Saber como parar de roncar exige primeiro entender por que o ronco acontece. Em algumas pessoas, mudanças de hábitos e da posição de dormir podem ajudar. Em outras, o ronco está relacionado à obstrução das vias respiratórias ou à apneia obstrutiva do sono e precisa de avaliação.
O ronco ocorre quando o ar encontra dificuldade para atravessar as vias respiratórias durante o sono. Essa passagem estreitada torna o fluxo de ar turbulento e provoca a vibração dos tecidos da garganta.
Quando acontece ocasionalmente, após um resfriado, consumo de álcool ou uma noite de maior cansaço, o ronco pode ser temporário. Entretanto, quando é alto, frequente ou acompanhado de pausas respiratórias, engasgos e sonolência, merece investigação.
Portanto, a pergunta principal não deve ser apenas “como parar de roncar?”, mas também:
Por que estou roncando e existe alguma dificuldade respiratória durante o sono?
Resposta rápida: o que pode ajudar a parar de roncar?
Algumas medidas podem diminuir o ronco:
- dormir de lado;
- evitar bebidas alcoólicas perto do horário de dormir;
- não utilizar sedativos sem orientação;
- tratar rinite e congestão nasal;
- manter uma rotina regular de sono;
- controlar o peso quando necessário;
- evitar o tabagismo;
- investigar pausas respiratórias;
- procurar avaliação quando o ronco é frequente.
Essas medidas podem ajudar em casos leves e ocasionais, mas não substituem o diagnóstico quando existe suspeita de apneia.
Quando o ronco está relacionado ao fechamento da garganta durante o sono, podem ser considerados tratamentos como CPAP, aparelho intraoral individualizado, terapia posicional, terapia miofuncional e cirurgia em situações selecionadas.
O que é o ronco?
O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos das vias respiratórias superiores durante o sono.
Quando dormimos, ocorre um relaxamento natural da musculatura da língua, do palato e da garganta. Em algumas pessoas, esse relaxamento reduz o espaço para a passagem do ar.
Quanto mais estreita estiver a via respiratória, maior pode ser a turbulência do ar e a vibração dos tecidos.
O ronco pode variar de intensidade durante a noite e piorar de acordo com:
- posição corporal;
- fase do sono;
- congestão nasal;
- consumo de álcool;
- privação de sono;
- ganho de peso;
- uso de determinados medicamentos.
Roncar ocasionalmente pode acontecer, mas roncar quase todas as noites não deve ser considerado apenas uma característica normal do sono.
Entenda as diferenças
CPAP ou aparelho intraoral: qual é o melhor?
Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.
Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.
Agende sua avaliação pelo WhatsApp →A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Por que algumas pessoas roncam?
O ronco geralmente não possui uma única causa. Diferentes fatores podem contribuir ao mesmo tempo.
Entre os mais comuns estão:
- obstrução nasal;
- rinite;
- resfriado;
- desvio de septo;
- pólipos nasais;
- dormir de barriga para cima;
- excesso de peso;
- relaxamento da musculatura da garganta;
- posição posterior da mandíbula;
- deslocamento da língua em direção à garganta;
- amígdalas aumentadas;
- alterações do palato;
- consumo de álcool;
- uso de sedativos;
- tabagismo;
- envelhecimento;
- apneia obstrutiva do sono.
Por isso, uma solução que ajuda uma pessoa pode não produzir o mesmo resultado em outra.
Para compreender melhor a origem do problema, consulte o conteúdo sobre o que causa o ronco.
Como parar de roncar durante a noite?
Para diminuir o ronco durante a noite, algumas medidas podem ser experimentadas enquanto a causa é investigada.
Durma de lado
Dormir de barriga para cima pode favorecer o deslocamento da língua e do palato em direção à garganta.
Em pessoas com ronco ou apneia predominantemente posicional, dormir de lado pode reduzir o estreitamento da via respiratória.
Entretanto, essa mudança não controla todos os quadros. Quando existe apneia, o exame do sono ajuda a verificar se os eventos realmente diminuem na posição lateral.
