Não se adaptar ao CPAP não significa que você deve abandonar o tratamento da apneia do sono.
O primeiro passo é identificar por que o uso está difícil. Em muitos casos, a troca da máscara, o controle de vazamentos, a revisão da pressão, a umidificação ou o tratamento de uma obstrução nasal podem melhorar consideravelmente a adaptação.
Quando essas medidas não são suficientes, existem alternativas ao CPAP que podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado, a terapia posicional, o tratamento nasal, o controle do peso, a terapia miofuncional, tratamentos combinados e, em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos.
A escolha não deve ser feita apenas com base no conforto ou na preferência pessoal. É necessário considerar o tipo e a gravidade da apneia, o exame do sono, os sintomas, a anatomia das vias aéreas e as condições de saúde de cada paciente.
Não me adaptei ao CPAP. O que fazer?
Não interrompa o tratamento por conta própria. Primeiro, revise máscara, vazamentos, pressão, umidificação, respiração nasal e método de adaptação. Se a dificuldade persistir, procure uma avaliação para entender quais outras estratégias podem ser adequadas ao seu caso.
Por que algumas pessoas não conseguem se adaptar ao CPAP?
O CPAP envia ar sob pressão por meio de uma máscara para ajudar a manter as vias respiratórias abertas durante o sono.
Quando utilizado corretamente, apresenta grande capacidade de controlar os eventos da apneia obstrutiva. Entretanto, algumas pessoas sentem dificuldade para dormir com o equipamento ou não conseguem utilizá-lo durante toda a noite.
Entre as queixas mais frequentes estão:
- máscara desconfortável;
- marcas ou irritação no rosto;
- vazamento de ar;
- ar atingindo os olhos;
- boca ou nariz ressecados;
- nariz entupido;
- dificuldade para expirar;
- sensação de pressão excessiva;
- ruído;
- claustrofobia;
- sensação de sufocamento;
- aerofagia e desconforto abdominal;
- retirada involuntária da máscara;
- dificuldade para dormir de lado;
- dificuldade para conciliar o sono.
Esses problemas não significam necessariamente que o CPAP esteja contraindicado. Muitas vezes, a causa da intolerância pode ser corrigida.
Para entender melhor o funcionamento do equipamento, consulte:
CPAP para apneia do sono: o que é e como funciona?
Devo desistir do CPAP quando ele incomoda?
Não é recomendado abandonar o CPAP sem conversar com os profissionais responsáveis pelo tratamento.
O equipamento controla a apneia enquanto está sendo utilizado. Quando o paciente para de usá-lo sem adotar outra abordagem eficaz, os eventos respiratórios podem voltar a acontecer.
Antes de concluir que você não se adapta ao CPAP, é importante descobrir qual é a origem do desconforto.
Dependendo do problema, pode ser necessário:
- mudar o tamanho da máscara;
- trocar o formato da interface;
- corrigir vazamentos;
- ajustar as tiras;
- revisar a pressão prescrita;
- utilizar o recurso de rampa;
- ajustar a umidificação;
- tratar rinite ou obstrução nasal;
- reposicionar o tubo;
- realizar uma adaptação progressiva;
- analisar os dados registrados pelo equipamento.
As diretrizes da American Academy of Sleep Medicine destacam a importância do acompanhamento, da educação do paciente e da solução precoce dos problemas de adaptação ao tratamento com pressão positiva.
O que revisar antes de procurar uma alternativa ao CPAP?
A máscara está adequada?
Uma máscara muito apertada pode machucar e deformar a almofada de vedação. Uma máscara muito larga pode se deslocar e provocar vazamentos.
Os principais formatos são:
- máscara nasal;
- almofadas nasais;
- máscara oronasal, cobrindo nariz e boca;
- máscara facial total, utilizada em situações específicas.
A escolha depende do formato do rosto, da respiração nasal ou oral, da pressão utilizada, da posição de dormir e do conforto.
Leia também:
Melhor máscara para CPAP: como escolher a mais confortável?
Existe vazamento de ar?
O vazamento pode provocar:
- ruído;
- irritação nos olhos;
- ressecamento;
- despertares;
- dificuldade para manter a pressão;
- aumento automático da pressão em alguns equipamentos;
- perda de eficiência;
- dados imprecisos no relatório.
Apertar cada vez mais a máscara nem sempre resolve. Pode ser necessário mudar o tamanho, o modelo ou a posição das tiras.
