • alteração do paladar;
  • maior formação de tártaro em algumas situações;
  • mudanças nas mucosas;
  • anemia;
  • alterações de cicatrização;
  • maior complexidade no planejamento de procedimentos;
  • necessidade de ajuste de medicamentos.

Pacientes em diálise ou em preparação para transplante podem precisar de comunicação entre dentista e equipe médica.

Antes de um transplante, a avaliação odontológica pode ser solicitada para identificar e tratar possíveis focos infecciosos. O planejamento deve considerar exames, medicamentos, risco de sangramento e condição geral.

Leia também: Saúde Bucal e Doença Renal Crônica.

Qual é a relação entre a boca e o sistema imunológico?

O sistema imunológico participa da defesa contra microrganismos e também da resposta inflamatória presente nas doenças periodontais.

Quando a imunidade está comprometida por doença ou tratamento, podem surgir:

  • infecções bucais;
  • candidíase;
  • feridas;
  • inflamação mais intensa;
  • dificuldade de cicatrização;
  • boca seca;
  • maior sensibilidade;
  • dor ao engolir.

Quimioterapia e radioterapia na região da cabeça e do pescoço, por exemplo, podem causar mucosite, boca seca e maior risco de infecções. Esses pacientes frequentemente precisam de avaliação odontológica antes, durante e depois do tratamento.

Leia também: Saúde Bucal e Sistema Imunológico.

A periodontite pode causar Alzheimer?

Não existe comprovação de que a periodontite seja uma causa direta da doença de Alzheimer.

Estudos observacionais encontraram associações entre perda dentária, doença periodontal, inflamação e declínio cognitivo. Também são investigados microrganismos bucais e possíveis vias inflamatórias.

Entretanto, essas relações podem ser influenciadas por:

  • idade;
  • tabagismo;
  • diabetes;
  • doenças cardiovasculares;
  • alimentação;
  • condições socioeconômicas;
  • dificuldade crescente de realizar a higiene;
  • menor acesso a atendimento durante a progressão da demência.

A própria doença de Alzheimer pode piorar a saúde bucal porque reduz a capacidade de lembrar, planejar e executar a escovação. Nas fases avançadas, o paciente pode depender completamente de familiares ou cuidadores.

Portanto, cuidar da boca é importante para conforto, alimentação, comunicação e prevenção de infecções, mas não deve ser apresentado como tratamento ou prevenção comprovada do Alzheimer.

Leia também: Saúde Bucal e Doença de Alzheimer.

Quais sinais bucais podem merecer investigação?

Algumas alterações podem estar relacionadas apenas a problemas locais, mas também podem ser influenciadas por doenças, medicamentos ou tratamentos.

Procure avaliação quando houver:

  • sangramento gengival persistente;
  • gengiva inchada;
  • retração;
  • mobilidade dentária;
  • feridas que não cicatrizam;
  • placas brancas persistentes;
  • boca seca frequente;
  • ardência;
  • infecções recorrentes;
  • dificuldade para mastigar ou engolir;
  • alteração persistente do paladar;
  • cicatrização lenta;
  • mau hálito que não melhora;
  • dor ou secreção.

Esses sinais não permitem diagnosticar uma doença sistêmica pela internet ou apenas pela aparência. A avaliação precisa considerar a boca, o histórico de saúde e os medicamentos utilizados.

Tratar a gengiva melhora a saúde geral?

O tratamento da gengivite ou da periodontite melhora a saúde bucal.

Entre seus objetivos estão:

  • reduzir o sangramento;
  • controlar a inflamação;
  • remover placa e tártaro;
  • diminuir a profundidade de bolsas;
  • preservar o suporte dos dentes;
  • facilitar a higiene diária;
  • reduzir o risco de progressão da perda óssea.

Quando existem depósitos abaixo da gengiva e periodontite, pode ser indicado o tratamento periodontal não cirúrgico.

Controlar a doença periodontal também pode contribuir para o cuidado integral de pessoas com diabetes ou outras condições. Entretanto, os resultados sistêmicos variam e não devem ser prometidos como consequência garantida do tratamento odontológico.

A limpeza dental previne doenças do organismo?

A Limpeza Dental ajuda a controlar placa e remover tártaro que não pode mais ser retirado com a higiene doméstica.

Ela pode contribuir para:

  • prevenção e controle da gengivite;
  • acompanhamento da gengiva;
  • identificação de áreas de difícil higiene;
  • orientação individualizada;
  • detecção de alterações bucais;
  • manutenção de dentes, próteses e implantes.

