O aparelho intraoral para ronco e apneia é um dispositivo odontológico utilizado durante o sono para manter a mandíbula em uma posição mais favorável à passagem do ar.
O modelo mais utilizado é o aparelho de avanço mandibular. Ele posiciona a mandíbula levemente para a frente, ajudando a ampliar o espaço atrás da língua e a reduzir o estreitamento das vias respiratórias.
Esse mecanismo pode contribuir para:
- reduzir a intensidade e a frequência do ronco;
- melhorar a passagem do ar;
- diminuir o esforço respiratório;
- reduzir eventos obstrutivos em pacientes selecionados;
- melhorar a qualidade do sono;
- diminuir a sonolência quando ela está relacionada ao problema respiratório.
O aparelho intraoral não é indicado da mesma maneira para todas as pessoas. O resultado depende do diagnóstico, da anatomia, da gravidade da apneia, das condições dos dentes e gengivas, da capacidade de movimentar a mandíbula e da adaptação ao tratamento.
Diretrizes da American Academy of Sleep Medicine e da American Academy of Dental Sleep Medicine recomendam, quando a terapia oral é escolhida, o uso de um aparelho individualizado e ajustável, acompanhado por dentista capacitado.
Resposta rápida
O aparelho intraoral pode ser indicado para ronco primário e para determinados casos de apneia obstrutiva do sono.
Ele costuma ser considerado principalmente quando:
- existe ronco frequente;
- a apneia é leve ou moderada;
- o paciente não se adapta ao CPAP;
- o paciente prefere uma alternativa, quando clinicamente possível;
- os dentes e as gengivas apresentam condições adequadas;
- a mandíbula possui mobilidade suficiente;
- existe acompanhamento clínico e exame de controle.
O aparelho não deve ser comprado apenas para silenciar o ronco. Antes do tratamento, é importante saber se existe apneia do sono e qual é a gravidade do problema.
Entenda as diferenças
CPAP ou aparelho intraoral: qual é o melhor?
Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.
Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.
Agende sua avaliação pelo WhatsApp →A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
O que é um aparelho intraoral?
O aparelho intraoral é um dispositivo colocado dentro da boca durante o sono.
Ele fica apoiado nos dentes superiores e inferiores e mantém a mandíbula em uma posição planejada.
Existem diferentes tipos de dispositivos orais, mas o aparelho de avanço mandibular é o mais associado ao tratamento do ronco e da apneia obstrutiva do sono.
O aparelho adequado deve ser:
- confeccionado para a boca do paciente;
- compatível com sua mordida;
- ajustável;
- estável durante o sono;
- confortável;
- resistente;
- acompanhado periodicamente;
- avaliado em relação ao resultado respiratório.
O National Heart, Lung, and Blood Institute apresenta os dispositivos orais como uma das possibilidades terapêuticas para pacientes que não desejam utilizar ou não toleram o CPAP.
Como funciona o aparelho intraoral?
Durante o sono, ocorre relaxamento natural dos músculos da língua e da garganta.
Em algumas pessoas, a língua e os tecidos próximos se deslocam para trás, reduzindo o espaço disponível para a passagem do ar. Quando o ar atravessa essa região estreita, os tecidos podem vibrar e produzir o ronco.
Se o estreitamento se torna mais intenso, podem ocorrer reduções ou interrupções da respiração características da apneia obstrutiva do sono.
O aparelho intraoral mantém a mandíbula levemente avançada. Esse posicionamento pode:
- levar a língua para uma posição mais anterior;
- aumentar o espaço atrás da língua;
- reduzir o colapso dos tecidos da garganta;
- favorecer a passagem do ar;
- diminuir a vibração que produz o ronco.
O aparelho não envia ar para a garganta. Ele atua de maneira mecânica, modificando a posição mandibular durante o sono.
Essa é uma diferença importante em relação ao CPAP, que utiliza pressão positiva para manter as vias respiratórias abertas.
Aparelho intraoral e aparelho para ronco são a mesma coisa?
Nem sempre.
A expressão aparelho para ronco é ampla e popular. Ela pode ser usada para diferentes produtos, como:
- dispositivos bucais genéricos;
- aparelhos termomoldáveis;
- dilatadores nasais;
- faixas mandibulares;
- dispositivos de retenção da língua;
- aparelhos intraorais individualizados.