Evite álcool próximo ao horário de dormir
O álcool pode aumentar o relaxamento da musculatura da garganta e favorecer o estreitamento das vias respiratórias.
Também pode prolongar ou intensificar eventos respiratórios em algumas pessoas.
Evitar o consumo nas horas que antecedem o sono pode diminuir o ronco, mas essa medida não substitui um tratamento indicado para apneia.
Cuide da respiração nasal
Rinite, congestão e outras alterações nasais aumentam a resistência à passagem do ar e podem favorecer a respiração pela boca.
O tratamento adequado pode:
- facilitar a respiração nasal;
- reduzir o ressecamento da boca;
- melhorar o conforto durante o sono;
- favorecer a adaptação ao CPAP;
- complementar outras terapias.
Desobstruir o nariz, porém, nem sempre resolve um estreitamento localizado atrás da língua ou na garganta.
Mantenha horários regulares de sono
A privação de sono pode aumentar o relaxamento muscular e piorar o ronco em algumas pessoas.
Manter horários mais regulares e reservar tempo suficiente para dormir pode colaborar com a qualidade do sono.
Controle o peso quando necessário
O excesso de tecido ao redor do pescoço e da garganta pode diminuir o espaço disponível para a passagem do ar.
A redução do peso pode melhorar o ronco e a gravidade da apneia em alguns pacientes, mas o resultado varia. Pessoas magras também podem roncar ou apresentar apneia devido a fatores anatômicos.
Não interrompa CPAP ou aparelho intraoral apenas porque emagreceu. Pode ser necessário repetir o exame do sono antes de modificar o tratamento.
Como parar de roncar imediatamente?
Não existe uma técnica instantânea e garantida que resolva todas as causas do ronco.
Algumas atitudes podem ajudar naquela noite:
- mudar a pessoa cuidadosamente para a posição lateral;
- evitar que ela permaneça de barriga para cima;
- cuidar de uma congestão nasal conhecida conforme orientação profissional;
- evitar álcool e sedativos;
- manter o quarto confortável e livre de fumaça;
- observar se existem pausas respiratórias ou engasgos.
Cutucar repetidamente, assustar ou acordar a pessoa pode interromper o som por alguns instantes, mas não trata a causa.
Se o ronco volta assim que a pessoa adormece, é provável que o estreitamento das vias respiratórias continue presente.
Quando o ronco pode ser sinal de apneia?
A apneia obstrutiva do sono ocorre quando a passagem do ar fica repetidamente reduzida ou bloqueada durante o sono, apesar do esforço para respirar.
Os principais sinais de alerta incluem:
- ronco alto e frequente;
- pausas respiratórias observadas;
- engasgos durante a noite;
- sensação de sufocamento;
- sono agitado;
- despertares repetidos;
- boca seca ao acordar;
- dor de cabeça pela manhã;
- cansaço mesmo após várias horas na cama;
- sonolência durante o dia;
- dificuldade de concentração;
- alterações de memória;
- irritabilidade;
- pressão arterial difícil de controlar;
- cochilos ou sono ao dirigir.
Uma pessoa pode roncar sem ter apneia. Também pode ter apneia sem perceber sonolência intensa.
Por isso, a intensidade do som ou a ausência de cansaço não são suficientes para excluir o problema.
Entenda melhor a diferença entre ronco e apneia do sono.
Ronco frequente faz mal?
O ronco frequente pode prejudicar o sono da própria pessoa e de quem dorme ao lado.
Quando está relacionado à apneia, podem ocorrer fragmentação do sono e quedas repetidas de oxigenação.
A apneia não tratada está associada a maior risco de:
- sonolência e acidentes;
- hipertensão arterial;
- alterações cardiovasculares;
- arritmias;
- alterações metabólicas;
- dificuldades de atenção e memória;
- prejuízo da qualidade de vida.
Essas associações não significam que todas as pessoas que roncam desenvolverão essas condições. O risco depende da presença e da gravidade da apneia, das quedas de oxigenação e de outros fatores clínicos.
