Você ronca, recebeu diagnóstico de apneia do sono ou não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Uma avaliação clínica pode ajudar a entender melhor o seu caso e quais possibilidades de tratamento podem ser consideradas com segurança.
O objetivo não é simplesmente trocar um tratamento por outro. É analisar seus sintomas, exames, dificuldades com tratamentos anteriores e características individuais para determinar quais caminhos podem fazer sentido para você.
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Muitas pessoas sabem que precisam tratar a apneia, mas encontram dificuldades para utilizar o CPAP todas as noites.
Máscara desconfortável, sensação de claustrofobia, vazamento de ar, ressecamento, dificuldade com a pressão ou retirada do equipamento durante o sono são algumas das queixas mais frequentes.
Se isso está acontecendo com você, não significa que a apneia deva ficar sem tratamento.
O primeiro passo é compreender o motivo da dificuldade e avaliar se ajustes no próprio CPAP podem resolver o problema ou se outras alternativas ao CPAP podem ser consideradas.
Existem alternativas ao CPAP?
Sim, mas a escolha depende de cada caso.
Existem diferentes abordagens para o tratamento do ronco e da apneia do sono. Entre elas podem estar mudanças de hábitos, terapia posicional, tratamento de alterações nasais, controle de peso, terapia miofuncional, tratamentos cirúrgicos em casos selecionados, CPAP e aparelho intraoral.
O mais importante é entender que não existe uma alternativa única que seja adequada para todas as pessoas.
A gravidade da apneia, a oxigenação durante o sono, os sintomas, a anatomia das vias respiratórias e outros fatores precisam ser considerados.
Por isso, a avaliação individualizada é tão importante.
O aparelho intraoral pode ser uma opção para quem não tolera o CPAP?
Em pacientes selecionados, sim.
O aparelho intraoral utilizado para ronco e apneia atua principalmente promovendo um avanço controlado da mandíbula durante o sono, ajudando a manter a passagem do ar mais aberta.
Mas isso não significa que qualquer pessoa com apneia possa simplesmente substituir o CPAP por um aparelho.
A indicação depende do diagnóstico, da gravidade do quadro, da condição dos dentes, da articulação da mandíbula e de outros fatores clínicos.
Também existe uma diferença importante entre dispositivos genéricos encontrados na internet e um aparelho intraoral individualizado, ajustado e acompanhado clinicamente.
Você pode entender melhor esse tratamento na página sobre aparelho para ronco.
CPAP ou aparelho intraoral: qual é melhor?
Não existe uma resposta única.
O CPAP continua sendo um tratamento extremamente importante para a apneia do sono e pode ser especialmente necessário em determinados casos.
O aparelho intraoral pode ser considerado em outras situações, incluindo pacientes selecionados que apresentam dificuldade ou intolerância ao CPAP.
A pergunta mais útil não é:
“Qual aparelho é melhor?”
Mas:
“Qual tratamento é mais adequado e viável para o meu caso?”
Veja também a comparação completa entre CPAP ou aparelho intraoral.
E se meu problema for apenas o ronco?
O ronco também merece avaliação.
Em algumas pessoas, ele pode ocorrer sem apneia obstrutiva do sono. Em outras, entretanto, o ronco pode ser um dos sinais de obstrução das vias respiratórias durante o sono.
Ronco muito alto, pausas respiratórias observadas pelo parceiro, engasgos durante a noite, sono não reparador, dor de cabeça pela manhã e sonolência durante o dia são sinais que merecem atenção.
Por isso, antes de simplesmente tentar eliminar o barulho, é importante investigar por que você está roncando.
Conheça também as principais opções de tratamento para ronco.
Como funciona a avaliação para ronco e apneia?
Durante a avaliação, procuramos entender sua história de sono e as dificuldades que você está enfrentando.
Se você já utiliza ou tentou utilizar CPAP, é importante conversar sobre o que dificultou a adaptação.
Também são avaliados sintomas relacionados ao sono, tratamentos anteriores e condições da boca, dentes, mandíbula e articulações que possam ser relevantes para uma eventual terapia com aparelho intraoral.
Quando existe uma polissonografia, ela fornece informações fundamentais sobre a presença e a gravidade da apneia.
A partir desses dados, é possível discutir quais opções podem ser consideradas e quando é necessário o acompanhamento conjunto com outros profissionais da área do sono.
Já tenho polissonografia. Devo levar para a consulta?
Sim.
Se você já realizou uma polissonografia, leve o exame e o laudo para a avaliação.
Também é interessante trazer exames anteriores relacionados ao sono e informações sobre o CPAP caso já tenha utilizado o equipamento.
Esses dados ajudam a compreender melhor o seu histórico.
Nunca fiz polissonografia. Posso fazer a avaliação?
Sim.
Muitas pessoas procuram atendimento inicialmente por causa do ronco e ainda não sabem se apresentam apneia do sono.
Durante a avaliação, os sinais e sintomas podem indicar se existe necessidade de investigação complementar.
Quando houver suspeita de apneia, a realização de um exame do sono poderá ser necessária antes da definição do tratamento.
Como saber se o aparelho intraoral é indicado para mim?
Essa é justamente uma das perguntas que a avaliação procura responder.
Além dos exames relacionados ao sono, é necessário verificar dentes, gengivas, mordida, mandíbula e articulação temporomandibular.
O aparelho intraoral precisa ter suporte adequado e permitir um avanço mandibular de maneira controlada.
Quando indicado, o tratamento deve ser acompanhado e ajustado progressivamente.
Onde posso realizar a avaliação?
Os atendimentos são realizados em Campinas, Valinhos e São Paulo, nas regiões do Brooklin e Tatuapé.
Ao entrar em contato, informe a cidade onde prefere realizar sua avaliação para verificar os horários disponíveis.
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Você não precisa decidir sozinho qual tratamento utilizar.
Se o CPAP está sendo difícil de usar, se você continua roncando ou se deseja entender se existe outra possibilidade para o seu caso, uma avaliação pode ajudar a definir os próximos passos.
