A melhor máscara para CPAP não é necessariamente a mais cara, a mais moderna ou a mais vendida. É aquela que se adapta corretamente ao rosto, mantém uma boa vedação, permite respirar com conforto e pode ser utilizada durante todo o período de sono.
Uma máscara inadequada pode provocar vazamento de ar, ressecamento, irritação nos olhos, marcas na pele, ruído e despertares frequentes. Também pode dificultar a adaptação e comprometer o funcionamento do tratamento.
Existem três interfaces principais: máscara nasal, almofadas nasais e máscara oronasal, que cobre o nariz e a boca. A escolha depende da respiração, do formato do rosto, da pressão prescrita, da posição de dormir e das dificuldades apresentadas durante o uso.
Resposta rápida
Para a maioria dos pacientes, uma interface nasal costuma ser considerada inicialmente. Entretanto, não existe uma máscara ideal para todas as pessoas. A melhor opção é aquela que controla os vazamentos, proporciona conforto e mantém a eficácia do tratamento com CPAP.
Para que serve a máscara do CPAP?
A máscara é a interface que conecta o equipamento às vias respiratórias.
O CPAP envia ar sob pressão para ajudar a manter a garganta aberta durante o sono. Para que essa pressão seja entregue adequadamente, é necessário que a máscara permaneça bem posicionada e com vazamento não intencional controlado.
Uma máscara adequada deve:
- permanecer estável durante o sono;
- manter uma vedação confortável;
- não pressionar excessivamente o rosto;
- permitir movimentos naturais;
- ser compatível com o equipamento;
- direcionar corretamente o ar;
- não provocar despertares frequentes.
Para entender o funcionamento completo do tratamento, consulte:
CPAP para apneia do sono: o que é e como funciona?
Existe uma máscara para CPAP que seja melhor para todos?
Não.
Duas pessoas utilizando o mesmo equipamento e a mesma pressão podem precisar de máscaras diferentes.
A escolha pode ser influenciada por:
- formato e tamanho do rosto;
- largura do nariz;
- presença de barba;
- respiração nasal ou oral;
- obstrução nasal;
- sensibilidade da pele;
- posição de dormir;
- movimentação durante o sono;
- sensação de claustrofobia;
- pressão utilizada;
- uso de óculos antes de dormir;
- preferência pessoal.
Portanto, uma lista de “máscaras mais vendidas” pode ajudar a conhecer modelos, mas não substitui a avaliação da adaptação e da vedação.
Quais são os principais tipos de máscara para CPAP?
O que é a máscara nasal?
A máscara nasal cobre somente o nariz.
Ela costuma oferecer uma área de vedação menor do que a máscara oronasal e pode proporcionar boa estabilidade para muitos pacientes.
A máscara nasal pode ser considerada principalmente quando:
- a pessoa respira predominantemente pelo nariz;
- não existe obstrução nasal importante;
- há necessidade de uma vedação estável;
- o paciente se movimenta durante o sono;
- as almofadas nasais causam irritação;
- existe desconforto com máscaras maiores.
Um relatório oficial da American Thoracic Society concluiu que a interface nasal deve ser considerada como opção inicial para a maioria dos pacientes. Isso não significa que a máscara oronasal seja inadequada, mas que a escolha deve ser individualizada e revista quando o resultado não é satisfatório.
O que são almofadas nasais?
As almofadas nasais são pequenas peças que ficam apoiadas na entrada das narinas.
Elas ocupam pouco espaço no rosto e podem ser uma opção para pessoas que:
- sentem claustrofobia com máscaras maiores;
- gostam de ler ou assistir televisão antes de dormir;
- utilizam óculos durante a adaptação;
- possuem barba ou bigode;
- preferem menor contato com o rosto;
- dormem de lado;
- sentem calor com máscaras maiores.
Embora sejam pequenas, as almofadas nasais ainda precisam manter boa vedação.
Em algumas pessoas, podem provocar sensibilidade nas narinas, principalmente quando o tamanho está incorreto, as tiras estão excessivamente apertadas ou existe ressecamento nasal.
O que é máscara oronasal ou full face?
