Saúde Bucal e Envelhecimento

A saúde bucal do idoso influencia a mastigação, a fala, a alimentação, o conforto, a autoestima e a convivência social.

Com o avanço da idade, podem surgir desafios como boca seca, retração gengival, raízes expostas, maior dificuldade para realizar a higiene, uso de vários medicamentos, próteses, implantes e doenças crônicas.

Isso não significa que perder dentes seja uma consequência inevitável do envelhecimento. Cárie, periodontite, tabagismo e ausência de tratamento estão entre as principais causas de perda dentária, e muitos desses problemas podem ser prevenidos ou controlados.

O cuidado precisa ser individualizado. Uma pessoa idosa independente e com dentes saudáveis apresenta necessidades diferentes de outra com limitações motoras, demência, boca seca intensa ou dependência de um cuidador.

Resposta rápida

Envelhecer não significa necessariamente perder os dentes. Os principais cuidados incluem escovação com creme dental fluoretado, limpeza entre os dentes, controle da boca seca, higiene das próteses e implantes, avaliação da gengiva e acompanhamento odontológico individualizado. Medicamentos, diabetes, limitações motoras e alterações cognitivas podem exigir adaptações na rotina.

A Organização Mundial da Saúde considera a saúde bucal parte da saúde geral e da capacidade de comer, falar, respirar e conviver sem dor ou constrangimento. Essas funções permanecem importantes durante todo o envelhecimento.

Sua última consulta preventiva foi há quanto tempo?

A prevenção é uma das formas mais simples e eficientes de manter dentes e gengivas saudáveis. Mesmo sem dor, alterações como cáries iniciais, gengivite e acúmulo de tártaro podem evoluir silenciosamente.

Uma avaliação preventiva ajuda a identificar essas alterações precocemente, orientar os cuidados mais adequados e preservar seu sorriso ao longo do tempo.

📲 Agendar uma avaliação preventiva

Atendimentos em Campinas e Valinhos. O intervalo entre as consultas deve ser definido individualmente, conforme as necessidades de cada paciente.

O que pode mudar na boca com o envelhecimento?

O envelhecimento não provoca automaticamente doenças bucais. Entretanto, pode aumentar a exposição acumulada a diferentes fatores de risco.

Entre as mudanças e situações mais frequentes estão:

  • desgaste dos dentes;
  • retração gengival;
  • exposição das raízes;
  • restaurações antigas;
  • perda de alguns dentes;
  • uso de próteses;
  • presença de implantes;
  • dificuldade para mastigar;
  • alterações do paladar;
  • menor habilidade manual;
  • uso de vários medicamentos;
  • doenças crônicas;
  • dependência parcial ou total de cuidadores.

A condição bucal é resultado da história de saúde, higiene, alimentação, tabagismo, tratamentos anteriores e acesso ao atendimento, e não apenas da idade.

Perder os dentes é normal na velhice?

Não.

A perda dentária geralmente representa a etapa final de problemas acumulados, principalmente cáries extensas e periodontite grave. Trauma e outras condições também podem levar à extração.

A Organização Mundial da Saúde estima que a perda completa dos dentes seja muito mais frequente entre pessoas com 60 anos ou mais, mas ressalta que ela resulta principalmente de uma história de doenças bucais ao longo da vida.

Preservar os dentes naturais pode contribuir para:

  • mastigação mais eficiente;
  • maior variedade alimentar;
  • fala;
  • estabilidade da mordida;
  • percepção do sabor;
  • autoestima;
  • qualidade de vida.

Mesmo quem já perdeu todos os dentes continua precisando de acompanhamento para avaliar mucosas, língua, próteses, saliva e possíveis lesões.

Quais são os problemas bucais mais frequentes na pessoa idosa?

Cárie nos dentes e nas raízes

A retração da gengiva pode deixar parte das raízes exposta. Essa região é menos resistente à ação dos ácidos do que o esmalte e pode desenvolver cárie com maior facilidade.

O risco aumenta quando existem:

  • boca seca;
  • higiene insuficiente;
  • consumo frequente de açúcares;
  • próteses que retêm placa;
  • dificuldade motora;
  • raízes expostas;
  • restaurações antigas;
  • pouca exposição ao flúor.

A cárie radicular pode avançar sem provocar dor nas fases iniciais. Por isso, alterações amareladas, amarronzadas ou amolecidas próximas à gengiva precisam de avaliação.