Já o aparelho intraoral de avanço mandibular é um dispositivo odontológico planejado para a boca, a mordida e a necessidade de avanço de cada paciente.
Portanto, todo aparelho intraoral pode ser chamado popularmente de aparelho para ronco, mas nem todo produto divulgado como “aparelho anti-ronco” é um aparelho intraoral individualizado.
Aparelho intraoral é igual à placa de bruxismo?
Não.
A placa para bruxismo e o aparelho intraoral para ronco possuem objetivos diferentes.
A placa de bruxismo é utilizada principalmente para proteger os dentes, distribuir forças e auxiliar no controle de determinados sintomas relacionados ao apertamento ou ranger dos dentes.
O aparelho para ronco e apneia precisa controlar a posição da mandíbula durante o sono para favorecer a passagem do ar.
Embora os dois dispositivos sejam usados dentro da boca, eles diferem em:
- desenho;
- finalidade;
- mecanismo de ação;
- forma de ajuste;
- acompanhamento;
- critérios de indicação.
Uma placa convencional de bruxismo não deve ser considerada automaticamente um tratamento para apneia.
Para quem o aparelho intraoral pode ser indicado?
O aparelho pode ser considerado em casos de:
- ronco primário;
- apneia obstrutiva leve;
- determinados casos de apneia moderada;
- dificuldade de adaptação ao CPAP;
- preferência por uma terapia alternativa;
- apneia que piora em determinadas posições;
- necessidade de tratamento portátil;
- associação com outras abordagens.
As diretrizes clínicas reconhecem a terapia oral para adultos com apneia obstrutiva que não toleram o CPAP ou preferem outra opção, desde que exista indicação clínica adequada.
A indicação não depende apenas do índice de apneia.
Também devem ser considerados:
- quedas de oxigenação;
- sonolência;
- doenças cardiovasculares;
- peso;
- anatomia das vias respiratórias;
- posição dos eventos;
- saúde bucal;
- capacidade de avançar a mandíbula;
- resposta esperada;
- possibilidade de acompanhamento.
Leia também:
Quando usar aparelho intraoral para ronco e apneia?
O aparelho intraoral pode tratar apneia moderada?
Pode ser considerado em determinados casos de apneia moderada.
Entretanto, a palavra “moderada” não é suficiente para definir a indicação.
Duas pessoas com o mesmo índice de apneia podem apresentar diferenças importantes em:
- oxigenação;
- sonolência;
- posição dos eventos;
- peso;
- anatomia;
- doenças associadas;
- resposta ao avanço mandibular;
- tolerância ao CPAP.
Por isso, a decisão deve ser individualizada.
Em quadros moderados, é especialmente importante confirmar o resultado por meio de acompanhamento e, quando indicado, exame do sono utilizando o aparelho.
O aparelho intraoral pode tratar apneia grave?
O CPAP costuma ter papel central no tratamento da apneia grave porque apresenta grande capacidade de controlar eventos respiratórios e melhorar a oxigenação.
O aparelho intraoral não deve ser apresentado como substituto automático do CPAP nesses casos.
Entretanto, existem situações em que o aparelho pode ser discutido, por exemplo:
- impossibilidade persistente de usar o CPAP;
- necessidade de tratamento combinado;
- uso durante viagens;
- redução parcial do risco enquanto outra solução é organizada;
- características clínicas específicas;
- decisão compartilhada com a equipe responsável.
A escolha precisa ser feita com maior cautela e acompanhamento médico.
Para comparar as duas formas de tratamento, consulte:
CPAP ou aparelho intraoral: qual é a melhor opção?
Quem não deve usar o aparelho sem uma avaliação cuidadosa?
Algumas condições podem exigir tratamento prévio, adaptação do projeto ou até contraindicar o uso.
Entre elas estão:
- doença periodontal ativa;
- dentes com mobilidade;
- cáries não tratadas;
- poucos dentes para retenção;
- próteses instáveis;
- dor importante na articulação temporomandibular;
- travamento mandibular;
- limitação significativa de abertura da boca;
- dificuldade para avançar a mandíbula;
- alterações severas na mordida;
- apneia grave sem acompanhamento;
- falta de diagnóstico;
- expectativa de cura garantida.
Essas condições não significam que o aparelho seja sempre impossível. Significam que a indicação exige cuidado e planejamento individual.