Porém, não é correto dizer que uma limpeza dental previne diretamente infarto, diabetes, Alzheimer ou doença renal.

A limpeza faz parte da prevenção bucal. Sua contribuição para a saúde geral ocorre dentro de um conjunto maior de cuidados, e não como uma intervenção isolada.

Como cuidar da boca pensando na saúde integral?

Escove os dentes regularmente

A escovação dos dentes deve ser realizada pelo menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado.

As cerdas precisam alcançar a região de encontro entre o dente e a gengiva sem movimentos agressivos.

Limpe entre os dentes

A escova comum não alcança completamente os espaços interdentais.

Podem ser utilizados:

  • fio dental;
  • fita dental;
  • escova interdental;
  • passa-fio;
  • irrigador bucal em situações específicas.

O dispositivo deve ser escolhido conforme o tamanho dos espaços e a capacidade de uso.

Cuide da língua

A limpeza da língua ajuda a remover excesso de saburra e pode contribuir para o controle do mau hálito.

Ela deve ser suave e não pode provocar dor ou sangramento.

Evite tabaco e cigarro eletrônico

O tabagismo aumenta o risco de doença periodontal, câncer bucal, doenças cardiovasculares, respiratórias e outras condições.

Além disso, pode reduzir o sangramento aparente da gengiva, dificultando a percepção da inflamação.

Controle doenças e medicamentos

Informe ao dentista:

  • doenças diagnosticadas;
  • alergias;
  • medicamentos;
  • cirurgias;
  • gestação;
  • tratamentos médicos;
  • uso de anticoagulantes;
  • alterações recentes nos exames.

Medicamentos não devem ser interrompidos ou modificados por orientação exclusivamente odontológica sem comunicação com o profissional responsável.

Realize acompanhamento preventivo

O Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal permite observar mudanças ao longo do tempo e adaptar os cuidados às necessidades individuais.

O intervalo entre as consultas não precisa ser igual para todos. Pessoas com periodontite, diabetes, implantes, boca seca ou dificuldade de higiene podem precisar de acompanhamento mais próximo.

Quem deve prestar atenção especial à saúde bucal?

Alguns grupos podem apresentar maior risco ou maior dificuldade para manter a higiene:

  • pessoas com diabetes;
  • gestantes;
  • idosos;
  • pacientes com doenças cardiovasculares;
  • pessoas com doença renal;
  • pacientes imunossuprimidos;
  • pessoas em tratamento contra o câncer;
  • pacientes com artrite ou limitações motoras;
  • pessoas com alterações cognitivas;
  • pacientes com dificuldade para engolir;
  • fumantes;
  • pessoas com periodontite;
  • usuários de próteses e implantes;
  • pessoas que utilizam vários medicamentos.

Ter uma dessas condições não significa que haverá necessariamente um problema bucal. Significa que o planejamento pode precisar ser individualizado.

Por que a integração entre dentista e médico é importante?

Alguns tratamentos odontológicos exigem informações sobre:

  • controle glicêmico;
  • pressão arterial;
  • risco de sangramento;
  • função renal;
  • imunidade;
  • gestação;
  • histórico cardiovascular;
  • medicamentos utilizados.

A comunicação entre os profissionais ajuda a decidir:

  • qual é o melhor momento para o procedimento;
  • se algum exame é necessário;
  • se medicamentos precisam de ajuste médico;
  • quais cuidados pós-operatórios são indicados;
  • qual frequência de acompanhamento é adequada.

O atendimento integrado não significa que todo paciente precise de autorização médica para procedimentos simples. A necessidade depende da condição clínica e do tratamento planejado.

Atendimento preventivo em Campinas e Valinhos

A avaliação preventiva considera dentes, gengivas, língua, saliva, próteses, implantes, hábitos e histórico geral de saúde.

O atendimento para Limpeza Dental em Campinas é realizado na unidade do Cambuí, na Rua Antônio Lapa, 1020.

Também realizamos Limpeza Dental em Valinhos, na Avenida Joaquim Alves Corrêa, 4480, sala 1.

Quando existem sinais de gengivite, periodontite, boca seca ou outras alterações, o atendimento é direcionado para identificar a causa e estabelecer o acompanhamento adequado.

Explore os temas sobre Saúde Bucal e Saúde Geral

A relação entre boca e organismo envolve diferentes condições, e cada uma apresenta particularidades próprias:

Conheça os principais temas de Saúde Bucal Preventiva

Cuidar da Saúde Bucal Preventiva envolve observar a boca antes que surjam dor ou complicações.

