Procurar tratamento para ronco e apneia em Valinhos é importante quando o ronco se torna frequente, interfere no descanso ou aparece acompanhado de pausas respiratórias, engasgos e cansaço durante o dia.
O ronco acontece quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias e provoca a vibração dos tecidos da garganta. Em alguns pacientes, ele pode estar relacionado à apneia obstrutiva do sono, condição em que a passagem do ar fica repetidamente reduzida ou bloqueada durante a noite.
Por isso, o tratamento não deve apenas diminuir o barulho. O objetivo principal é identificar a causa, melhorar a respiração durante o sono e verificar se existem eventos respiratórios que precisam ser controlados.
A escolha pode envolver mudanças de hábitos, tratamento nasal, terapia posicional, CPAP, aparelho intraoral individualizado, terapia miofuncional, cirurgia em casos selecionados ou uma combinação dessas abordagens.
Agende uma avaliação em Valinhos
📍 Valinhos
Av. Joaquim Alves Corrêa, 4480 – Sala 1
Resposta rápida
O tratamento para ronco e apneia em Valinhos deve começar pela avaliação dos sintomas e, quando houver suspeita de apneia, pela realização de um exame do sono.
As principais opções incluem:
- controle do peso, quando necessário;
- redução do consumo de álcool próximo ao horário de dormir;
- tratamento da obstrução nasal;
- mudança da posição de dormir;
- CPAP ou APAP;
- aparelho intraoral individualizado;
- terapia miofuncional;
- avaliação otorrinolaringológica;
- cirurgia em casos selecionados;
- tratamentos combinados.
O CPAP utiliza pressão positiva para manter as vias respiratórias abertas. O aparelho intraoral posiciona a mandíbula de maneira mais favorável, podendo ampliar o espaço atrás da língua.
Não existe uma opção melhor para todas as pessoas. A indicação depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da oxigenação, dos sintomas, das condições bucais e da capacidade de utilizar o tratamento regularmente.
Entenda as diferenças
Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.
Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.
Agende sua avaliação pelo WhatsApp →A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Por que algumas pessoas roncam?
Durante o sono, ocorre um relaxamento natural da musculatura da língua e da garganta.
Em algumas pessoas, esse relaxamento reduz o espaço disponível para a passagem do ar. O fluxo se torna turbulento, os tecidos vibram e o ronco aparece.
Diferentes fatores podem contribuir:
- obstrução nasal;
- rinite ou resfriado;
- desvio de septo;
- dormir de barriga para cima;
- posição da língua;
- formato e posição da mandíbula;
- amígdalas aumentadas;
- palato mole alongado;
- excesso de peso;
- consumo de álcool;
- medicamentos sedativos;
- privação de sono;
- envelhecimento;
- características anatômicas individuais.
Mais de um fator pode estar presente ao mesmo tempo.
Entender o que causa o ronco ajuda a evitar tentativas genéricas que não atuam sobre a origem do problema.
Quando o ronco precisa ser investigado?
O ronco ocasional pode acontecer durante uma gripe, depois do consumo de álcool ou em uma noite de maior cansaço.
Entretanto, o ronco frequente merece atenção, principalmente quando é alto ou acompanhado de outros sinais.
Observe a presença de:
- pausas respiratórias percebidas por outra pessoa;
- períodos de silêncio seguidos de retomada ruidosa da respiração;
- engasgos;
- sensação de sufocamento;
- despertares frequentes;
- sono agitado;
- suor noturno;
- boca seca ao acordar;
- dor de cabeça pela manhã;
- cansaço persistente;
- sonolência durante o dia;
- dificuldade de memória ou concentração;
- irritabilidade;
- falta de disposição;
- pressão arterial difícil de controlar;
- sono ao dirigir.
A sonolência ao volante merece atenção especial porque pode aumentar o risco de acidentes.
A ausência de sonolência, porém, não exclui a apneia. Algumas pessoas apresentam poucos sintomas perceptíveis, mesmo com alterações respiratórias durante o sono.
Saiba também quando o ronco é preocupante.
Qual é a diferença entre ronco e apneia do sono?
O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos das vias respiratórias.
Na apneia obstrutiva do sono, a passagem do ar fica muito reduzida ou é interrompida repetidamente, apesar do esforço do organismo para respirar.
Uma pessoa pode roncar sem apresentar apneia. Também pode ter apneia sem produzir um ronco extremamente alto.
Por isso, não é possível definir a gravidade apenas pelo volume do barulho.