Gengivite e periodontite

A gengivite provoca inflamação limitada à gengiva. Pode causar vermelhidão, inchaço e sangramento.

A periodontite compromete os tecidos que sustentam os dentes e pode provocar perda óssea, retração e mobilidade.

A periodontite é uma das principais causas de perda dentária. Pode ser controlada e ter sua progressão reduzida com tratamento profissional e manutenção adequada.

Boca seca

A boca seca não deve ser considerada uma consequência natural e inevitável da idade.

Ela ocorre com frequência entre pessoas idosas principalmente devido ao uso de medicamentos, desidratação e determinadas doenças. Centenas de medicamentos podem reduzir a produção de saliva, incluindo alguns utilizados para pressão arterial, depressão e alterações da bexiga.

Próteses desgastadas ou mal adaptadas

A boca pode se modificar ao longo do tempo. Próteses que antes estavam confortáveis podem começar a:

  • movimentar-se;
  • machucar;
  • dificultar a mastigação;
  • acumular resíduos;
  • alterar a fala;
  • provocar feridas;
  • favorecer infecções por fungos.

Colas para próteses não devem ser utilizadas indefinidamente para compensar uma adaptação inadequada.

Alterações da língua e das mucosas

A pessoa idosa pode apresentar:

  • saburra;
  • língua ressecada;
  • feridas traumáticas;
  • candidíase;
  • manchas;
  • ardência;
  • placas brancas ou vermelhas;
  • lesões relacionadas às próteses.

Alterações persistentes não devem ser tratadas apenas com enxaguantes ou receitas caseiras.

Boca seca é normal em idosos?

Não.

A redução da saliva não faz parte obrigatoriamente do envelhecimento. Ela costuma estar relacionada a medicamentos, doenças, tratamentos contra o câncer, desidratação ou lesões dos nervos e das glândulas salivares.

A saliva ajuda a:

  • lubrificar a boca;
  • facilitar a fala e a deglutição;
  • neutralizar ácidos;
  • controlar microrganismos;
  • proteger os dentes;
  • manter as próteses confortáveis.

Quando sua produção diminui, pode haver maior risco de cárie e infecções por fungos, além de dificuldade para mastigar, engolir e falar.

Quais são os sinais de boca seca?

Os sinais podem incluir:

  • sensação de boca pegajosa;
  • necessidade frequente de beber água;
  • dificuldade para engolir alimentos secos;
  • língua ressecada;
  • lábios rachados;
  • alteração do paladar;
  • ardência;
  • mau hálito;
  • dificuldade para falar por muito tempo;
  • próteses causando atrito;
  • cáries recorrentes.

A pessoa pode apresentar sensação de secura mesmo quando ainda existe alguma saliva. Por isso, o diagnóstico não depende apenas de observar a boca.

O que fazer quando existe boca seca?

O primeiro passo é investigar a causa.

Podem ser considerados:

  • revisão dos medicamentos pelo médico;
  • produtos substitutos da saliva;
  • gomas sem açúcar, quando apropriadas;
  • maior proteção com flúor;
  • tratamento de candidíase, quando diagnosticada;
  • adaptação das próteses;
  • controle de doenças associadas.

Medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria. O médico pode avaliar alternativas ou ajustes quando um remédio estiver contribuindo para a secura.

A ingestão de água também precisa respeitar eventuais restrições médicas, especialmente em pessoas com insuficiência cardíaca ou doença renal.

Quais medicamentos podem afetar a boca?

Alguns medicamentos podem contribuir para:

  • boca seca;
  • alteração do paladar;
  • aumento gengival;
  • maior risco de sangramento;
  • feridas;
  • infecções;
  • dificuldade de cicatrização.

Entre os grupos frequentemente utilizados por pessoas idosas estão medicamentos para:

  • hipertensão;
  • depressão;
  • ansiedade;
  • alergias;
  • controle da bexiga;
  • dor;
  • diabetes;
  • osteoporose;
  • doenças cardíacas;
  • doenças autoimunes.

O dentista precisa conhecer todos os medicamentos, inclusive vitaminas, fitoterápicos e produtos de uso eventual.

Nenhum anticoagulante, antiagregante ou medicamento para osteoporose deve ser suspenso sem orientação do profissional responsável.