O nariz está obstruído?
Rinite, congestão, desvio de septo, hipertrofia dos cornetos, pólipos e outras alterações podem dificultar a respiração e prejudicar a adaptação.
Quando existe obstrução nasal persistente, pode ser necessária avaliação com o médico responsável ou com um otorrinolaringologista.
Tratar o nariz pode facilitar o uso do CPAP, mas nem sempre é suficiente para controlar a apneia, porque a obstrução pode envolver outras regiões das vias aéreas.
A pressão está confortável?
A pressão não deve ser alterada livremente pelo paciente.
Se houver dificuldade para expirar, aerofagia, vazamentos intensos, despertares ou sensação de pressão excessiva, as configurações precisam ser avaliadas.
Em algumas situações, pode ser necessário revisar:
- pressão fixa;
- faixa de pressão automática;
- recurso de alívio expiratório;
- rampa;
- vazamentos;
- índice residual de eventos;
- tipo de equipamento utilizado.
O umidificador está ajustado corretamente?
A umidificação pode ajudar pessoas que apresentam:
- nariz ressecado;
- boca seca;
- irritação nasal;
- secreção espessa;
- desconforto provocado pelo fluxo de ar.
Umidade insuficiente pode não aliviar os sintomas. Umidade excessiva pode provocar condensação dentro do tubo e da máscara.
A adaptação foi feita progressivamente?
Algumas pessoas apresentam melhor resultado quando começam utilizando a máscara enquanto estão acordadas.
Uma adaptação gradual pode incluir:
- colocar a máscara durante alguns minutos;
- respirar com o aparelho ligado;
- aumentar progressivamente o tempo;
- praticar na posição de dormir;
- verificar vazamentos;
- iniciar o uso durante o sono;
- procurar ajuda assim que surgir algum problema.
Quais são as principais alternativas ao CPAP?
Não existe uma alternativa única que seja adequada para todos.
O tratamento precisa corresponder ao mecanismo responsável pela obstrução respiratória e ser confirmado por acompanhamento clínico e, quando indicado, por exame do sono.
As principais possibilidades são:
Aparelho intraoral personalizado
O aparelho intraoral de avanço mandibular é utilizado dentro da boca durante o sono.
Ele posiciona a mandíbula de forma controlada para favorecer a passagem do ar e reduzir o colapso das vias aéreas.
Pode ser considerado principalmente em:
- ronco primário;
- apneia obstrutiva leve;
- muitos casos de apneia moderada;
- pacientes que não toleram o CPAP;
- pessoas que preferem uma terapia alternativa;
- situações em que a avaliação médica e odontológica considera o tratamento apropriado.
A diretriz conjunta da American Academy of Sleep Medicine e da American Academy of Dental Sleep Medicine recomenda considerar aparelhos orais para adultos com apneia obstrutiva que não toleram o CPAP ou que preferem outra terapia. O aparelho deve ser personalizado, ajustável e acompanhado por um dentista capacitado.
Conheça o tratamento em detalhes:
Aparelho intraoral para ronco e apneia: como funciona e quando é indicado?
APAP ou CPAP automático
O APAP também utiliza máscara e pressão positiva, mas varia a pressão dentro de uma faixa programada.
Ele pode proporcionar maior conforto quando a necessidade de pressão muda durante a noite, por exemplo, conforme a posição de dormir ou o estágio do sono.
Entretanto, o APAP não elimina problemas provocados por máscara inadequada, vazamentos, obstrução nasal ou claustrofobia.
Ele é uma alternativa ao CPAP de pressão fixa, mas continua fazendo parte da terapia com pressão positiva.
BiPAP ou BPAP
O BiPAP trabalha com uma pressão durante a inspiração e outra durante a expiração.
Essa diferença pode facilitar a respiração em situações clínicas específicas.
Ele não deve ser apresentado como uma versão mais confortável indicada automaticamente para qualquer pessoa que não gostou do CPAP.
A prescrição depende do diagnóstico, das necessidades ventilatórias e das condições clínicas do paciente.
Terapia posicional
Algumas pessoas apresentam muito mais eventos respiratórios quando dormem de barriga para cima.
Nesses casos, a terapia posicional procura reduzir o tempo em posição supina.
Para saber se essa estratégia pode ajudar, é necessário analisar o exame do sono. O laudo deve mostrar se existe uma diferença relevante entre os eventos nas diferentes posições.