Remédio para parar de roncar funciona?
Não existe um único medicamento que resolva todas as causas do ronco.
Sprays, gotas, pastilhas e produtos vendidos como “antirronco” podem oferecer sensação temporária de alívio quando existe ressecamento ou congestão nasal leve.
Isso não significa que tratem:
- deslocamento da língua;
- posição da mandíbula;
- estreitamento da garganta;
- apneia obstrutiva do sono;
- pausas respiratórias;
- quedas de oxigenação.
Medicamentos para rinite ou outras condições nasais podem ser indicados quando existe um diagnóstico específico, mas não devem ser utilizados indiscriminadamente.
Veja uma análise mais completa sobre remédio para ronco.
Adesivo nasal pode ajudar?
O adesivo nasal procura ampliar mecanicamente a entrada das narinas.
Ele pode melhorar a passagem do ar quando existe estreitamento na região nasal anterior. Porém, não avança a mandíbula nem impede o fechamento da garganta.
Assim, o adesivo pode ajudar algumas pessoas com dificuldade nasal, mas não deve ser considerado tratamento universal para ronco ou apneia.
Quando o problema está predominantemente no nariz, a avaliação otorrinolaringológica pode ser necessária.
Travesseiro antirronco funciona?
Um travesseiro pode ajudar a modificar a posição da cabeça e do corpo.
Em pessoas cujo ronco piora quando dormem de barriga para cima, essa mudança pode trazer algum benefício.
Entretanto, um travesseiro não trata necessariamente obstruções causadas pela língua, mandíbula, amígdalas, palato ou apneia não posicional.
O benefício depende da causa do ronco e da capacidade de manter a posição durante a noite.
Faixa antirronco pode dificultar a respiração?
Faixas que mantêm a boca fechada não devem ser utilizadas como solução genérica.
Fechar a boca não elimina uma obstrução na garganta. Dependendo do modelo e da posição exercida sobre a mandíbula, a faixa pode deslocá-la para trás e reduzir o espaço atrás da língua.
Além disso, pessoas com obstrução nasal podem sentir dificuldade para respirar quando a boca é mantida fechada.
A faixa não possui o mesmo mecanismo do aparelho intraoral individualizado, que posiciona a mandíbula de maneira planejada e ajustável.
Aparelho antirronco comprado pela internet é seguro?
Aparelhos genéricos vendidos pela internet podem parecer uma solução simples, mas exigem cuidado.
Sem avaliação prévia, a pessoa pode usar o produto sem saber se possui apneia.
O dispositivo pode reduzir o som do ronco e, ainda assim, não controlar adequadamente:
- apneias;
- hipopneias;
- quedas de oxigenação;
- despertares respiratórios.
Um aparelho mal adaptado também pode provocar:
- dor nos dentes;
- feridas;
- desconforto muscular;
- dor na articulação;
- salivação excessiva;
- boca seca;
- movimentação dentária;
- alterações da mordida;
- abandono do uso.
O tratamento não deve começar pela compra do dispositivo, mas pela identificação da causa.
Leia também se o aparelho antirronco comprado pela internet é seguro.
Como funciona o aparelho intraoral?
O aparelho intraoral individualizado é utilizado dentro da boca durante o sono.
O modelo mais empregado mantém a mandíbula em uma posição mais anterior. Esse avanço pode levar a língua para uma posição mais favorável e ampliar o espaço atrás dela.
O dispositivo pode:
- reduzir a vibração dos tecidos;
- diminuir o ronco;
- ampliar o espaço respiratório;
- reduzir eventos obstrutivos em pacientes selecionados.
O aparelho deve ser produzido de acordo com:
- dentes;
- gengivas;
- mordida;
- movimentos mandibulares;
- articulações;
- quantidade de avanço tolerada;
- necessidade de ajustes.
As diretrizes da American Academy of Sleep Medicine e da American Academy of Dental Sleep Medicine recomendam aparelhos individualizados e ajustáveis quando a terapia oral é escolhida, com acompanhamento odontológico adequado.