Diabetes exige maior atenção à gengiva?

Sim.

O diabetes pode aumentar o risco e a gravidade da periodontite, especialmente quando a glicemia permanece acima da meta individual.

A pessoa idosa com diabetes também pode apresentar boca seca, maior risco de infecção e cicatrização mais lenta.

A página sobre Saúde Bucal e Diabetes explica essa relação com mais detalhes.

O cuidado precisa combinar:

  • controle médico;
  • higiene bucal;
  • avaliação da gengiva;
  • tratamento periodontal;
  • abandono do tabagismo;
  • acompanhamento preventivo.

Como identificar doença periodontal no idoso?

Sinais que merecem atenção incluem:

  • gengiva sangrando;
  • gengiva inflamada;
  • retração;
  • tártaro visível;
  • mau hálito persistente;
  • secreção;
  • gosto ruim;
  • mobilidade;
  • mudança na posição dos dentes;
  • espaços que aumentaram;
  • dificuldade para mastigar.

A ausência de dor não exclui periodontite. O diagnóstico depende de sondagem periodontal, avaliação da perda de inserção e exames de imagem quando necessários.

Quando existem bolsas e depósitos abaixo da gengiva, pode ser indicado o tratamento periodontal não cirúrgico.

A perda dentária pode prejudicar a alimentação?

Pode.

A redução do número de dentes ou o uso de uma prótese instável pode dificultar a mastigação de carnes, verduras, frutas e outros alimentos mais firmes.

A pessoa pode passar a preferir alimentos:

  • macios;
  • processados;
  • ricos em farinha;
  • açucarados;
  • de menor variedade nutricional.

A perda dentária também pode afetar a fala, a autoestima e a qualidade de vida.

Dificuldade para mastigar, perda de peso ou redução importante do apetite precisam ser discutidas também com o médico e o nutricionista.

Como cuidar das próteses removíveis?

As próteses devem ser limpas diariamente, mesmo quando a pessoa não possui nenhum dente natural.

De modo geral:

  1. Retire a prótese com cuidado.
  2. Limpe todas as superfícies com escova própria.
  3. Utilize produto indicado para próteses.
  4. Evite água muito quente, que pode deformar o material.
  5. Limpe também gengivas, língua e céu da boca.
  6. Guarde a prótese conforme a orientação recebida.
  7. Não compartilhe escovas ou recipientes.

O National Institute on Aging orienta escovar as próteses diariamente com produto específico e mantê-las em água ou solução de limpeza durante a noite.

A prótese deve ser retirada para dormir?

Na maioria dos casos, recomenda-se retirá-la à noite para permitir descanso dos tecidos e realizar a higienização adequada.

Existem situações particulares, como períodos iniciais após determinadas extrações, em que o dentista pode fornecer uma orientação diferente.

Feridas, mau cheiro, manchas persistentes ou dificuldade para remover a prótese justificam avaliação.

Preciso ir ao dentista mesmo sem dentes naturais?

Sim.

Mesmo quem utiliza prótese total precisa avaliar:

  • gengivas;
  • língua;
  • céu da boca;
  • adaptação da prótese;
  • presença de fungos;
  • feridas;
  • alterações de cor;
  • capacidade de mastigação;
  • saliva;
  • sinais de câncer bucal.

O CDC recomenda acompanhamento odontológico mesmo para pessoas sem dentes naturais.

Como cuidar dos implantes na terceira idade?

Os implantes não desenvolvem cárie, mas os tecidos ao redor podem apresentar mucosite peri-implantar ou peri-implantite.

A limpeza de implantes dentários pode incluir:

  • escova macia;
  • escova de tufo único;
  • escova interdental;
  • fio específico;
  • irrigador bucal;
  • limpeza profissional.

Sangramento, inchaço, secreção, mau gosto ou exposição progressiva do implante precisam de avaliação.

A dificuldade manual, visual ou cognitiva pode exigir simplificação da rotina e participação de um cuidador.

Como adaptar a higiene quando existe dificuldade nas mãos?

Artrite, tremores, fraqueza, sequelas de AVC e outras limitações podem dificultar a manipulação de escovas e fios.

Algumas adaptações possíveis são:

  • escova elétrica;
  • cabo mais grosso;
  • suporte para aumentar a empunhadura;
  • haste com fio dental;
  • escova interdental com cabo;
  • irrigador bucal;
  • escova de tufo;
  • ajuda parcial de um cuidador.