Uma revisão da Cochrane observou que o CPAP tende a reduzir mais intensamente o índice de eventos respiratórios, enquanto a terapia posicional pode ser útil para pacientes selecionados com apneia predominantemente posicional.
Tratamento das obstruções nasais
O tratamento nasal pode melhorar a passagem do ar e facilitar a adaptação ao CPAP.
Dependendo do diagnóstico, podem ser avaliadas:
- rinite;
- desvio de septo;
- aumento dos cornetos;
- pólipos;
- sinusites;
- outras alterações anatômicas.
É importante compreender que tratar o nariz não garante, isoladamente, o controle da apneia.
Controle do peso
Quando existe sobrepeso ou obesidade, a redução de peso pode diminuir a gravidade da apneia e melhorar a saúde geral.
Entretanto, a apneia também pode estar relacionada à mandíbula, língua, palato, amígdalas, nariz e outras características anatômicas.
Por isso, emagrecer não significa necessariamente que o tratamento possa ser suspenso.
A American Thoracic Society recomenda estratégias de controle do peso como parte do tratamento de adultos com apneia obstrutiva que apresentam sobrepeso ou obesidade.
Terapia miofuncional orofacial
A terapia miofuncional envolve exercícios orientados para estruturas como:
- língua;
- lábios;
- bochechas;
- palato;
- musculatura relacionada à respiração e à deglutição.
Ela pode ser utilizada como tratamento complementar em pacientes selecionados.
Não deve ser apresentada como substituição garantida do CPAP ou do aparelho intraoral. Os exercícios precisam ser indicados e acompanhados por profissional capacitado.
Cirurgia
Existem diferentes procedimentos cirúrgicos para apneia do sono.
A escolha depende da região da obstrução, da anatomia e da gravidade do problema. A avaliação pode envolver nariz, amígdalas, palato, base da língua, maxila, mandíbula e outras estruturas.
A cirurgia não é uma solução universal.
A diretriz da AASM recomenda discutir encaminhamento para avaliação cirúrgica em determinados adultos com apneia obstrutiva que não toleram ou não aceitam adequadamente a pressão positiva. Isso significa realizar uma avaliação especializada, e não operar automaticamente todos os pacientes intolerantes ao CPAP.
Tratamentos combinados
Em alguns casos, uma única abordagem não é suficiente.
Podem ser consideradas combinações como:
- aparelho intraoral e terapia posicional;
- aparelho intraoral e controle do peso;
- CPAP associado ao aparelho intraoral;
- tratamento nasal para facilitar o CPAP;
- terapia miofuncional como complemento;
- tratamento cirúrgico associado a outra terapia.
O objetivo é encontrar uma estratégia que controle adequadamente os eventos respiratórios e que o paciente consiga utilizar de forma consistente.
O aparelho intraoral pode substituir o CPAP?
Em pacientes selecionados, sim.
O aparelho intraoral pode ser uma alternativa importante para pessoas que não conseguem utilizar o CPAP ou que preferem outra modalidade, desde que tenham indicação adequada.
O tratamento exige:
- avaliação do exame do sono;
- análise clínica e odontológica;
- avaliação dos dentes e gengivas;
- análise da mordida;
- avaliação das articulações temporomandibulares;
- planejamento individualizado;
- aparelho personalizado;
- avanço gradual da mandíbula;
- acompanhamento;
- confirmação do resultado.
O aparelho não deve ser confundido com:
- placas prontas;
- dispositivos termomoldáveis genéricos;
- queixeiras;
- produtos comprados sem avaliação;
- placas para bruxismo.
Reduzir o barulho do ronco não significa necessariamente controlar as pausas respiratórias e as quedas de oxigenação.
Para quem o aparelho intraoral pode ser indicado?
O aparelho pode ser avaliado principalmente para:
- pessoas com ronco primário;
- pacientes com apneia leve;
- muitos pacientes com apneia moderada;
- pessoas que não se adaptaram ao CPAP;
- pacientes que procuram uma opção portátil;
- pessoas que aceitam utilizar o dispositivo regularmente;
- pacientes com condições odontológicas adequadas.
Em casos mais graves, a indicação exige maior cuidado.
O CPAP geralmente apresenta maior capacidade de reduzir o índice de apneia e hipopneia. Entretanto, quando o paciente não consegue utilizar o equipamento, outras opções precisam ser discutidas para evitar que a apneia permaneça sem tratamento.
Qual é melhor: CPAP ou aparelho intraoral?