Conheça o aparelho intraoral para ronco e apneia.
Para quem o aparelho intraoral pode ser indicado?
O aparelho pode ser considerado principalmente para adultos com:
- ronco primário;
- apneia obstrutiva leve;
- determinados casos de apneia moderada;
- dificuldade persistente com o CPAP;
- preferência por uma alternativa clinicamente adequada;
- necessidade de uma opção portátil;
- indicação de terapia combinada.
A classificação da apneia não é o único critério.
Também precisam ser analisados:
- quedas de oxigenação;
- sonolência;
- doenças associadas;
- anatomia;
- condições dos dentes;
- saúde periodontal;
- próteses e implantes;
- capacidade de avançar a mandíbula;
- articulações;
- presença de bruxismo.
O aparelho pode ser usado na apneia grave?
Na apneia grave, o CPAP costuma permanecer entre as principais opções por sua capacidade de controlar grande quantidade de eventos respiratórios e melhorar a oxigenação.
O aparelho intraoral não deve ser apresentado como substituto automático.
Ele pode ser discutido em situações selecionadas, como intolerância persistente ao CPAP, impossibilidade de uso regular ou tratamento combinado.
Nesses casos, o resultado precisa ser confirmado por exame do sono.
Como funciona o CPAP?
O CPAP envia um fluxo de ar sob pressão por meio de uma máscara.
Essa pressão ajuda a impedir que as vias respiratórias se fechem durante o sono.
Quando está corretamente configurado e é utilizado regularmente, pode:
- reduzir apneias e hipopneias;
- melhorar a oxigenação;
- diminuir ou eliminar o ronco;
- reduzir microdespertares;
- melhorar a continuidade do sono;
- diminuir a sonolência em pacientes sintomáticos.
O CPAP pode ser indicado em diferentes graus de apneia, especialmente quando existem muitos eventos, quedas relevantes de oxigenação, sintomas importantes ou condições associadas.
Saiba o que é o CPAP e como funciona.
CPAP ou aparelho intraoral: qual é melhor?
Não existe uma opção melhor para todas as pessoas.
| Característica | CPAP | Aparelho intraoral |
|---|---|---|
| Mecanismo | Pressão positiva | Avanço mandibular |
| Forma de uso | Máscara e equipamento | Dispositivo dentro da boca |
| Energia elétrica | Necessária | Não utiliza |
| Portabilidade | Exige mais planejamento | Geralmente mais compacto |
| Controle respiratório | Geralmente mais amplo | Depende da seleção do paciente |
| Possíveis desconfortos | Máscara, vazamento e ressecamento | Dentes, músculos, articulações e mordida |
| Acompanhamento | Médico e equipe do sono | Médico e dentista capacitado |
O CPAP costuma controlar os eventos respiratórios de maneira mais previsível.
O aparelho intraoral pode oferecer boa adaptação e praticidade para pacientes adequadamente selecionados.
A melhor opção é aquela que combina:
- eficácia;
- segurança;
- adaptação;
- regularidade de uso;
- resultado confirmado.
Veja a comparação completa entre CPAP e aparelho intraoral.
O que fazer quando não existe adaptação ao CPAP?
Dificuldades comuns incluem:
- máscara desconfortável;
- vazamentos;
- boca seca;
- nariz entupido;
- irritação nasal;
- sensação de pressão;
- dificuldade para expirar;
- marcas no rosto;
- ruído;
- condensação no tubo;
- claustrofobia;
- retirada involuntária da máscara.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar:
- tipo e tamanho da máscara;
- regulagem das tiras;
- umidificação;
- temperatura do tubo;
- pressão;
- recurso de rampa;
- alívio expiratório;
- obstrução nasal;
- método de adaptação.
Quando essas medidas não resolvem a dificuldade, podem ser discutidas alternativas ao CPAP.
A terapia miofuncional pode ajudar?
A terapia miofuncional trabalha músculos da língua, dos lábios, da face e da garganta.
