O tratamento apneia obstrutiva do sono vale a pena porque não se trata apenas de eliminar o ronco ou dormir melhor. Estamos falando de corrigir um distúrbio respiratório que compromete a oxigenação do corpo durante a noite e afeta diretamente o coração, o cérebro e o metabolismo.
Muitas pessoas convivem anos com a apneia sem diagnóstico, achando que o cansaço constante, a irritabilidade e a sonolência fazem parte da rotina. A verdade é que tratar a apneia muda profundamente a saúde e a qualidade de vida.
O que é a apneia obstrutiva do sono?
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é caracterizada por colapsos repetidos da via aérea superior durante o sono, que interrompem parcial ou totalmente a respiração por pelo menos 10 segundos.
Esses episódios podem ocorrer dezenas ou até centenas de vezes por noite, levando a quedas frequentes da oxigenação sanguínea e fragmentação do sono.
Por que a via aérea colapsa durante o sono?
Durante o sono, há relaxamento natural dos músculos da garganta. Em pessoas com fatores anatômicos ou funcionais, esse relaxamento é excessivo, causando:
- queda da língua para trás,
- estreitamento da faringe,
- vibração dos tecidos moles (ronco),
- bloqueio temporário do fluxo de ar (apneia).
Como funciona a fisiologia da apneia no organismo?
Cada episódio de apneia desencadeia uma reação em cadeia no corpo:
Hipóxia intermitente
A interrupção da respiração reduz o oxigênio no sangue. Essa hipóxia repetida gera estresse oxidativo e inflamação sistêmica.
Ativação do sistema nervoso simpático
O cérebro “acorda” o corpo para voltar a respirar, liberando adrenalina. Isso eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca.
Fragmentação do sono
Mesmo sem despertar completo, os microdespertares impedem o sono profundo e restaurador.
O resultado é um organismo constantemente em estado de alerta, mesmo durante o descanso.
Qual é o impacto da apneia obstrutiva do sono no sistema cardiovascular?
O impacto cardiovascular é um dos pontos que mais justificam por que o tratamento apneia obstrutiva do sono vale a pena.
Estudos do National Institutes of Health e da American Academy of Sleep Medicine demonstram associação direta entre AOS e:
- hipertensão arterial resistente,
- arritmias cardíacas,
- fibrilação atrial,
- infarto do miocárdio,
- acidente vascular cerebral (AVC),
- insuficiência cardíaca.
A hipóxia intermitente e a ativação simpática crônica danificam o endotélio vascular, favorecendo aterosclerose e sobrecarga do coração.
A apneia também afeta o cérebro e o metabolismo?
Sim, de forma significativa. A redução repetida de oxigênio compromete áreas cerebrais ligadas à memória, atenção e controle emocional.
Pacientes com apneia não tratada apresentam maior risco de:
- déficit de memória e concentração,
- ansiedade e depressão,
- sonolência diurna excessiva,
- acidentes de trânsito e trabalho.
No metabolismo, a fragmentação do sono altera hormônios como leptina e grelina, aumentando o apetite e favorecendo obesidade e resistência à insulina.
Como é feito o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono?
O diagnóstico é confirmado por meio da polissonografia, exame que avalia simultaneamente:
- fluxo respiratório,
- oxigenação do sangue,
- esforço respiratório,
- frequência cardíaca,
- estágios do sono.
Atualmente, a polissonografia domiciliar tem ampliado o acesso ao diagnóstico, mantendo confiabilidade para muitos pacientes.
Quais são as opções de tratamento disponíveis?
O tratamento deve ser individualizado, considerando gravidade, anatomia e adaptação do paciente.
Mudanças de hábitos
Indicadas como base do tratamento:
- controle do peso,
- evitar álcool e sedativos à noite,
- dormir de lado,
- melhorar a higiene do sono.
CPAP: quando é indicado?
O CPAP mantém a via aérea aberta por meio de pressão positiva contínua. É considerado padrão ouro para apneia moderada a grave, mas nem todos conseguem se adaptar ao uso diário.
Aparelho para Ronco e Apneia: uma alternativa eficaz
Para quem não se adapta ao CPAP, o Aparelho para Ronco e Apneia (aparelho intraoral) é uma alternativa cientificamente validada, especialmente nos casos leves e moderados.
Ele atua avançando a mandíbula, o que:
- reposiciona a língua,
- reduz o colapso da faringe,
- melhora o fluxo de ar durante o sono.
Estudos publicados no PubMed mostram melhora significativa do índice de apneia-hipopneia e da qualidade do sono com esse tipo de dispositivo.
O tratamento realmente muda a qualidade de vida?
Sim, e de forma consistente. Pacientes tratados relatam:
- mais energia durante o dia,
- redução da sonolência,
- melhora do humor e da concentração,
- queda da pressão arterial,
- sono mais profundo e contínuo.
Além disso, há impacto positivo no relacionamento, já que o ronco e os despertares noturnos diminuem.
O tratamento apneia obstrutiva do sono vale a pena a longo prazo?
Vale, especialmente quando pensamos em prevenção. Tratar a apneia reduz o risco de eventos cardiovasculares futuros, protege o cérebro e melhora o envelhecimento saudável.
Ignorar a apneia é permitir que o corpo envelheça sob estresse constante.
FAQs – Tratamento apneia obstrutiva do sono
Sim, pois evita progressão e complicações futuras.
Na maioria dos casos, sim, pois age na causa do problema.
Sim, especialmente quando a apneia é fator contribuinte.
É contínuo, mas pode ser ajustado conforme evolução clínica.
Sim, especialmente com aparelhos intraorais bem indicados.
Conclusão: tratar a apneia é investir em vida e longevidade
O tratamento apneia obstrutiva do sono vale a pena porque ele vai além do conforto noturno. Trata-se de proteger o coração, o cérebro e todo o equilíbrio do organismo.
Buscar diagnóstico, compreender as opções terapêuticas e iniciar o tratamento adequado é um passo fundamental para viver com mais energia, clareza mental e segurança cardiovascular. Dormir bem não é um luxo — é uma necessidade biológica essencial.
Referências internacionais
Sleep Medicine Reviews – Cardiovascular consequences of OSA
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32359921/
American Academy of Sleep Medicine (AASM)
https://aasm.org
National Institutes of Health (NIH) – Sleep Apnea
https://www.nhlbi.nih.gov/health-topics/sleep-apnea
Punjabi NM. The Epidemiology of Adult Obstructive Sleep Apnea.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18250205/
Peppard PE et al. Sleep-Disordered Breathing and Cardiovascular Risk.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23589584/
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