Não existe uma resposta igual para todas as pessoas.
O CPAP:
- utiliza máscara e pressão de ar;
- costuma apresentar grande capacidade de controlar eventos respiratórios;
- é frequentemente indicado em apneia mais acentuada;
- depende do uso regular;
- pode provocar dificuldade de adaptação.
O aparelho intraoral:
- é utilizado dentro da boca;
- atua por meio do posicionamento mandibular;
- é muito utilizado em ronco e apneia leve ou moderada;
- pode ser uma alternativa em caso de intolerância ao CPAP;
- depende de titulação e acompanhamento;
- pode provocar efeitos dentários ou alterações na mordida quando não é acompanhado.
A melhor opção é aquela que possui indicação adequada, controla a apneia e pode ser utilizada durante o sono.
Veja a comparação completa:
CPAP ou aparelho intraoral: qual é a melhor opção?
Apneia grave pode ser tratada sem CPAP?
Em casos de apneia grave, o CPAP frequentemente permanece entre as principais opções por apresentar grande capacidade de manter as vias aéreas abertas.
Isso não significa que o paciente intolerante ao equipamento deva ficar sem tratamento.
Quando existe intolerância persistente, podem ser avaliados:
- revisão completa da adaptação;
- troca de máscara;
- ajuste da pressão;
- APAP ou BiPAP, quando indicados;
- aparelho intraoral;
- tratamentos combinados;
- avaliação otorrinolaringológica;
- avaliação cirúrgica;
- controle do peso;
- terapia posicional, quando aplicável.
Quanto maior a gravidade da apneia, mais importante é confirmar objetivamente se a alternativa escolhida está controlando os eventos respiratórios.
Posso comprar um aparelho anti-ronco pela internet?
Não é recomendado utilizar um aparelho genérico para tratar apneia do sono sem avaliação.
Esses produtos podem:
- não avançar a mandíbula de forma controlada;
- ficar mal adaptados;
- provocar dor nos dentes;
- causar desconforto na articulação;
- alterar a mordida;
- reduzir apenas o barulho sem controlar a apneia;
- criar uma falsa impressão de segurança.
Quando o aparelho oral é indicado para apneia, as diretrizes recomendam um dispositivo personalizado e ajustável, com acompanhamento profissional.
Como saber qual alternativa é adequada para mim?
A escolha deve começar pela avaliação do diagnóstico.
Podem ser analisados:
- tipo de apneia;
- gravidade;
- índice de apneia e hipopneia;
- quedas de oxigênio;
- posição em que os eventos acontecem;
- intensidade do ronco;
- sonolência;
- anatomia facial;
- respiração nasal;
- peso corporal;
- saúde geral;
- condições dos dentes e gengivas;
- articulações temporomandibulares;
- tentativas anteriores de adaptação;
- preferências e limitações do paciente.
Nenhuma dessas informações deve ser avaliada isoladamente.
Como é feita a avaliação para o aparelho intraoral?
A avaliação não consiste apenas em fazer um molde da boca.
Podem ser examinados:
- diagnóstico e exame do sono;
- quantidade e condição dos dentes;
- saúde das gengivas;
- mordida;
- movimentação mandibular;
- articulações temporomandibulares;
- músculos da mastigação;
- presença de próteses ou implantes;
- bruxismo;
- capacidade de adaptação.
Quando o aparelho é instalado, inicia-se a titulação.
A titulação é o avanço gradual da mandíbula. O objetivo não é avançar o máximo possível, mas encontrar uma posição que equilibre melhora respiratória, conforto e proteção das estruturas dentárias e articulares.
Como confirmar que a alternativa está funcionando?
Parar de roncar não é suficiente.
O paciente pode perceber redução do barulho e melhora do sono, mas ainda apresentar pausas respiratórias ou quedas de oxigênio.
Depois da adaptação e dos ajustes, pode ser necessário realizar um novo exame do sono com o tratamento em uso.
As diretrizes para aparelhos orais recomendam acompanhamento periódico e avaliação objetiva da eficácia.
Quando procurar uma avaliação?
Procure uma avaliação quando:
- não consegue dormir com o CPAP;
- retira a máscara durante a noite;
- usa o equipamento por poucas horas;
- apresenta vazamentos frequentes;
- sente pressão excessiva;
- tem sensação de sufocamento;
- continua cansado;
- abandonou o tratamento;
- deseja saber se pode utilizar aparelho intraoral;
- quer descobrir se a apneia é posicional;
- recebeu o diagnóstico, mas ainda não iniciou o tratamento.
