O que fazer quando o ronco começa a piorar

O que fazer quando o ronco começa a piorar?

Se você sempre roncou um pouco, mas percebe que o ronco ficou mais frequente, mais intenso ou passou a incomodar muito mais, vale prestar atenção à mudança.

Às vezes, a piora acontece por fatores temporários, como nariz congestionado, maior consumo de álcool ou dormir mais tempo de barriga para cima. Em outras situações, pode acompanhar ganho de peso, mudanças anatômicas ou evolução de um distúrbio respiratório do sono.

Por isso, antes de simplesmente tentar abafar o barulho, é importante entender o que mudou e conhecer as possibilidades de tratamento para ronco.

Resposta rápida

Quando o ronco começa a piorar, observe se houve mudança na posição de dormir, peso, respiração nasal, consumo de álcool, medicamentos ou sintomas durante o dia. Se a piora persistir ou vier acompanhada de pausas respiratórias, engasgos, sono não reparador ou sonolência, é recomendável investigar a possibilidade de apneia do sono.

Entenda as diferenças

CPAP ou aparelho intraoral: qual é o melhor?

Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.

Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.

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A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.

Primeiro: descubra se foi apenas uma noite ruim ou uma tendência

O ronco pode mudar de uma noite para outra.

Dormir mais tempo de barriga para cima, estar resfriado ou consumir álcool podem fazer uma determinada noite parecer muito pior do que as anteriores. A intensidade do ronco tende a ser maior na posição supina, embora essa resposta varie entre as pessoas.

Se quiser entender especificamente essa oscilação, veja por que você pode roncar mais em algumas noites do que em outras.

O que merece mais atenção é perceber uma mudança que começa a se repetir: alguém que roncava ocasionalmente passa a roncar quase todas as noites ou um ronco habitual se torna progressivamente mais intenso.

Veja se o nariz passou a ficar mais congestionado

Rinite, alergias e outras formas de obstrução nasal podem aumentar a resistência à passagem do ar.

Um estudo populacional encontrou associação independente entre congestão nasal noturna e ronco habitual.

Portanto, se o ronco piorou junto com nariz entupido, crises alérgicas ou resfriado, essa mudança pode fornecer uma pista importante.

Isso não significa que qualquer spray nasal seja adequado. Quando a obstrução persiste, o ideal é investigar sua causa em vez de utilizar medicamentos indiscriminadamente.

Observe se o ronco piorou depois de consumir álcool

O álcool pode favorecer maior relaxamento das vias respiratórias durante o sono.

Uma revisão sistemática encontrou associação entre seu consumo e piora da intensidade do ronco e de outros parâmetros respiratórios em determinados indivíduos.

Se você percebe que as noites piores coincidem com o consumo de bebida alcoólica, reduzir esse fator pode ser uma experiência prática útil.

Porém, se o ronco continua piorando mesmo sem álcool, provavelmente existem outros fatores envolvidos.

Houve mudança de peso?

O ganho de peso pode modificar características das vias respiratórias e é reconhecido entre os fatores relacionados à apneia obstrutiva do sono. A evolução do peso também já foi associada à progressão de distúrbios respiratórios do sono em estudos de acompanhamento.

Isso não significa que ronco seja um problema exclusivo de pessoas com excesso de peso.

Pessoas magras também podem roncar ou apresentar apneia devido a características anatômicas da mandíbula, língua, palato, garganta e outras estruturas.

Para uma explicação mais ampla, consulte o que causa o ronco.

Algum medicamento foi iniciado ou alterado?

Se a piora coincidiu com o início ou mudança de uma medicação, essa informação deve ser levada ao profissional que a prescreveu.

Alguns medicamentos podem interferir no sono, no tônus muscular ou na respiração, mas não é seguro interromper ou alterar uma prescrição por conta própria.

O mais útil é registrar quando a piora começou e conversar com o médico sobre essa coincidência.

Roncar mais alto significa que a apneia piorou?

Não necessariamente.

O volume do ronco, isoladamente, não mede a gravidade da apneia. Entretanto, uma mudança persistente no padrão respiratório merece atenção quando vem acompanhada de outros sintomas.

A apneia obstrutiva do sono envolve episódios repetidos de redução ou interrupção da passagem de ar durante o sono e pode apresentar evolução ao longo do tempo em alguns pacientes.