Uma rotina completa de Higiene Bucal ajuda a controlar diariamente a placa, enquanto a Limpeza Dental remove depósitos que não podem mais ser eliminados em casa.

A avaliação da Saúde da Gengiva permite identificar gengivite, periodontite, retração, sangramento e outras alterações que podem evoluir de maneira silenciosa.

Perguntas frequentes sobre saúde bucal e saúde geral

A saúde da boca pode influenciar o restante do organismo?

Pode existir influência por meio de inflamação, exposição a microrganismos e fatores de risco compartilhados. Entretanto, a intensidade e a importância dessa relação variam conforme cada condição.

Gengivite causa doença cardíaca?

Não há comprovação de que a gengivite cause diretamente doença cardíaca. A associação mais estudada ocorre com a periodontite, mas ainda envolve fatores compartilhados e mecanismos complexos.

Periodontite causa diabetes?

Não. O diabetes pode aumentar o risco e a gravidade da periodontite, e a inflamação periodontal pode dificultar o controle glicêmico em alguns pacientes.

Tratar a periodontite cura diabetes?

Não. O tratamento periodontal controla a doença bucal e pode contribuir para o cuidado metabólico, mas não substitui o tratamento médico.

Fazer limpeza dental evita infarto?

Não existe evidência de que uma limpeza dental isolada previna infarto. Ela ajuda a controlar a saúde bucal e faz parte de um cuidado preventivo mais amplo.

Gestante pode ir ao dentista?

Sim. O atendimento odontológico regular e emergencial pode ser realizado durante a gravidez com planejamento adequado.

A saúde bucal pode prevenir Alzheimer?

Não há comprovação de que cuidados bucais previnam Alzheimer. A higiene continua importante para conforto, alimentação e prevenção de problemas bucais, especialmente quando aparecem dificuldades cognitivas.

Quem tem doença crônica precisa ir mais vezes ao dentista?

Pode precisar. A frequência depende da doença, dos medicamentos, da higiene, da presença de periodontite, boca seca, próteses ou implantes.

Medicamentos podem afetar a boca?

Sim. Alguns medicamentos podem causar boca seca, alterações do paladar, aumento gengival ou maior predisposição a feridas e infecções.

Sangramento gengival pode indicar problema no organismo?

Na maioria das vezes, está relacionado à inflamação local provocada pela placa ou a trauma. Porém, sangramento persistente deve ser avaliado considerando também medicamentos e histórico de saúde.

Tratar a boca substitui o acompanhamento médico?

Não. O atendimento odontológico e o tratamento médico são complementares.

Uma boca saudável garante que o organismo está saudável?

Não. Uma pessoa pode ter boa saúde bucal e apresentar uma doença sistêmica, assim como pode ter problemas bucais mesmo sem doenças gerais diagnosticadas.

Conclusão

Saúde bucal e saúde geral estão conectadas, mas essa relação precisa ser explicada com responsabilidade.

Doenças sistêmicas, medicamentos, gestação, envelhecimento e alterações imunológicas podem influenciar dentes, gengivas, saliva e mucosas. Ao mesmo tempo, doenças bucais inflamatórias, especialmente a periodontite, apresentam associações com diabetes, doenças cardiovasculares e outras condições estudadas pela ciência.

Essas associações não autorizam afirmar que uma doença bucal seja a causa direta de todas essas condições ou que o tratamento odontológico seja capaz de curá-las.

Cuidar da boca melhora a mastigação, reduz dor e inflamação, ajuda a preservar os dentes e favorece a qualidade de vida. Quando necessário, a integração entre dentista, médico, familiares e cuidadores permite adaptar a prevenção às necessidades de cada pessoa.

Leia também

Referências científicas

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  • National Institute of Dental and Craniofacial Research. Healthy Mouth, Healthy Body.
  • National Institute of Dental and Craniofacial Research. Diabetes and Oral Health.
  • National Institute of Dental and Craniofacial Research. Dry Mouth.
  • European Federation of Periodontology. Periodontitis and Cardiovascular Diseases: Consensus Report.
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  • Centers for Disease Control and Prevention. Oral Health in Healthcare Settings to Prevent Pneumonia.
  • National Institute of Dental and Craniofacial Research. Cancer Treatments and Oral Health.
  • Oliveira SR et al. Does non-surgical periodontal treatment contribute to rheumatoid arthritis control?