A máscara oronasal cobre o nariz e a boca. Ela também é frequentemente chamada de máscara facial ou full face.
Pode ser considerada quando existe:
- respiração oral persistente;
- vazamento significativo pela boca;
- dificuldade para manter os lábios fechados;
- obstrução nasal que ainda está sendo investigada;
- impossibilidade de adaptação a uma interface nasal;
- necessidade clínica identificada pelo profissional responsável.
Entretanto, respirar pela boca não significa automaticamente que a máscara oronasal seja sempre a melhor escolha.
É importante investigar se a respiração oral está relacionada a rinite, desvio de septo, congestão, ressecamento, posicionamento da máscara ou vazamentos.
Estudos e metanálises observaram que, em média, máscaras oronasais podem estar associadas a maior vazamento, maior pressão terapêutica, maior índice residual de eventos e menor adesão quando comparadas às interfaces nasais. Isso não impede sua utilização, mas reforça a necessidade de acompanhamento individual.
Entenda suas opções
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Conheça as alternativas ao CPAP →A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Máscara nasal ou oronasal: qual escolher?
| Máscara nasal | Máscara oronasal |
|---|---|
| Cobre somente o nariz | Cobre o nariz e a boca |
| Possui menor área de contato | Possui maior área de contato |
| Pode apresentar boa estabilidade | Pode ajudar em situações de respiração oral persistente |
| Depende de passagem nasal adequada | Pode ser considerada quando a via nasal não é suficiente |
| Pode ter menor vazamento em muitos pacientes | Possui mais pontos possíveis de vazamento |
| É frequentemente considerada como primeira opção | Deve ser escolhida conforme a necessidade individual |
Em um estudo randomizado comparando interfaces, a máscara nasal apresentou menor vazamento e menor índice residual de eventos, além de ter sido preferida pela maioria dos participantes em relação à máscara oronasal.
A escolha, contudo, não deve ser decidida somente pela média dos estudos. O resultado individual continua sendo o critério mais importante.
Máscara nasal ou almofadas nasais: qual é mais confortável?
As duas opções podem funcionar bem.
A máscara nasal cobre uma área maior e pode oferecer sensação de maior estabilidade. As almofadas nasais possuem contato reduzido e podem ser mais confortáveis para pessoas que sentem claustrofobia.
Uma metanálise em rede encontrou resultados semelhantes entre máscaras nasais e almofadas nasais em diversos desfechos, enquanto ambas apresentaram vantagens médias em comparação com máscaras oronasais.
A decisão deve considerar:
- formato do nariz;
- sensibilidade das narinas;
- movimentação durante o sono;
- pressão prescrita;
- presença de barba;
- preferência por menor contato;
- estabilidade da vedação.
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Como escolher a melhor máscara para CPAP?
Avalie como você respira durante o sono
Quem respira confortavelmente pelo nariz geralmente pode começar avaliando uma máscara nasal ou almofadas nasais.
Quando existe respiração oral frequente, é importante investigar a causa antes de concluir que a máscara precisa cobrir obrigatoriamente a boca.
Congestão, rinite, ressecamento e obstruções anatômicas podem interferir na adaptação.
Considere o formato do rosto
O tamanho escrito na embalagem não é universal.
Uma máscara tamanho médio de determinada marca pode apresentar medidas diferentes de outra máscara também classificada como média.
A vedação pode ser influenciada por:
- largura do nariz;
- altura da ponte nasal;
- projeção do queixo;
- maçãs do rosto;
- distância entre nariz e lábio;
- presença de barba;
- assimetrias faciais.
Por isso, sempre que possível, a máscara deve ser experimentada com o equipamento ligado e na posição de dormir.
Observe sua posição durante o sono
Quem dorme de lado pode pressionar a máscara contra o travesseiro.
Nesses casos, podem ser úteis:
- modelos de perfil reduzido;
- máscaras com conexão do tubo no alto da cabeça;
- estruturas mais flexíveis;
- mangueira posicionada de maneira que não puxe a máscara;
- travesseiro que não desloque a interface.
Quem se movimenta muito também precisa observar a estabilidade das tiras e a mobilidade da conexão do tubo.