A redução do ronco também não comprova, sozinha, que a apneia foi controlada. Um produto ou tratamento pode diminuir a vibração dos tecidos sem eliminar todas as obstruções e quedas de oxigenação.
Entenda melhor a diferença entre ronco e apneia do sono.
Entenda suas opções
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Conheça as alternativas ao CPAP →A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Como é feita a avaliação do ronco e da apneia?
A avaliação começa com uma conversa detalhada sobre o sono, os sintomas e o histórico de saúde.
Podem ser abordados:
- quando o ronco começou;
- frequência e intensidade;
- pausas respiratórias percebidas;
- engasgos;
- despertares;
- qualidade do sono;
- cansaço e sonolência;
- mudanças de peso;
- consumo de álcool;
- medicamentos utilizados;
- doenças já diagnosticadas;
- tratamentos tentados;
- dificuldade de adaptação ao CPAP.
Também podem ser avaliadas estruturas relacionadas à respiração:
- nariz;
- garganta;
- língua;
- palato;
- posição da mandíbula;
- dentes;
- gengivas;
- mordida;
- músculos mastigatórios;
- articulações temporomandibulares;
- presença de bruxismo.
Quando o aparelho intraoral é considerado, a avaliação odontológica é fundamental para verificar se existe sustentação, mobilidade mandibular e saúde bucal compatíveis com o tratamento.
É necessário fazer polissonografia?
Quando existe suspeita de apneia, o exame do sono é importante para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade.
A polissonografia pode registrar informações como:
- fluxo respiratório;
- movimentos do tórax e do abdômen;
- oxigenação;
- frequência cardíaca;
- ronco;
- posição do corpo;
- movimentos durante o sono;
- estágios do sono;
- quantidade de apneias e hipopneias.
Em adultos selecionados, um teste respiratório domiciliar pode ser utilizado conforme indicação médica. Entretanto, ele não é adequado para todos os pacientes e pode registrar menos informações do que uma polissonografia completa em laboratório.
A American Academy of Sleep Medicine orienta que o teste domiciliar seja solicitado e interpretado dentro de uma avaliação abrangente do sono, e não utilizado isoladamente como simples rastreamento.
Como funciona o exame domiciliar?
No teste domiciliar, o paciente recebe um equipamento e orientações para dormir em casa utilizando sensores.
Dependendo do dispositivo, podem ser registrados:
- fluxo de ar;
- esforço respiratório;
- oxigenação;
- frequência cardíaca;
- ronco;
- posição de dormir.
A possibilidade de dormir no próprio quarto pode facilitar o exame para algumas pessoas.
Por outro lado, essa modalidade não registra todos os parâmetros de uma polissonografia completa e pode não ser apropriada quando existem outras doenças, suspeita de outros distúrbios do sono ou necessidade de uma investigação mais ampla.
O resultado deve ser interpretado em conjunto com os sintomas, as quedas de oxigenação e o histórico clínico.
Quais são as opções de tratamento?
O tratamento para ronco depende da causa do estreitamento das vias respiratórias.
Quando existe apneia, a escolha também considera a gravidade, a oxigenação e os riscos associados.
As principais possibilidades são:
- mudanças de hábitos;
- controle do peso;
- tratamento nasal;
- terapia posicional;
- CPAP ou APAP;
- aparelho intraoral individualizado;
- terapia miofuncional;
- avaliação cirúrgica em casos selecionados;
- associação de tratamentos.
O National Heart, Lung, and Blood Institute apresenta mudanças de hábitos, pressão positiva, dispositivos orais, exercícios orofaciais e cirurgia entre as possibilidades terapêuticas.
Para conhecer o conjunto das abordagens, consulte o conteúdo sobre tratamento da apneia do sono.
Como funciona o CPAP?
O CPAP envia um fluxo de ar sob pressão por meio de uma máscara.
Essa pressão ajuda a impedir que a garganta se feche durante o sono, funcionando como um suporte para manter a passagem respiratória aberta.
Quando está bem configurado e é utilizado regularmente, o CPAP pode:
- reduzir apneias e hipopneias;
- melhorar a oxigenação;
- diminuir o ronco;
- reduzir microdespertares;
- favorecer um sono mais contínuo;
- melhorar a sonolência em pacientes sintomáticos.
Existem diferentes tipos de máscara e configurações. A escolha precisa considerar o formato do rosto, a respiração nasal ou bucal, os vazamentos, a posição de dormir e o conforto.