Como é feita a avaliação?
A avaliação deve começar antes da confecção do aparelho.
São analisados:
- sintomas do paciente;
- frequência do ronco;
- presença de pausas respiratórias;
- engasgos;
- sonolência;
- exame do sono;
- dentes;
- gengivas;
- próteses e implantes;
- mordida;
- movimentos mandibulares;
- músculos mastigatórios;
- articulações;
- bruxismo;
- respiração nasal;
- capacidade de utilizar o aparelho regularmente.
A AADSM destaca que etapas essenciais, como exame clínico completo, registros dentários e registro da mordida, precisam ser realizadas presencialmente para garantir precisão e segurança.
É necessário fazer polissonografia?
Quando existe suspeita de apneia, o exame do sono é muito importante.
Ele pode mostrar:
- quantidade de apneias e hipopneias;
- gravidade;
- quedas de oxigenação;
- relação com a posição de dormir;
- frequência cardíaca;
- fragmentação do sono;
- presença de outros distúrbios.
O aparelho não deve ser utilizado apenas com base no volume do ronco.
Uma pessoa pode roncar menos e continuar apresentando eventos respiratórios. Por isso, o diagnóstico e a avaliação do resultado não devem depender somente do relato do parceiro.
Como é confeccionado o aparelho intraoral?
Depois da avaliação e da indicação, são realizados registros da boca.
O processo pode incluir:
- exame dos dentes e gengivas;
- escaneamento digital ou moldagens;
- registro da mordida;
- análise dos movimentos mandibulares;
- definição de uma posição inicial;
- confecção individualizada;
- instalação;
- orientações de uso e higiene;
- ajustes progressivos;
- acompanhamento do resultado.
O aparelho deve ficar estável, sem pressionar excessivamente os dentes ou machucar os tecidos.
O que é a titulação?
Titulação é o ajuste progressivo da posição mandibular.
O aparelho não deve ser avançado ao máximo desde a primeira noite.
Normalmente, começa-se com uma posição que permita adaptação. Depois, a mandíbula é avançada gradualmente, conforme:
- resposta do ronco;
- sintomas;
- conforto;
- qualidade do sono;
- efeitos musculares;
- condição das articulações;
- adaptação dos dentes;
- resultado respiratório.
O objetivo é encontrar a menor quantidade de avanço capaz de produzir benefício clínico, evitando deslocamentos desnecessários.
Mais avanço não significa automaticamente melhor resultado.
Em quanto tempo aparecem os resultados?
Alguns pacientes percebem redução do ronco nas primeiras noites.
Outros precisam de semanas de adaptação e ajustes.
O tempo depende de:
- causa do ronco;
- gravidade da apneia;
- posição mandibular inicial;
- quantidade de avanço necessária;
- adaptação muscular;
- frequência de uso;
- obstrução nasal;
- posição de dormir;
- peso;
- consumo de álcool;
- presença de outras alterações respiratórias.
Leia a explicação completa:
Em quanto tempo o aparelho para ronco começa a dar resultados?
Como saber se o aparelho está funcionando?
A diminuição do ronco é um sinal positivo, mas não é o único critério.
Também devem ser observados:
- redução de engasgos;
- menos pausas respiratórias;
- melhora da sonolência;
- maior disposição;
- menos despertares;
- uso regular;
- conforto;
- estabilidade do aparelho;
- condição da mordida;
- saúde dos dentes;
- resposta das articulações;
- resultado do exame de controle.
Quando existe diagnóstico de apneia, pode ser necessário realizar um exame utilizando o aparelho para verificar se os eventos e as quedas de oxigenação foram realmente controlados.
O NHLBI recomenda acompanhamento regular para confirmar que o tratamento da apneia continua funcionando.
O aparelho precisa ser usado todas as noites?
Em geral, o aparelho atua enquanto está sendo utilizado.
Quando o paciente dorme sem o dispositivo, a mandíbula retorna à posição habitual e o ronco ou a apneia podem reaparecer.
Por isso, o uso costuma ser indicado durante o período de sono, inclusive em viagens e cochilos, conforme a orientação individual.
O tratamento também pode precisar ser revisto após:
- ganho ou perda importante de peso;
- retorno do ronco;
- mudança dos sintomas;
- tratamento nasal;
- cirurgia;
- mudanças na saúde;
- alterações dentárias;
- desgaste do aparelho.