Considere a sensação de claustrofobia
Máscaras maiores podem provocar desconforto em algumas pessoas.
Almofadas nasais ou máscaras nasais menores podem reduzir o campo visual e o contato com o rosto.
A adaptação gradual também pode ajudar. O paciente pode começar utilizando a máscara por alguns minutos enquanto está acordado e aumentar progressivamente o tempo.
Observe a pressão prescrita
A escolha da interface não deve ser baseada apenas na ideia de que determinada máscara “aguenta mais pressão”.
Máscaras nasais e almofadas nasais podem funcionar em diferentes faixas, desde que sejam compatíveis com a prescrição e apresentem vedação adequada.
Se a pressão provoca deslocamento, ruído ou vazamentos, é necessário revisar:
- tamanho;
- montagem;
- posicionamento;
- desgaste da almofada;
- ajuste das tiras;
- configuração do equipamento;
- modelo da máscara.
Avalie a sensibilidade da pele
Pessoas com pele sensível devem observar os pontos de contato.
Uma máscara excessivamente apertada pode provocar:
- vermelhidão;
- marcas persistentes;
- dor;
- irritação;
- lesões na ponte nasal;
- desconforto nas bochechas.
A solução nem sempre é apertar mais. Muitas vezes, é necessário rever o tamanho ou experimentar outro formato.
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Como saber o tamanho correto da máscara?
A máscara deve ser escolhida com base na tabela do fabricante e, idealmente, por experimentação.
Um tamanho inadequado pode causar vazamentos mesmo quando o modelo é apropriado.
Sinais de que a máscara pode estar grande
- desloca-se facilmente;
- precisa ser excessivamente apertada;
- encosta nos olhos;
- perde a vedação ao mudar de posição;
- a almofada ultrapassa a região correta de contato.
Sinais de que a máscara pode estar pequena
- aperta o nariz;
- comprime os lábios;
- provoca dor;
- deixa marcas profundas;
- não cobre corretamente a área necessária;
- aumenta a sensação de pressão.
Alguns fabricantes oferecem moldes impressos ou réguas específicas. Utilize apenas a ferramenta correspondente ao modelo escolhido, porque as medidas podem variar.
Como ajustar a máscara sem apertar demais?
O ajuste deve ser realizado com cuidado.
Uma sequência prática é:
- solte parcialmente as tiras;
- coloque a máscara no rosto;
- ligue o CPAP;
- deite-se na posição em que costuma dormir;
- ajuste cada tira aos poucos;
- verifique vazamentos ao redor dos olhos, nariz, boca e queixo;
- movimente a cabeça;
- evite tensionar somente um lado;
- confirme se a máscara permanece confortável.
A almofada precisa manter contato com a pele, mas não deve ser esmagada contra o rosto.
Em muitos modelos, apertar excessivamente deforma o silicone e pode aumentar o vazamento.
O que é vazamento na máscara do CPAP?
As máscaras possuem uma saída de ar planejada para eliminar o gás expirado. Esse fluxo é normal e não deve ser bloqueado.
O problema é o vazamento não intencional, que ocorre entre a máscara e o rosto ou pela boca durante a utilização de uma interface nasal.
O vazamento excessivo pode provocar:
- ar nos olhos;
- ruído;
- ressecamento;
- despertares;
- perda da vedação;
- dificuldade para manter a pressão;
- alterações nos dados registrados pelo aparelho;
- necessidade de ajustes automáticos de pressão.
A American Thoracic Society destaca que os vazamentos e os sintomas nasais devem ser investigados durante a seleção e o acompanhamento da máscara.
Por que o ar da máscara vai para os olhos?
O ar pode chegar aos olhos quando existe vazamento na parte superior da máscara.
As causas mais comuns incluem:
- tamanho inadequado;
- máscara posicionada muito alta;
- tiras mal distribuídas;
- almofada desgastada;
- estrutura deformada;
- movimentação durante o sono;
- aperto excessivo;
- modelo incompatível com o formato do rosto.
O vazamento pode causar ardência, lacrimejamento e ressecamento ocular.
Não cubra as saídas de ventilação da máscara. O correto é rever o ajuste ou experimentar outra interface.