Entenda o que é o CPAP e como ele funciona.
Toda pessoa com apneia precisa usar CPAP?
Não existe uma resposta única.
O CPAP pode ser utilizado em diferentes graus de apneia. Ele costuma ter papel especialmente importante quando existem:
- muitos eventos respiratórios;
- quedas relevantes de oxigenação;
- apneia grave;
- sonolência importante;
- doenças cardiovasculares;
- risco ocupacional;
- resposta insuficiente a outras abordagens.
Em outros pacientes, o aparelho intraoral, a terapia posicional, o controle do peso ou tratamentos combinados podem ser considerados.
A decisão não deve ser baseada apenas na classificação “leve”, “moderada” ou “grave”. Sintomas, oxigenação, doenças associadas e adesão também precisam ser avaliados.
O que fazer quando não existe adaptação ao CPAP?
Algumas pessoas apresentam dificuldade com:
- máscara desconfortável;
- vazamentos;
- boca seca;
- nariz entupido;
- irritação nasal;
- sensação de pressão;
- dificuldade para expirar;
- marcas no rosto;
- ruído;
- condensação no tubo;
- claustrofobia;
- retirada involuntária da máscara.
Antes de abandonar o tratamento, é importante verificar se essas dificuldades podem ser corrigidas.
Podem ser revistos:
- tipo e tamanho da máscara;
- regulagem das tiras;
- condição da almofada;
- umidificação;
- temperatura do tubo;
- configuração da pressão;
- recurso de rampa;
- alívio expiratório;
- presença de rinite ou obstrução nasal;
- método de adaptação.
Quando os problemas persistem, outras possibilidades podem ser discutidas conforme o diagnóstico.
Conheça as principais alternativas ao CPAP.
Como funciona o aparelho intraoral?
O aparelho intraoral individualizado é utilizado dentro da boca durante o sono.
O modelo mais empregado no tratamento do ronco e da apneia obstrutiva mantém a mandíbula levemente posicionada para a frente.
Esse posicionamento pode:
- levar a língua para uma posição mais anterior;
- ampliar o espaço atrás da língua;
- reduzir a vibração que produz o ronco;
- diminuir o estreitamento das vias respiratórias;
- reduzir eventos obstrutivos em pacientes selecionados.
O aparelho não envia ar e não depende de energia elétrica.
Ele precisa ser produzido de acordo com a boca, a mordida e os movimentos mandibulares do paciente. Também deve permitir ajustes progressivos.
As diretrizes conjuntas da American Academy of Sleep Medicine e da American Academy of Dental Sleep Medicine recomendam um dispositivo individualizado e ajustável quando a terapia oral é escolhida.
Saiba mais sobre o aparelho intraoral para ronco e apneia.
O que é a titulação?
Titulação é o ajuste gradual da posição da mandíbula.
O aparelho não precisa começar com o máximo de avanço.
A posição é modificada progressivamente, observando:
- redução do ronco;
- melhora dos engasgos;
- qualidade do sono;
- conforto;
- resposta dos músculos;
- condição das articulações;
- alterações na mordida;
- resultado respiratório.
O objetivo é encontrar uma posição que ofereça benefício sem avançar a mandíbula além do necessário.
Para quem o aparelho intraoral pode ser indicado?
O aparelho pode ser considerado principalmente em adultos com:
- ronco primário;
- apneia obstrutiva leve;
- determinados casos de apneia moderada;
- dificuldade persistente com o CPAP;
- preferência por uma alternativa, quando clinicamente possível;
- necessidade de uma opção portátil;
- indicação de tratamento combinado.
A escolha também depende de:
- exame do sono;
- quedas de oxigenação;
- sonolência;
- doenças associadas;
- estabilidade dos dentes;
- saúde da gengiva;
- próteses e implantes;
- capacidade de movimentar a mandíbula;
- condições das articulações;
- presença de bruxismo.
A terapia oral pode ser considerada em adultos que não toleram o CPAP ou preferem outra opção, desde que o aparelho seja corretamente indicado e acompanhado.
O aparelho intraoral pode ser usado na apneia grave?
Na apneia grave, o CPAP normalmente continua sendo uma das principais opções por sua capacidade de controlar muitos eventos respiratórios e melhorar a oxigenação.
O aparelho intraoral não deve ser apresentado como substituto automático.
Ele pode ser discutido em situações específicas, como:
- intolerância persistente ao CPAP;
- impossibilidade de uso regular;
- tratamento combinado;
- características anatômicas favoráveis;
- acompanhamento conjunto;
- confirmação do resultado por exame.