O CDC orienta que o cuidador ajude na escovação e na limpeza interdental quando a pessoa não consegue realizar esses cuidados de maneira adequada sozinha.

Como deve ser a higiene bucal diária?

Escove os dentes duas vezes ao dia

A escovação dos dentes deve ser realizada com escova macia e creme dental fluoretado.

As cerdas precisam alcançar a região próxima à gengiva, sem movimentos agressivos.

Pessoas com boca seca, raízes expostas ou histórico frequente de cárie podem precisar de medidas adicionais com flúor, definidas após avaliação profissional.

Limpe entre os dentes

O fio dental pode ser utilizado em contatos fechados.

Em espaços maiores, retrações, implantes ou histórico de periodontite, a escova interdental pode apresentar melhor adaptação.

Limpe a língua

A limpeza da língua ajuda a controlar a saburra e pode contribuir para o controle do mau hálito.

A limpeza deve ser suave, principalmente quando a língua estiver ressecada.

Use enxaguante apenas quando houver indicação

O enxaguante bucal não substitui a escova nem a limpeza entre os dentes.

Pessoas com boca seca podem sentir maior desconforto com formulações fortes ou alcoólicas.

Como cuidar da boca de uma pessoa com demência?

Nas fases iniciais, lembretes e organização dos utensílios podem ser suficientes.

Com a progressão do comprometimento cognitivo, podem surgir dificuldades para:

  • lembrar de escovar;
  • reconhecer a escova;
  • compreender instruções;
  • cuspir;
  • abrir a boca;
  • informar dor;
  • retirar a prótese;
  • aceitar ajuda.

O cuidador pode precisar assumir parte ou toda a rotina. O National Institute on Aging recomenda oferecer instruções simples, utilizar dispositivos que facilitem a limpeza e ajudar na higiene das próteses.

É importante observar sinais indiretos de dor, como:

  • recusa alimentar;
  • irritabilidade;
  • tocar repetidamente o rosto;
  • dificuldade para dormir;
  • prótese sendo retirada com frequência;
  • resistência ao mastigar;
  • mudança repentina de comportamento.

Existe relação entre saúde bucal e Alzheimer?

Estudos observacionais encontram associações entre perda dentária, doença periodontal e declínio cognitivo.

Entretanto, essas associações não comprovam que problemas bucais causem Alzheimer. Evidências de alta qualidade ainda não permitem considerar a condição bucal um fator causal estabelecido para demência.

O sentido contrário é muito relevante: alterações cognitivas podem dificultar a higiene e aumentar a dependência de familiares e cuidadores.

Veja também: Saúde Bucal e Doença de Alzheimer.

Qual é a relação entre higiene bucal e pneumonia aspirativa?

Pessoas idosas com dificuldade para engolir, dependência funcional, doenças neurológicas ou internação podem aspirar saliva e secreções contendo microrganismos bucais.

Nesses pacientes, o cuidado bucal precisa ser realizado com atenção para evitar excesso de água, espuma ou líquidos que possam entrar nas vias respiratórias.

O CDC recomenda protocolos específicos para pessoas dependentes, com dificuldade de engolir ou risco de aspiração, incluindo participação de cuidadores e profissionais treinados.

Leia também: Saúde Bucal e Pneumonia Aspirativa.

Câncer bucal é mais frequente em idosos?

A incidência de câncer de boca e orofaringe aumenta com a idade. Tabagismo, consumo excessivo de álcool e determinados tipos de HPV estão entre os fatores relacionados.

Procure avaliação quando houver por mais de duas semanas:

  • ferida que não cicatriza;
  • placa branca ou vermelha;
  • caroço;
  • área endurecida;
  • sangramento sem explicação;
  • dificuldade para mastigar ou engolir;
  • alteração persistente da voz;
  • prótese que passou a machucar no mesmo ponto;
  • aumento de volume no pescoço.

O câncer bucal pode não causar dor no início. O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento.

A pessoa idosa pode fazer tratamento odontológico?

Sim.

Idade isoladamente não impede:

  • limpeza dental;
  • restaurações;
  • tratamento de canal;
  • tratamento periodontal;
  • extrações necessárias;
  • próteses;
  • implantes;
  • procedimentos preventivos.