Pode colaborar com:
- posicionamento da língua;
- selamento labial;
- respiração nasal;
- coordenação muscular;
- estabilidade das vias respiratórias.
Ela pode ser utilizada como complemento ao aparelho intraoral, ao CPAP, à terapia posicional ou ao tratamento nasal.
As evidências sugerem benefício para pacientes selecionados, mas os exercícios não devem ser apresentados como substituição universal das demais terapias.
Cirurgia pode acabar com o ronco?
A cirurgia pode ser considerada quando existe uma alteração anatômica relevante.
Dependendo do caso, podem ser avaliados:
- nariz;
- amígdalas;
- palato;
- base da língua;
- mandíbula;
- maxila.
Os resultados dependem da origem e da localização da obstrução.
A cirurgia não é necessária para todas as pessoas e não deve ser indicada apenas pela intensidade do barulho. Quando existe apneia, um exame de controle pode ser necessário após o procedimento.
Como é feito o diagnóstico?
A investigação começa com uma avaliação do sono, dos sintomas e do histórico de saúde.
Podem ser analisados:
- há quanto tempo existe ronco;
- frequência e intensidade;
- presença de pausas respiratórias;
- engasgos;
- sonolência;
- cansaço;
- mudanças de peso;
- consumo de álcool;
- medicamentos;
- respiração nasal;
- posição da língua e da mandíbula;
- dentes e gengivas;
- mordida;
- bruxismo;
- articulações temporomandibulares.
Quando existe suspeita de apneia, pode ser solicitada polissonografia ou teste respiratório domiciliar, conforme a indicação.
Esses exames ajudam a avaliar:
- apneias;
- hipopneias;
- oxigenação;
- frequência cardíaca;
- posição corporal;
- ronco;
- esforço respiratório;
- estágios do sono, na polissonografia completa.
Qual é o melhor tratamento para parar de roncar?
O melhor tratamento depende da causa.
As principais opções incluem:
- mudanças de hábitos;
- controle do peso;
- tratamento nasal;
- terapia posicional;
- terapia miofuncional;
- aparelho intraoral individualizado;
- CPAP;
- cirurgia em situações selecionadas;
- combinação de tratamentos.
Em muitos casos, o resultado depende da associação de estratégias.
Uma pessoa pode precisar tratar a obstrução nasal e utilizar aparelho intraoral. Outra pode necessitar do CPAP. Outra pode apresentar ronco posicional e melhorar com mudanças de hábitos.
Por isso, não existe um tratamento único e ideal para todos.
Para conhecer as possibilidades de forma mais detalhada, consulte a página sobre tratamento para ronco.
Como saber se o tratamento está funcionando?
A diminuição do ronco é um sinal positivo, mas não comprova sozinha que a apneia foi controlada.
Também precisam ser observados:
- pausas respiratórias;
- engasgos;
- sonolência;
- qualidade do sono;
- frequência de uso do tratamento;
- índice residual do CPAP;
- vazamentos;
- conforto do aparelho intraoral;
- alterações nos dentes e na mordida;
- resultado do exame de controle.
Quando existe apneia, o exame realizado com o tratamento pode confirmar se houve redução adequada dos eventos e das quedas de oxigenação.
Quando procurar avaliação?
Procure avaliação quando o ronco:
- ocorre quase todas as noites;
- é alto ou progressivo;
- prejudica o descanso do casal;
- vem acompanhado de pausas respiratórias;
- provoca engasgos;
- está associado a cansaço;
- causa sonolência durante o dia;
- interfere na memória ou concentração;
- está relacionado a sono ao dirigir;
- não melhora com medidas simples.
Roncar não deve ser motivo de vergonha.
O ronco frequente é um sinal de que a respiração durante o sono pode precisar de atenção.
Onde encontrar avaliação para ronco e apneia?