Mesmo quando o ronco diminui, é necessário verificar se o controle respiratório obtido é suficiente para a gravidade do caso.
Quem pode ter dificuldade para usar o aparelho?
Algumas condições exigem tratamento prévio ou planejamento cuidadoso:
- doença periodontal ativa;
- dentes com mobilidade;
- cáries extensas;
- próteses instáveis;
- poucos dentes para retenção;
- dor importante na mandíbula;
- travamento articular;
- limitação de abertura da boca;
- dificuldade de avançar a mandíbula.
Essas condições não significam que o aparelho seja impossível em todos os casos.
Pode ser necessário cuidar primeiro da saúde bucal, modificar o projeto ou considerar outra forma de tratamento.
Quem possui implantes ou próteses pode utilizar?
Pode ser possível.
A avaliação considera:
- número e distribuição dos dentes;
- posição dos implantes;
- estabilidade das próteses;
- tipo de prótese;
- saúde da gengiva;
- retenção disponível;
- forças produzidas pelo aparelho.
Implantes e próteses não representam contraindicação automática, mas precisam ser incluídos no planejamento.
Quem possui bruxismo pode usar aparelho intraoral?
O bruxismo também não impede automaticamente o tratamento.
Ele pode influenciar:
- escolha do material;
- espessura;
- desenho;
- resistência;
- retenção;
- desgaste;
- frequência das revisões.
Uma placa convencional para bruxismo não possui necessariamente a mesma função do aparelho respiratório.
A placa de bruxismo procura proteger os dentes e distribuir forças. O aparelho para ronco e apneia precisa controlar a posição mandibular para favorecer a passagem do ar.
O aparelho pode causar desconforto?
Alguns efeitos podem aparecer durante a adaptação:
- aumento da saliva;
- boca seca;
- pressão nos dentes;
- sensibilidade muscular;
- rigidez mandibular ao acordar;
- irritação da gengiva;
- sensação temporária de mordida diferente.
Muitos desses efeitos são transitórios ou podem ser controlados com orientações e ajustes.
Durante o uso prolongado, podem ocorrer mudanças na posição dos dentes ou na mordida. Por isso, o acompanhamento é necessário mesmo quando o aparelho está confortável.
Dor forte, progressiva ou persistente deve ser avaliada.
Qual é a diferença entre aparelho individualizado e produto comprado pela internet?
O aparelho individualizado é planejado com base em:
- exame dos dentes e gengivas;
- mordida;
- mobilidade mandibular;
- articulações;
- capacidade de retenção;
- quantidade de avanço necessária;
- sintomas;
- exame do sono;
- acompanhamento do resultado.
Produtos genéricos normalmente não oferecem a mesma avaliação, adaptação e possibilidade de ajustes.
Um dispositivo inadequado pode provocar:
- feridas;
- dor nos dentes;
- desconforto muscular;
- dor articular;
- salivação intensa;
- boca seca;
- alterações na mordida;
- dificuldade para respirar;
- abandono;
- falsa impressão de controle.
Diminuir o barulho não significa necessariamente tratar a apneia.
Entenda por que o aparelho anti-ronco comprado pela internet exige cuidado.
CPAP ou aparelho intraoral: qual escolher?
CPAP e aparelho intraoral atuam de maneiras diferentes.
| Característica | CPAP | Aparelho intraoral |
|---|---|---|
| Mecanismo | Pressão positiva | Reposicionamento mandibular |
| Forma de uso | Máscara e equipamento | Dispositivo dentro da boca |
| Energia elétrica | Necessária | Não utiliza |
| Portabilidade | Exige mais planejamento | Geralmente mais compacto |
| Controle dos eventos | Geralmente mais amplo | Depende da seleção do paciente |
| Acompanhamento | Médico e equipe do sono | Médico e dentista capacitado |
| Possíveis desconfortos | Máscara, vazamento e ressecamento | Dentes, músculos, articulações e mordida |
O CPAP geralmente apresenta maior capacidade de reduzir eventos respiratórios e melhorar a oxigenação.
O aparelho intraoral pode oferecer boa adaptação e praticidade para pacientes selecionados.
Não existe um vencedor universal. A melhor opção é aquela que oferece controle suficiente, segurança e possibilidade de uso regular.
Veja a comparação completa entre CPAP ou aparelho intraoral.
Mudanças de hábitos ajudam no tratamento?