O aparelho intraoral pode causar dor?
Algum desconforto pode acontecer no início da adaptação.
Entre os efeitos relatados estão:
- pressão nos dentes;
- sensibilidade muscular;
- salivação aumentada;
- boca seca;
- sensação de mordida diferente ao acordar;
- desconforto na mandíbula;
- irritação da gengiva;
- dificuldade inicial para dormir.
A maioria dos efeitos iniciais pode ser controlada com acompanhamento e ajustes, mas dor forte, progressiva ou persistente não deve ser ignorada.
Normas e orientações da AADSM reconhecem a possibilidade de dor nos dentes ou na mandíbula, desconforto articular, alterações na mordida e problemas em restaurações ou próteses.
Leia:
Aparelho para ronco pode causar dor ou desconforto?
O aparelho pode mudar a mordida?
Pode ocorrer alteração da mordida durante o uso prolongado.
Essas mudanças não acontecem igualmente em todas as pessoas, mas são efeitos conhecidos da terapia com avanço mandibular.
Podem ocorrer:
- sensação temporária de encaixe diferente pela manhã;
- diminuição da sobremordida;
- diminuição da distância entre os dentes superiores e inferiores;
- mudanças nos contatos dentários;
- movimentação gradual de alguns dentes;
- abertura entre dentes posteriores.
O acompanhamento odontológico ajuda a identificar essas mudanças e a tomar medidas precoces.
A AADSM recomenda supervisão periódica justamente para observar efeitos dentários e alterações oclusais.
Quem tem bruxismo pode usar?
O bruxismo não impede automaticamente o uso do aparelho.
Porém, ele pode influenciar:
- escolha do material;
- espessura;
- desenho;
- retenção;
- desgaste;
- frequência dos controles;
- forças aplicadas sobre dentes e restaurações.
Também é importante diferenciar o aparelho respiratório de uma placa convencional de bruxismo.
Em alguns casos, o projeto do dispositivo pode precisar considerar simultaneamente o padrão respiratório e as forças produzidas pelo apertamento ou ranger dos dentes.
Quem tem DTM ou dor na ATM pode usar?
Depende da origem e da intensidade dos sintomas.
Estalos sem dor não significam necessariamente contraindicação. Já dor importante, travamento, limitação de movimento ou inflamação exigem avaliação cuidadosa.
Antes do tratamento, devem ser analisados:
- amplitude de abertura;
- movimentos laterais;
- dor muscular;
- dor articular;
- estalos;
- travamentos;
- histórico de crises;
- tolerância ao avanço mandibular.
Alguns pacientes conseguem utilizar o aparelho após adaptação do projeto e avanço gradual. Outros precisam tratar a dor antes de iniciar.
Quem tem implantes ou próteses pode usar?
Pode ser possível, mas depende da estabilidade e da distribuição dos dentes.
A avaliação considera:
- quantidade de dentes;
- posição dos implantes;
- estabilidade das próteses;
- tipo de prótese;
- saúde periodontal;
- retenção do aparelho;
- forças aplicadas;
- risco de deslocamento ou dano.
Implantes e próteses não são contraindicações automáticas, mas precisam ser incluídos no planejamento.
Quanto tempo dura o aparelho?
A durabilidade varia conforme:
- material;
- força do bruxismo;
- frequência de uso;
- higiene;
- armazenamento;
- quantidade de ajustes;
- mudanças dentárias;
- manutenção;
- qualidade da confecção.
O aparelho precisa ser inspecionado nas consultas.
Sinais de desgaste incluem:
- trincas;
- perda de retenção;
- deformação;
- dificuldade de encaixe;
- mecanismo de avanço danificado;
- bordas ásperas;
- odor persistente;
- mudança na posição mandibular.
Como limpar o aparelho?
A higiene deve seguir as orientações do fabricante e do profissional.
Em geral:
- enxágue após o uso;
- use escova macia separada;
- lave com produto apropriado;
- evite água muito quente;
- não utilize produtos abrasivos;
- seque antes de guardar;
- mantenha o estojo limpo e ventilado;
- leve o aparelho às consultas;
- não faça reparos caseiros.
Água quente pode deformar determinados materiais. Creme dental abrasivo também pode produzir riscos e favorecer retenção de resíduos.