Não permaneça meses ou anos com apneia sem tratamento apenas porque a primeira alternativa não funcionou.
Avaliação de alternativas ao CPAP
Uma avaliação individualizada pode ajudar a identificar:
- por que a adaptação ao CPAP não funcionou;
- se ainda existem ajustes possíveis;
- se o aparelho intraoral é indicado;
- se é necessária avaliação com outro profissional;
- quais tratamentos podem ser combinados;
- como acompanhar os resultados.
Campinas e Valinhos:
Agendar pelo WhatsApp — (19) 99813-7019
Brooklin e Tatuapé:
Agendar pelo WhatsApp — (11) 94164-5052
Perguntas frequentes sobre alternativas ao CPAP
Em pacientes selecionados, o aparelho intraoral personalizado pode ser uma alternativa. Também podem ser avaliados APAP, BiPAP, terapia posicional, tratamento nasal, redução de peso, terapia miofuncional, tratamentos combinados e cirurgia.
Não é recomendado interromper o tratamento por conta própria. Primeiro, deve-se identificar a causa da dificuldade e verificar se ajustes podem melhorar a adaptação. Caso não seja possível, outras opções devem ser avaliadas.
Pode funcionar em pacientes selecionados, principalmente em casos de ronco, apneia leve ou moderada e intolerância ao CPAP. A resposta precisa ser confirmada por acompanhamento e, quando indicado, por novo exame do sono.
Pode ser considerado em determinadas situações, especialmente quando o paciente não tolera o CPAP, mas a indicação exige maior cuidado. Em alguns casos, pode ser necessário combinar tratamentos.
Sim. O aparelho intraoral é utilizado dentro da boca e não necessita de máscara. Terapia posicional, tratamentos anatômicos e outras abordagens também não utilizam máscara, mas dependem da indicação clínica.
O aparelho intraoral de avanço mandibular personalizado é uma das principais opções para pacientes selecionados. Aparelhos genéricos vendidos pela internet não são equivalentes ao tratamento profissional.
Algumas pessoas se sentem mais confortáveis com pressão automática, mas isso depende da causa da dificuldade. O APAP ainda utiliza máscara e fluxo de ar.
A redução de peso pode diminuir a gravidade da apneia em pessoas com sobrepeso ou obesidade, mas nem sempre elimina o problema. O tratamento não deve ser suspenso sem nova avaliação.
Pode ajudar quando o exame mostra apneia predominantemente posicional. Para outras pessoas, mudar a posição pode não ser suficiente.
Além da melhora dos sintomas, pode ser necessário repetir o exame do sono com o tratamento em uso. A redução do ronco, sozinha, não confirma o controle da apneia.
Conclusão
Existem alternativas ao CPAP, mas nenhuma deve ser escolhida apenas pelo conforto, pela propaganda ou pela facilidade de compra.
O primeiro passo é compreender por que você não conseguiu se adaptar. Muitas vezes, o problema pode ser corrigido com ajustes. Quando isso não acontece, o aparelho intraoral personalizado e outras abordagens podem ser avaliados.
O mais importante é não permanecer com a apneia sem tratamento.
A escolha deve considerar o exame do sono, a gravidade do caso, a anatomia, os sintomas, a saúde geral e a possibilidade de utilizar o tratamento de forma consistente.
Não se adaptou ao CPAP?
Avalie se o aparelho intraoral ou outra estratégia pode ser indicada para o seu caso.
Alternativas ao CPAP em Campinas, Valinhos, Brooklin e Tatuapé
📍 Campinas
Rua Antônio Lapa, 1020 – Cambuí – Campinas/SP
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📍 Valinhos
Av. Joaquim Alves Corrêa, 4480 – Sala 1
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📍 Brooklin
R. Alcides Ricardini Neves, 12
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📍 Tatuapé
R. Cantagalo, 692 – Conj. 618
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😴Tratamento para o Ronco e Apneia do Sono
O ronco e apneia do sono frequente não deve ser ignorado. Em muitos casos, pode ser um sinal de apneia obstrutiva do sono, um distúrbio que compromete a qualidade do sono e pode aumentar o risco de diversas doenças.
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O curso foi criado para profissionais que desejam aprender a tratar pacientes com ronco e apneia obstrutiva do sono de forma estruturada, individualizada e integrada à Medicina do Sono.
Referências científicas
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