Algumas medidas podem colaborar:
- manter horários regulares de sono;
- evitar álcool próximo ao horário de dormir;
- não fumar;
- controlar o peso;
- praticar atividade física compatível com a saúde;
- tratar a obstrução nasal;
- dormir de lado quando existe componente posicional;
- evitar privação de sono.
Essas medidas podem reduzir o ronco e melhorar a resposta a outros tratamentos.
Entretanto, nem sempre substituem CPAP ou aparelho intraoral.
Uma terapia não deve ser interrompida apenas porque houve emagrecimento ou melhora subjetiva. Pode ser necessário repetir o exame antes de modificar o tratamento.
Dormir de lado pode resolver?
Dormir de lado pode ajudar quando a apneia acontece principalmente de barriga para cima.
Nessa situação, a língua e o palato podem se deslocar mais facilmente em direção à garganta quando a pessoa está de costas.
A terapia posicional pode ser útil, mas não controla todos os quadros.
O exame do sono precisa mostrar:
- se os eventos realmente são mais frequentes de barriga para cima;
- se a mudança de posição os reduz a um nível adequado.
Tratar o nariz resolve o ronco e a apneia?
Rinite, congestão, pólipos e desvio de septo podem aumentar a resistência à passagem do ar.
O tratamento nasal pode:
- facilitar a respiração;
- diminuir a respiração pela boca;
- reduzir o ressecamento;
- melhorar a adaptação ao CPAP;
- complementar outras terapias.
Entretanto, desobstruir o nariz não garante o controle de um estreitamento localizado na garganta.
Em muitos pacientes, o cuidado nasal faz parte de uma abordagem combinada.
A cirurgia é sempre necessária?
Não.
A cirurgia é uma das possibilidades e costuma ser considerada quando existe uma alteração anatômica relevante ou quando outros tratamentos não produziram controle suficiente.
Dependendo do caso, podem ser avaliados:
- nariz;
- amígdalas;
- palato;
- língua;
- base da língua;
- mandíbula;
- maxila.
Cada procedimento possui indicações, benefícios e limitações.
Mesmo depois de uma cirurgia, pode ser necessário repetir o exame do sono para avaliar o resultado.
Como saber se o tratamento está funcionando?
A redução do ronco e a melhora da disposição são sinais positivos, mas não são suficientes para comprovar o controle da apneia.
Também podem ser avaliados:
- frequência de uso;
- pausas respiratórias;
- engasgos;
- sonolência;
- qualidade do sono;
- índice residual do CPAP;
- vazamentos;
- posição mandibular;
- conforto;
- dentes e gengivas;
- articulações;
- mordida;
- resultado do exame de controle.
Quando o aparelho intraoral é utilizado, um teste do sono com o dispositivo pode verificar se as apneias, hipopneias e quedas de oxigenação foram reduzidas adequadamente.
Por que o acompanhamento precisa continuar?
O corpo e a saúde mudam com o tempo.
Podem alterar o resultado:
- ganho ou perda de peso;
- envelhecimento;
- mudanças hormonais;
- novos medicamentos;
- surgimento de doenças;
- consumo de álcool;
- alterações dentárias;
- desgaste do aparelho;
- mudanças na pressão necessária no CPAP.
No acompanhamento do aparelho intraoral, podem ser observados:
- encaixe;
- retenção;
- desgaste;
- conforto;
- dentes;
- gengivas;
- articulações;
- mordida;
- retorno dos sintomas;
- necessidade de novos ajustes;
- necessidade de repetir o exame.
O tratamento costuma controlar o problema enquanto está sendo utilizado. Por isso, a reavaliação periódica faz parte do cuidado.
Como escolher o tratamento mais adequado?
A escolha pode ser organizada em cinco etapas.
Confirmar o diagnóstico
É necessário saber:
- se existe apneia;
- qual é o tipo;
- qual é a gravidade;
- como está a oxigenação;
- se os eventos pioram em determinada posição.
Avaliar sintomas e riscos
Devem ser considerados:
- sonolência;
- cansaço;
- engasgos;
- pressão arterial;
- doenças cardiovasculares;
- alterações metabólicas;
- risco ao dirigir;
- profissão.
Avaliar as vias respiratórias e a saúde bucal
A investigação pode incluir:
- nariz;
- garganta;
- língua;
- mandíbula;
- dentes;
- gengivas;
- mordida;
- articulações.