O que fazer quando a máscara deixa marcas no rosto?
Marcas leves que desaparecem rapidamente podem ocorrer devido ao contato.
Marcas profundas, dor ou vermelhidão persistente indicam que algo precisa ser revisto.
Verifique:
- se as tiras estão muito apertadas;
- se o tamanho está correto;
- se a almofada está desgastada;
- se a máscara é adequada ao formato do rosto;
- se existem pontos localizados de pressão;
- se o suporte está montado corretamente.
Produtos colocados entre a máscara e o rosto podem alterar a vedação. Utilize protetores somente quando forem compatíveis com o modelo e recomendados pelo fabricante ou profissional responsável.
Barba atrapalha a vedação?
Pode atrapalhar, especialmente em máscaras com grande área de contato.
A barba cria irregularidades entre a almofada e a pele, favorecendo vazamentos.
Pessoas com barba podem se adaptar melhor a:
- almofadas nasais;
- máscaras nasais com área reduzida;
- modelos cuja vedação não se apoie sobre regiões com muitos pelos.
Entretanto, não existe garantia. O formato do rosto e o padrão da barba também influenciam.
Quem dorme de lado precisa de uma máscara específica?
Não existe uma única máscara obrigatória para quem dorme de lado.
Em geral, deve-se procurar uma interface que:
- não seja facilmente empurrada pelo travesseiro;
- mantenha estabilidade ao movimentar a cabeça;
- possua conexão flexível;
- não pressione excessivamente a lateral do rosto;
- permita posicionar o tubo sem tração.
O ajuste deve ser testado deitado, porque uma máscara que parece adequada enquanto a pessoa está sentada pode vazar quando encosta no travesseiro.
Quem respira pela boca precisa usar máscara oronasal?
Nem sempre.
Primeiro, é importante avaliar por que a boca permanece aberta.
Entre as possíveis causas estão:
- obstrução nasal;
- rinite;
- congestão;
- ressecamento;
- hábito respiratório;
- pressão desconfortável;
- vazamento pela boca;
- posição da mandíbula.
Em algumas situações, tratar a obstrução nasal ou ajustar a terapia pode permitir a utilização de uma máscara nasal.
Em outras, a máscara oronasal realmente será a opção mais adequada.
A decisão deve considerar conforto e dados objetivos do equipamento.
A máscara influencia a pressão do CPAP?
Pode influenciar.
O tipo de interface interfere na forma como a pressão chega às vias respiratórias, na vedação e na estabilidade da passagem do ar.
Metanálises observaram que máscaras oronasais estavam associadas, em média, a maior pressão terapêutica e maior índice residual de apneia e hipopneia quando comparadas às máscaras nasais.
Por isso, uma troca importante de interface deve ser comunicada ao profissional que acompanha o tratamento.
Não altere a pressão do equipamento por conta própria.
Como saber se a máscara está funcionando corretamente?
Observe tanto o conforto quanto os dados do equipamento.
Sinais positivos
- máscara permanece no lugar;
- não há ar constante nos olhos;
- poucos despertares relacionados à interface;
- ausência de dor;
- vazamento dentro da faixa esperada;
- índice residual controlado;
- utilização durante todo o período de sono;
- melhora dos sintomas.
Sinais de alerta
- necessidade de apertar cada vez mais;
- vazamentos frequentes;
- ruído intenso;
- boca ou nariz muito ressecados;
- marcas persistentes;
- irritação ocular;
- retirada involuntária durante a noite;
- índice residual elevado;
- dificuldade para utilizar o CPAP por várias horas.
Os dados do aparelho devem ser interpretados juntamente com o diagnóstico e os sintomas.
Como limpar a máscara para CPAP?
Siga as orientações específicas do fabricante.
De maneira geral:
- lave regularmente as partes recomendadas;
- utilize água e produto compatível;
- enxágue completamente;
- deixe secar naturalmente em local ventilado;
- não exponha diretamente ao calor intenso;
- evite produtos abrasivos;
- não use substâncias perfumadas sem orientação;
- verifique o estado das tiras, válvulas e almofadas.