O NHLBI recomenda que pacientes perguntem ao dentista como cuidar corretamente do dispositivo oral.
Aparelho comprado pela internet funciona?
Dispositivos genéricos podem reduzir o ronco em algumas situações, mas apresentam limitações importantes.
Eles não avaliam:
- presença de apneia;
- gravidade;
- oxigenação;
- dentes;
- gengivas;
- mordida;
- ATM;
- bruxismo;
- quantidade adequada de avanço;
- efeitos produzidos ao longo do tempo.
O maior risco é diminuir o som sem controlar a apneia.
Além disso, aparelhos genéricos podem provocar:
- dor;
- feridas;
- pressão excessiva nos dentes;
- dificuldade para respirar;
- salivação intensa;
- alteração da mordida;
- desconforto articular;
- abandono do uso.
As diretrizes favorecem aparelhos individualizados e ajustáveis em relação aos dispositivos não personalizados.
Leia:
Aparelho anti-ronco comprado pela internet é seguro?
Quais são os principais benefícios?
Quando bem indicado, o aparelho intraoral pode oferecer:
- redução do ronco;
- melhora da passagem do ar;
- controle de eventos respiratórios em casos selecionados;
- tratamento silencioso;
- tamanho reduzido;
- facilidade para transportar;
- ausência de máscara;
- ausência de mangueira;
- possibilidade de ajustes;
- boa aceitação;
- alternativa para dificuldade com CPAP;
- possibilidade de combinação com outros tratamentos.
O benefício mais importante não é apenas deixar o quarto silencioso.
O objetivo é melhorar a respiração durante o sono.
Quais são as limitações?
O aparelho intraoral não é uma solução universal.
Entre suas limitações estão:
- resposta variável;
- necessidade de dentes ou estruturas adequadas para retenção;
- possibilidade de desconforto;
- alterações dentárias e oclusais;
- necessidade de ajustes;
- acompanhamento contínuo;
- menor capacidade de controle em determinados quadros graves;
- dependência do uso regular;
- necessidade de exame de confirmação em pacientes com apneia.
A eficácia pode variar porque a apneia não depende apenas da mandíbula. Outros fatores, como peso, anatomia da garganta, controle muscular, obstrução nasal e posição de dormir, também interferem.
CPAP ou aparelho intraoral: qual funciona melhor?
O CPAP e o aparelho intraoral atuam de formas diferentes.
| CPAP | Aparelho intraoral |
|---|---|
| Usa pressão positiva | Reposiciona a mandíbula |
| Depende de máscara e mangueira | É utilizado dentro da boca |
| Pode controlar ampla variedade de quadros | Depende da seleção do paciente |
| Produz dados de pressão e vazamento | Exige acompanhamento dentário e da mordida |
| Pode ser mais difícil de transportar | É compacto |
| Pode causar ressecamento ou desconforto com a máscara | Pode causar desconforto dentário ou mandibular |
O CPAP costuma apresentar maior capacidade de reduzir eventos respiratórios e melhorar a oxigenação. O aparelho intraoral pode apresentar melhor adaptação para determinados pacientes.
Não existe um vencedor único.
A melhor escolha é aquela que combina eficácia, segurança e possibilidade de uso regular.
O aparelho cura o ronco e a apneia?
O termo mais seguro é controle.
O aparelho atua enquanto mantém a mandíbula em uma posição favorável.
Caso o paciente deixe de utilizá-lo, o ronco e os eventos respiratórios podem retornar.
Os resultados também podem mudar com:
- ganho de peso;
- envelhecimento;
- consumo de álcool;
- obstrução nasal;
- mudanças dentárias;
- desgaste do aparelho;
- progressão da apneia;
- alterações na saúde.
Por isso, o tratamento exige acompanhamento contínuo.
É possível combinar o aparelho com outros tratamentos?
Sim.
Alguns pacientes se beneficiam de combinações como:
- aparelho intraoral e tratamento nasal;
- aparelho e terapia posicional;
- aparelho e controle do peso;
- aparelho e terapia miofuncional;
- aparelho e CPAP;
- aparelho e mudanças de hábitos.
A combinação deve ter um objetivo específico e não ser feita apenas para acumular tratamentos.
Para conhecer outras opções:
Quanto custa um aparelho intraoral?