O planejamento deve considerar:

  • doenças diagnosticadas;
  • pressão arterial;
  • diabetes;
  • função renal;
  • condição cardiovascular;
  • medicamentos;
  • risco de sangramento;
  • mobilidade;
  • capacidade cognitiva;
  • apoio familiar;
  • objetivos e preferências da pessoa.

Em casos complexos, pode ser necessária comunicação entre dentista, médico, familiares e cuidadores.

Anticoagulantes precisam ser suspensos antes do dentista?

Não por conta própria.

Muitos procedimentos odontológicos podem ser realizados com medidas locais de controle do sangramento.

A decisão depende do medicamento, da dose, do procedimento e da condição clínica. Suspender anticoagulantes ou antiagregantes sem autorização pode aumentar o risco de trombose, infarto ou AVC.

O dentista deve conhecer todos os medicamentos antes de planejar procedimentos invasivos.

Com que frequência o idoso deve ir ao dentista?

Não existe um intervalo igual para todas as pessoas.

A frequência depende de:

  • risco de cárie;
  • presença de periodontite;
  • boca seca;
  • implantes;
  • próteses;
  • capacidade de higiene;
  • diabetes;
  • tabagismo;
  • medicamentos;
  • dependência de cuidadores;
  • histórico de lesões bucais.

Uma pessoa com boa saúde bucal pode precisar de intervalos diferentes de outra com doença periodontal, cáries radiculares ou boca seca intensa.

O Acompanhamento Preventivo da Saúde Bucal permite adaptar os retornos às necessidades individuais.

Quando procurar atendimento odontológico?

Procure avaliação quando houver:

  • dor de dente;
  • sangramento persistente;
  • gengiva inchada;
  • mobilidade;
  • retração;
  • tártaro;
  • mau hálito recorrente;
  • boca seca intensa;
  • dificuldade para mastigar;
  • perda de peso associada à mastigação;
  • prótese machucando;
  • ferida por mais de duas semanas;
  • placas brancas ou vermelhas;
  • aumento do volume da gengiva;
  • alteração ao redor de implantes;
  • dificuldade para engolir.

Familiares e cuidadores devem observar alterações mesmo quando a pessoa não consegue relatar dor.

Quando o atendimento é mais urgente?

Procure atendimento rapidamente diante de:

  • inchaço no rosto;
  • febre;
  • dificuldade para respirar;
  • dificuldade importante para engolir;
  • sangramento persistente;
  • trauma;
  • infecção que esteja se espalhando;
  • dor intensa;
  • alteração importante do estado geral.

Pessoas frágeis ou imunossuprimidas podem apresentar sinais menos evidentes e precisam de atenção especial.

Atendimento em Campinas e Valinhos

A avaliação da pessoa idosa considera dentes, gengivas, língua, saliva, próteses, implantes, medicamentos, limitações motoras e histórico geral de saúde.

O atendimento para Limpeza Dental em Campinas é realizado na unidade do Cambuí, na Rua Antônio Lapa, 1020.

Também realizamos Limpeza Dental em Valinhos, na Avenida Joaquim Alves Corrêa, 4480, sala 1.

Quando existem bolsas periodontais, perda óssea ou depósitos abaixo da gengiva, o atendimento é direcionado para o diagnóstico e o tratamento periodontal, e não apenas para uma limpeza superficial.

Explore os temas sobre Saúde Bucal e Saúde Geral

A saúde bucal durante o envelhecimento faz parte do cluster de Saúde Bucal e Saúde Geral.

Outros temas relacionados incluem:

Conheça os principais temas de Saúde Bucal Preventiva

A Saúde Bucal Preventiva ajuda a identificar alterações antes que provoquem dor, infecção ou perda dentária.

Uma rotina adaptada de Higiene Bucal contribui para o controle diário da placa.

A Limpeza Dental remove depósitos que não podem mais ser eliminados em casa, enquanto o acompanhamento da Saúde da Gengiva permite identificar gengivite, periodontite, retrações e outras alterações.

Perguntas frequentes sobre saúde bucal do idoso

Perder dentes faz parte do envelhecimento?

Não. A perda geralmente decorre de cárie, periodontite, tabagismo, trauma ou ausência de tratamento. Muitos dentes podem ser preservados durante toda a vida.

Boca seca é normal na velhice?

Não. Medicamentos, doenças e desidratação estão entre as causas mais frequentes.