A oleosidade natural da pele pode comprometer a vedação. Por isso, a área de contato precisa ser mantida limpa.
Não utilize aparelhos de limpeza ou métodos químicos sem confirmar a compatibilidade e a segurança para o equipamento.
Quando é necessário trocar a máscara?
Não existe um único prazo aplicável a todos os modelos.
A troca pode ser necessária quando houver:
- silicone deformado;
- rachaduras;
- perda de elasticidade;
- tiras que não mantêm o ajuste;
- válvula danificada;
- vazamentos que persistem após o ajuste;
- dificuldade de higienização;
- mudança permanente do formato da almofada;
- peças ausentes ou quebradas.
Em alguns casos, é possível substituir apenas a almofada, as tiras ou outro componente.
Consulte o manual do modelo e não utilize peças incompatíveis.
Posso comprar qualquer máscara para o meu CPAP?
Nem sempre.
Muitas máscaras utilizam conexões padronizadas, mas podem existir particularidades no tubo, no cotovelo, na válvula, no sistema de ventilação ou no próprio equipamento.
Antes de comprar, confirme:
- compatibilidade;
- tamanho;
- presença de todas as peças;
- tipo de conexão;
- se é ventilada ou não ventilada;
- finalidade do produto;
- política de troca;
- disponibilidade de peças de reposição.
Máscaras não ventiladas destinadas a determinados sistemas hospitalares ou de ventilação não devem ser utilizadas como se fossem interfaces comuns para CPAP domiciliar.
Máscara mais cara é sempre melhor?
Não.
Preço, marca e quantidade de recursos não garantem adaptação.
Uma máscara simples pode funcionar muito bem quando:
- possui tamanho adequado;
- combina com o formato do rosto;
- mantém boa vedação;
- não provoca desconforto;
- é compatível com a terapia.
A melhor máscara é aquela que funciona de maneira consistente para o paciente.
Vale a pena comprar máscara para CPAP pela internet?
A compra pode ser feita pela internet, desde que o paciente saiba qual tipo e tamanho precisa utilizar.
O maior risco é escolher apenas pela aparência, pelo preço ou pelas avaliações de outros compradores.
Uma máscara bem avaliada pode não se adaptar ao seu rosto.
Antes da compra, verifique:
- medidas;
- guia de tamanho;
- compatibilidade;
- peças incluídas;
- possibilidade de troca;
- procedência;
- suporte do vendedor.
Comprar a máscara não substitui o acompanhamento do tratamento.
Qual é a melhor máscara para CPAP para pele sensível?
Não existe uma marca universalmente superior para pele sensível.
Podem ajudar:
- almofadas macias;
- menor área de contato;
- ajuste sem pressão excessiva;
- higienização adequada;
- substituição de peças desgastadas;
- modelos que não se apoiem sobre a área irritada.
Caso apareçam feridas, dermatite ou irritação persistente, suspenda o uso da interface lesionante e procure orientação profissional para adaptar o tratamento com segurança.
Qual é a melhor máscara para quem sente claustrofobia?
Em geral, interfaces menores podem ser mais bem toleradas, como:
- almofadas nasais;
- máscaras nasais compactas;
- modelos com campo visual livre.
A adaptação progressiva também é importante.
A pessoa pode utilizar a máscara durante alguns minutos enquanto está acordada, sem se obrigar inicialmente a dormir com ela durante toda a noite.
Quando a sensação é intensa, deve-se conversar com a equipe responsável para evitar o abandono do tratamento.
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Botão azul:
Conheça alternativas ao CPAP
Perguntas frequentes sobre máscara para CPAP
A mais confortável é aquela que apresenta tamanho adequado, boa vedação e menor quantidade de pontos de pressão para o paciente. O conforto depende do formato do rosto, da respiração e da posição de dormir.
As interfaces nasais costumam ser consideradas inicialmente e apresentam vantagens médias em diversos estudos. A máscara oronasal, porém, pode ser necessária em situações específicas.
Podem funcionar em diferentes pressões quando possuem boa vedação e são compatíveis com a terapia. A decisão não deve ser tomada apenas pela pressão programada.