Observe principalmente a presença de:

  • pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
  • engasgos durante a noite;
  • despertares com sensação de falta de ar;
  • sono pouco reparador;
  • dor de cabeça ao acordar;
  • sonolência importante durante o dia;
  • dificuldade de concentração.

Esses sinais não permitem fazer diagnóstico pela internet, mas aumentam a importância de uma avaliação adequada.

O que fazer durante as próximas noites?

Em vez de trocar imediatamente de travesseiro, comprar sprays ou testar vários produtos, tente registrar o padrão.

Anote por alguns dias:

  • quando o ronco parece ter piorado;
  • se estava dormindo de costas ou de lado;
  • presença de congestão nasal;
  • consumo de álcool;
  • mudança recente de peso;
  • medicamentos utilizados;
  • presença de engasgos ou pausas respiratórias;
  • como você se sente ao acordar.

Essas informações podem ajudar bastante durante uma avaliação profissional.

Quando procurar avaliação odontológica?

A avaliação em Odontologia do Sono pode ser útil quando o ronco se torna frequente, aumenta progressivamente ou não melhora com medidas simples.

Podem ser avaliadas características da mandíbula, mordida, língua, dentes, gengivas e articulações, além da possibilidade de utilização de um aparelho para ronco quando houver indicação.

Diretrizes reconhecem aparelhos orais como opção terapêutica para ronco primário e para determinados pacientes com apneia obstrutiva do sono, desde que exista avaliação e acompanhamento adequados.

Quando existe suspeita de apneia, porém, a investigação não deve se limitar ao exame odontológico. O diagnóstico pode exigir avaliação clínica e um exame do sono apropriado.

Onde realizar uma avaliação do ronco?

O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação odontológica das estruturas bucais, da mordida e das condições necessárias para o uso de aparelho intraoral individualizado em casos selecionados de ronco e apneia obstrutiva do sono.

Os atendimentos são realizados em São Paulo, Campinas e Valinhos.

Tratamento do ronco e da apneia em Campinas

Tratamento do ronco e da apneia em Valinhos

Tratamento do ronco e da apneia em Hortolândia

Tratamento do ronco e da apneia no Brooklin

Tratamento do ronco e da apneia no Tatuapé

Perguntas frequentes

Meu ronco piorou de repente. Devo me preocupar?

Uma piora isolada pode acontecer por posição, resfriado, congestão nasal ou álcool. Se a mudança persistir ou vier acompanhada de pausas respiratórias e sintomas durante o dia, vale procurar avaliação.

Ganhar peso pode fazer o ronco piorar?

Pode contribuir em algumas pessoas, mas não é a única explicação. Anatomia das vias respiratórias, posição de dormir, nariz congestionado e apneia também podem participar.

Dormir de lado pode ajudar quando o ronco piora?

Pode ajudar principalmente quando o problema é dependente da posição. Estudos mostram que o ronco tende a ser mais intenso de barriga para cima em determinados pacientes.

Ronco mais alto significa apneia mais grave?

Não necessariamente. A intensidade do som não deve ser utilizada isoladamente para determinar a presença ou gravidade da apneia.

Quando devo fazer um exame do sono?

A indicação depende da avaliação clínica. Pausas respiratórias, engasgos, sonolência e outros sinais de suspeita de apneia podem justificar investigação com polissonografia ou teste domiciliar apropriado.

Conclusão

Quando o ronco começa a piorar, a melhor estratégia não é apenas procurar algo para silenciar o som.

Primeiro observe o que mudou: posição, nariz, álcool, peso, medicamentos e sintomas associados.

Se a piora se tornar persistente, principalmente quando aparecem pausas respiratórias, engasgos ou sonolência durante o dia, é importante investigar a causa.

Para conhecer as diferentes possibilidades de avaliação e tratamento para ronco, consulte a página central do nosso conteúdo sobre o tema.

Referências científicas

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PubMed – Progression of snoring and obstructive sleep apnoea

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Dr Paulo Coelho

Dr. Paulo Coelho é graduado em Odontologia e Psicanálise, com especialização em Ortodontia, DTM e Dor Orofacial. Possui Mestrado em Ortodontia e Doutorado em Psicanálise, com ênfase em Distúrbios do Sono, integrando conhecimentos da saúde bucal e emocional para uma abordagem mais completa do paciente.

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