Discutir benefícios e limitações
O paciente precisa compreender:
- objetivo;
- eficácia esperada;
- possíveis desconfortos;
- necessidade de acompanhamento;
- frequência de uso;
- possibilidade de combinação.
Confirmar o resultado
A percepção de melhora é importante, mas pode não ser suficiente.
Quando existe apneia, o exame de controle ajuda a verificar se a respiração e a oxigenação foram realmente protegidas.
Agende sua avaliação em Valinhos
Roncar não deve ser motivo de vergonha.
O ronco frequente pode indicar que a respiração durante o sono precisa de atenção, principalmente quando existem pausas, engasgos, sonolência ou cansaço persistente.
A avaliação odontológica analisa as condições bucais relacionadas à possibilidade de utilização do aparelho intraoral individualizado. Quando necessário, o cuidado pode ser integrado ao acompanhamento médico, ao exame do sono e à avaliação de outros profissionais.
📍 Valinhos
Av. Joaquim Alves Corrêa, 4480 – Sala 1
Perguntas frequentes sobre tratamento para ronco e apneia em Valinhos
Não. Algumas pessoas apresentam ronco primário sem apneia. Entretanto, a avaliação e o exame do sono podem ser necessários para diferenciar as condições.
Sim. O peso é apenas um dos fatores. A anatomia da garganta, da língua, do palato e da mandíbula também pode contribuir.
Sim. Em algumas mulheres, os sintomas podem incluir cansaço, insônia, dor de cabeça, dificuldade de concentração e alterações de humor.
Algumas pessoas percebem melhora rapidamente. Outras precisam de adaptação e ajustes progressivos. Não é possível garantir o mesmo resultado para todos.
O termo mais adequado geralmente é controle. O aparelho atua enquanto é utilizado e precisa de acompanhamento para confirmar se permanece eficaz.
Pode ser possível. A indicação depende da posição e estabilidade dos implantes, dos dentes, das próteses, da gengiva e da retenção disponível.
Nem sempre. O bruxismo precisa ser considerado no material, no desenho, no desgaste e na frequência das revisões.
A mudança não deve ser feita por conta própria. A eficácia do aparelho precisa ser confirmada antes de modificar um tratamento prescrito.
Conclusão
O tratamento para ronco e apneia em Valinhos deve ser escolhido de acordo com a causa da dificuldade respiratória, a gravidade do quadro, a oxigenação e as características de cada paciente.
O CPAP utiliza pressão positiva e costuma oferecer grande capacidade de controle, especialmente quando existem muitos eventos respiratórios ou quedas importantes de oxigenação.
O aparelho intraoral individualizado mantém a mandíbula em uma posição mais favorável e pode ser considerado principalmente em casos de ronco, apneia leve, determinados quadros moderados e dificuldade persistente com o CPAP.
Mudanças de hábitos, tratamento nasal, terapia posicional, terapia miofuncional e cirurgia também podem fazer parte da estratégia.
O objetivo não é apenas silenciar o quarto. É melhorar a passagem do ar, proteger a oxigenação e favorecer um sono mais seguro e reparador.
Assuntos relacionados
- Tratamento para ronco
- Como parar de roncar
- Tratamento da apneia do sono
- Aparelho para ronco
- Aparelho intraoral para ronco e apneia
- CPAP ou aparelho intraoral
- Alternativas ao CPAP
Atendimento em outras unidades
O atendimento para avaliação do ronco, da apneia do sono e das condições necessárias para o uso do aparelho intraoral individualizado também está disponível em outras unidades.
Tratamento do ronco e da apneia em Campinas
Tratamento do ronco e da apneia em Hortolândia
Referências científicas
National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea Treatment
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment
National Heart, Lung, and Blood Institute — CPAP
https://www.nhlbi.nih.gov/health/cpap
National Heart, Lung, and Blood Institute — Living With Sleep Apnea
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/living-with
American Academy of Sleep Medicine — Diagnostic Testing for Adult Obstructive Sleep Apnea
https://aasm.org/resources/clinicalguidelines/diagnostic-testing-osa.pdf
American Academy of Sleep Medicine — Clinical Use of a Home Sleep Apnea Test
https://aasm.org/advocacy/position-statements/clinical-use-of-a-home-sleep-apnea-test-an-updated-american-academy-of-sleep-medicine-position-statement/
American Academy of Sleep Medicine e American Academy of Dental Sleep Medicine — Oral Appliance Therapy Clinical Practice Guideline
https://aasm.org/wp-content/uploads/2017/07/Oral_appliance-OSA.pdf