Sim. É necessário escolher uma máscara estável, organizar o tubo e verificar se o travesseiro não desloca a interface.
O vazamento pode ocorrer por tamanho inadequado, posicionamento incorreto, peças desgastadas, movimentação, excesso de aperto ou incompatibilidade com o formato do rosto.
Não excessivamente. Apertar demais pode deformar a almofada, provocar marcas e até aumentar o vazamento.
A troca pode influenciar os vazamentos, o índice residual e a pressão necessária. Comunique mudanças importantes ao profissional responsável e não altere configurações por conta própria.
Pode ajudar em alguns casos de vazamento oral, mas a boca seca também pode estar relacionada a umidificação, obstrução nasal, medicamentos e baixa produção salivar.
Almofadas nasais e interfaces com menor contato sobre os pelos podem apresentar melhor vedação para algumas pessoas. É necessário experimentar e avaliar os vazamentos.
Ela deve permanecer estável sem compressão excessiva, não invadir os olhos nem pressionar os lábios e manter vedação ao mudar de posição.
Sim. As máscaras ventiladas possuem saídas planejadas para eliminar o ar expirado. Esses orifícios nunca devem ser bloqueados.
Não. A redução do ronco é positiva, mas o tratamento também deve ser avaliado por sintomas, dados registrados pelo aparelho e acompanhamento profissional.
Conclusão
A melhor máscara para CPAP é aquela que reúne três características: vedação, conforto e eficácia.
A escolha não deve ser baseada somente em marca, preço ou popularidade.
É necessário considerar:
- anatomia do rosto;
- respiração nasal ou oral;
- posição de dormir;
- pressão prescrita;
- movimentação;
- sensibilidade da pele;
- claustrofobia;
- vazamentos;
- dados registrados pelo equipamento.
Para a maioria das pessoas, uma interface nasal pode ser avaliada inicialmente. Entretanto, algumas necessitam de máscara oronasal ou de outro formato.
Quando existem vazamentos, desconforto ou dificuldade para usar o CPAP, o ideal é rever a interface antes de abandonar o tratamento.
Para conhecer também os equipamentos, consulte:
Qual é o melhor CPAP? Veja antes de escolher
Para entender outras opções de tratamento, consulte:
CPAP ou aparelho intraoral: qual é a melhor opção?
Referências científicas
- Genta PR, Kaminska M, Edwards BA, et al. The Importance of Mask Selection on Continuous Positive Airway Pressure Outcomes for Obstructive Sleep Apnea: An Official American Thoracic Society Workshop Report. Annals of the American Thoracic Society. 2020;17(10):1177–1185. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33000960/
- Chen LY, Chen YH, Hu SW, Lin MT, et al. In Search of a Better CPAP Interface: A Network Meta-analysis Comparing Nasal Masks, Nasal Pillows and Oronasal Masks. Journal of Sleep Research. 2022;31(6):e13686. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35821391/
- Rowland S, Aiyappan V, Hennessy C, et al. Comparing the Efficacy, Mask Leak, Patient Adherence, and Patient Preference of Three Different CPAP Interfaces to Treat Moderate-Severe Obstructive Sleep Apnea. Journal of Clinical Sleep Medicine. 2018;14(1):101–108. PubMed https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29198305/
- Andrade RGS, Viana FM, Nascimento JA, et al. Nasal vs Oronasal CPAP for OSA Treatment: A Meta-Analysis. Chest. 2018;153(3):665–674. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29273515/
- Patil SP, Ayappa IA, Caples SM, Kimoff RJ, Patel SR, Harrod CG. Treatment of Adult Obstructive Sleep Apnea with Positive Airway Pressure: An American Academy of Sleep Medicine Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Sleep Medicine. 2019;15(2):335–343. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30736887/
Confira a playlist de vídeos sobre ronco, apneia do sono e suas consequências
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Nossas unidades
📍 Campinas
Tratamento para Ronco em Campinas
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Tratamento para Ronco em Valinhos
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Tratamento para Ronco no Brooklin
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📍 Tatuapé
Tratamento para Ronco no Tatuapé
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😴Tratamento para o Ronco e Apneia do Sono
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