O valor pode variar conforme:
- tipo e tecnologia do aparelho;
- complexidade do caso;
- registros clínicos;
- escaneamento;
- exame do sono;
- número de consultas;
- ajustes;
- acompanhamento;
- necessidade de tratamentos prévios.
O tratamento não corresponde apenas à peça colocada na boca.
Ele envolve diagnóstico, planejamento, confecção, instalação, titulação e acompanhamento.
Leia:
Quanto custa um aparelho intraoral para ronco?
Onde realizar a avaliação?
O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação odontológica das estruturas bucais e das condições necessárias para o uso de aparelho intraoral individualizado em pacientes com ronco e casos selecionados de apneia obstrutiva do sono.
Campinas
Tratamento do ronco e da apneia em Campinas
Valinhos
Tratamento do ronco e da apneia em Valinhos
Brooklin — São Paulo
Tratamento do ronco e da apneia no Brooklin
Tatuapé — São Paulo
Tratamento do ronco e da apneia no Tatuapé
Perguntas frequentes sobre aparelho intraoral
Pode funcionar quando existe indicação correta. O resultado depende da causa do ronco, da personalização, dos ajustes, da frequência de uso e do acompanhamento.
Pode ser indicado para casos selecionados de apneia obstrutiva, principalmente leve e moderada. A indicação depende do exame do sono e das condições clínicas e bucais.
Pode ser uma alternativa para determinados pacientes, especialmente quando existe dificuldade de adaptação ao CPAP. Não substitui automaticamente o CPAP em todos os casos.
Pode produzir alterações dentárias e oclusais durante o uso prolongado. Por isso, consultas periódicas são necessárias para acompanhar os dentes, a mordida e as articulações.
Pode ser possível. O bruxismo precisa ser considerado na escolha do material, no desenho do aparelho e na frequência das revisões.
Quando existe suspeita ou diagnóstico de apneia, o exame do sono é importante para definir a gravidade e avaliar o resultado do tratamento.
Dispositivos genéricos não avaliam a respiração, a mordida, os dentes, as gengivas e a articulação. As diretrizes favorecem aparelhos individualizados e ajustáveis.
Conclusão
O aparelho intraoral pode ser uma opção importante para o tratamento do ronco e de casos selecionados de apneia obstrutiva do sono.
Ele funciona mantendo a mandíbula em uma posição mais favorável, ajudando a ampliar o espaço para a passagem do ar durante o sono.
Porém, o tratamento não começa pela compra do aparelho.
Ele começa pelo diagnóstico, pela avaliação das condições bucais e pela identificação da causa do problema respiratório.
Quando existe indicação, o aparelho deve ser individualizado, ajustável e acompanhado. Também é necessário observar o conforto, a mordida, os dentes, as articulações e o resultado respiratório.
Reduzir o barulho é positivo, mas o objetivo principal é melhorar a respiração e controlar os eventos obstrutivos durante o sono.
Assuntos relacionados
- Tratamento para ronco
- Aparelho para ronco
- Tratamento da apneia do sono
- Quando usar aparelho intraoral
- Em quanto tempo aparecem os resultados
- Preço do aparelho intraoral
- Dor e desconforto com aparelho para ronco
- CPAP ou aparelho intraoral
- Alternativas ao CPAP
- Aparelho comprado pela internet é seguro?
Referências científicas
American Academy of Sleep Medicine e American Academy of Dental Sleep Medicine — Clinical Practice Guideline for Oral Appliance Therapy
https://aasm.org/wp-content/uploads/2017/07/Oral_appliance-OSA.pdf
American Academy of Dental Sleep Medicine — Standards for Oral Appliance Therapy
https://www.aadsm.org/journal/special_article_1_issue_122.php
American Academy of Dental Sleep Medicine — Management of Side Effects of Oral Appliance Therapy
https://www.aadsm.org/journal/special_article_issue_44.php
National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea Treatment
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment
National Heart, Lung, and Blood Institute — Living With Sleep Apnea
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/living-with
Entenda suas opções
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Conheça as alternativas ao CPAP →A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Dr. Paulo Coelho é graduado em Odontologia e Psicanálise, com especialização em Ortodontia, DTM e Dor Orofacial. Possui Mestrado em Ortodontia e Doutorado em Psicanálise, com ênfase em Distúrbios do Sono, integrando conhecimentos da saúde bucal e emocional para uma abordagem mais completa do paciente.