Idoso precisa usar fio dental?

É necessário limpar entre os dentes, mas o recurso pode ser adaptado. Fio, haste, escova interdental ou irrigador podem ser utilizados conforme a anatomia e a habilidade.

Escova elétrica é indicada?

Pode facilitar a higiene quando existe limitação de movimento, mas ainda precisa ser posicionada corretamente em todos os dentes.

Gengiva sangrando é normal?

Não. Geralmente indica inflamação ou trauma e precisa ser avaliada quando persiste.

Idoso pode fazer raspagem periodontal?

Sim. O tratamento pode ser realizado quando indicado, considerando a condição clínica e os medicamentos utilizados.

A limpeza dental deve ser feita a cada seis meses?

Não existe um intervalo universal. A frequência depende do risco de cárie, da condição periodontal, da boca seca e da capacidade de higiene.

Quem usa prótese precisa ir ao dentista?

Sim. Gengivas, língua, mucosas e adaptação da prótese continuam precisando de avaliação.

A prótese deve ser retirada à noite?

Na maioria dos casos, sim. O dentista pode orientar de forma diferente em situações específicas.

Pasta de dente comum pode limpar a prótese?

Alguns cremes dentais podem ser abrasivos para o material. O ideal é utilizar produto e escova adequados para próteses.

Implantes dispensam higiene?

Não. A placa pode inflamar os tecidos ao redor e provocar perda óssea.

Boca seca aumenta o risco de cárie?

Sim. A saliva ajuda a neutralizar ácidos e proteger os dentes.

Mau hálito no idoso vem do estômago?

Na maioria das vezes, devem ser avaliadas primeiro língua, gengiva, dentes, saliva e próteses.

Medicamentos podem afetar a boca?

Sim. Podem provocar boca seca, aumento gengival, alteração do paladar, feridas e mudanças na cicatrização.

Quem toma anticoagulante pode fazer limpeza?

Frequentemente pode. O medicamento não deve ser suspenso sem orientação médica.

Ferida causada pela prótese é normal?

Uma irritação recente pode acontecer, mas feridas persistentes ou recorrentes precisam de avaliação e ajuste da prótese.

Quem tem demência precisa de cuidador para escovar?

A necessidade varia. Com a progressão da doença, lembretes, supervisão ou ajuda direta podem se tornar necessários.

Higiene bucal ajuda a prevenir pneumonia aspirativa?

Em pessoas dependentes ou com dificuldade de engolir, a higiene reduz a carga de microrganismos da boca e integra as medidas de prevenção, mas precisa ser realizada com técnica segura.

Idoso pode colocar implantes?

Pode haver indicação. O planejamento deve considerar condição óssea, saúde geral, medicamentos, higiene e capacidade de manutenção.

Uma pessoa sem dentes pode ter câncer bucal?

Sim. O câncer pode surgir nos lábios, língua, gengiva, céu da boca e outras regiões, independentemente da presença de dentes.

Conclusão

Envelhecer não significa perder os dentes nem conviver com dor, sangramento, boca seca ou próteses desconfortáveis.

As necessidades bucais podem se tornar mais complexas devido aos medicamentos, às doenças crônicas, às limitações motoras e às alterações cognitivas. Por isso, a prevenção precisa ser adaptada a cada pessoa.

Escovação com creme dental fluoretado, limpeza entre os dentes, cuidado com a língua, higiene das próteses e implantes e avaliação da gengiva ajudam a preservar a função e o conforto.

Quando a pessoa perde autonomia, familiares e cuidadores passam a desempenhar um papel essencial. Observar mudanças no comportamento, na alimentação e na aceitação das próteses pode ajudar a identificar problemas que o paciente não consegue comunicar.

O cuidado mais completo integra dentista, médico, familiares e cuidadores, respeitando a saúde geral, a capacidade funcional e as preferências da pessoa idosa.

Leia também

Referências científicas

  • World Health Organization. Oral Health.
  • National Institute of Dental and Craniofacial Research. Older Adults and Oral Health.
  • National Institute on Aging. Taking Care of Your Teeth and Mouth.
  • Centers for Disease Control and Prevention. About Tooth Loss.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Gum Disease Facts.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Oral Health in Healthcare Settings to Prevent Pneumonia.
  • National Institute on Aging. Oral Care for People With Alzheimer’s Disease.