O atendimento para avaliação das condições relacionadas ao ronco, à apneia e à possibilidade de uso do aparelho intraoral individualizado está disponível nas seguintes unidades:
- Tratamento para ronco e apneia em Campinas
- Tratamento para ronco e apneia em Valinhos
- Tratamento para ronco e apneia no Brooklin
- Tratamento para ronco e apneia no Tatuapé
A avaliação odontológica analisa dentes, gengivas, mordida, movimentos mandibulares, articulações e condições necessárias para a utilização do aparelho intraoral.
Quando necessário, o cuidado pode ser integrado ao acompanhamento médico, ao exame do sono e a outros profissionais.
Nossas unidades
📍 Campinas
Tratamento para Ronco em Campinas
Rua Antônio Lapa, 1020 – Cambuí – Campinas/SP
➡️ Saiba mais sobre a unidade de Campinas
📍 Valinhos
Tratamento para Ronco em Valinhos
Av. Joaquim Alves Corrêa, 4480 – Sala 1
➡️ Saiba mais sobre a unidade de Valinhos
📍 Brooklin
Tratamento para Ronco no Brooklin
R. Alcides Ricardini Neves, 12
➡️ Saiba mais sobre a unidade do Brooklin
📍 Tatuapé
Tratamento para Ronco no Tatuapé
R. Cantagalo, 692 – Conj. 618
➡️ Saiba mais sobre a unidade do Tatuapé
Perguntas frequentes sobre como parar de roncar
Dormir de lado, evitar álcool e cuidar da congestão nasal podem ajudar naquela noite. Entretanto, não existe uma solução rápida garantida para todas as causas.
Pode ajudar quando o ronco piora de barriga para cima. Essa medida não controla todos os casos de apneia.
A respiração pela boca pode estar relacionada à obstrução nasal ou à abertura da mandíbula durante o sono. É necessário investigar a causa, em vez de apenas manter a boca fechada.
Quando o ronco está associado a dificuldade nasal, o tratamento da rinite, da congestão ou de alterações anatômicas pode ajudar. Um otorrinolaringologista pode avaliar essa região.
Depende da causa. Em muitos casos, o ronco pode ser controlado ou bastante reduzido. Algumas condições exigem tratamento contínuo.
Pode ajudar quando é corretamente indicado. O aparelho individualizado posiciona a mandíbula de maneira mais favorável e precisa de ajustes e acompanhamento.
O CPAP costuma reduzir ou eliminar o ronco associado ao fechamento das vias respiratórias enquanto está sendo utilizado adequadamente.
Pode proporcionar alívio quando existe ressecamento ou congestão nasal leve, mas geralmente não trata obstruções localizadas na garganta.
Não deve ser ignorado. Ronco frequente, alto ou acompanhado de pausas respiratórias precisa ser investigado.
Conclusão
Para saber como parar de roncar, o primeiro passo é identificar a causa.
Mudanças na posição de dormir, redução do álcool, regularidade do sono, cuidados com o nariz e controle do peso podem ajudar algumas pessoas.
Em outros casos, o ronco pode estar relacionado à apneia e exigir tratamentos como CPAP, aparelho intraoral individualizado ou uma abordagem combinada.
O mais importante é não tratar apenas o som.
Quando o ronco é frequente, alto ou acompanhado de engasgos, pausas respiratórias, cansaço ou sonolência, é necessário avaliar a respiração durante o sono.
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Referências científicas
National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea Treatment
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment
National Heart, Lung, and Blood Institute — CPAP
https://www.nhlbi.nih.gov/health/cpap
American Academy of Sleep Medicine e American Academy of Dental Sleep Medicine — Clinical Practice Guideline for Oral Appliance Therapy
https://jcsm.aasm.org/doi/10.5664/jcsm.4858
American Academy of Sleep Medicine — Diagnostic Testing for Adult Obstructive Sleep Apnea
https://jcsm.aasm.org/doi/10.5664/jcsm.6506
Mayo Clinic — Snoring: Symptoms and Causes
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/snoring/symptoms-causes/syc-20377694
Mayo Clinic — Snoring: Diagnosis and Treatment
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/snoring/diagnosis-treatment/drc-20377701
