As principais causas do ronco feminino incluem alterações hormonais, menopausa, ganho de peso, gravidez, obstrução nasal, características anatômicas das vias respiratórias e apneia obstrutiva do sono.
O consumo de bebidas alcoólicas, o uso de determinados medicamentos e a posição de dormir também podem facilitar o estreitamento das vias respiratórias e aumentar o ronco.
Embora muitas pessoas associem o ronco aos homens, as mulheres também podem roncar. Em algumas fases da vida, principalmente durante a gravidez, a menopausa e o envelhecimento, o problema pode surgir ou se intensificar.
O ronco frequente não deve ser tratado apenas como um barulho incômodo. Em alguns casos, pode ser um sinal de que a passagem do ar está encontrando resistência durante o sono ou de que existe um distúrbio respiratório, como a apneia obstrutiva do sono.
O que provoca o ronco nas mulheres?
O ronco acontece quando o ar passa por uma região estreitada das vias respiratórias e provoca a vibração de estruturas como palato mole, úvula, língua e paredes da garganta.
Durante o sono, a musculatura da boca e da garganta relaxa naturalmente. Quando esse relaxamento é acompanhado por redução do espaço para a passagem do ar, os tecidos podem vibrar e produzir o som do ronco.
Esse estreitamento não possui uma única causa. Ele pode resultar da combinação entre anatomia, peso corporal, respiração nasal, idade, hábitos e alterações hormonais.
Por isso, duas mulheres podem roncar por motivos completamente diferentes. Identificar a origem do problema é essencial para escolher o tratamento mais adequado.
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Quais são as sete principais causas do ronco feminino?
1. A menopausa pode fazer a mulher começar a roncar?
Sim. O ronco pode surgir ou piorar durante e depois da menopausa.
As alterações hormonais dessa fase estão associadas a mudanças no funcionamento das vias respiratórias e no controle da respiração durante o sono. O envelhecimento também pode aumentar a tendência ao relaxamento e ao estreitamento da região da garganta.
Durante a menopausa, algumas mulheres também apresentam aumento de peso e maior acúmulo de gordura ao redor do pescoço. Esses fatores podem reduzir o espaço disponível para a passagem do ar.
O risco de apneia obstrutiva do sono aumenta durante e após a menopausa. Sintomas como insônia, cansaço, dores de cabeça e despertares frequentes podem ser atribuídos apenas às mudanças hormonais, dificultando o reconhecimento de um distúrbio respiratório do sono.
2. O ganho de peso pode causar ronco feminino?
O ganho de peso é um fator importante tanto para o ronco quanto para a apneia obstrutiva do sono.
O acúmulo de tecido ao redor do pescoço e das vias respiratórias pode diminuir o espaço para a circulação do ar. Além disso, a gordura abdominal pode interferir na mecânica respiratória durante o sono.
Isso não significa que somente mulheres acima do peso roncam. Pessoas magras também podem apresentar ronco por características anatômicas, alterações nasais, posição de dormir ou outros fatores.
No entanto, quando o ronco aparece depois de um período de ganho de peso, essa relação deve ser considerada durante a avaliação. A obesidade e o aumento do tecido na região do pescoço são fatores reconhecidos para obstrução das vias respiratórias durante o sono.
3. A obstrução nasal pode fazer uma mulher roncar?
Sim. Rinite, alergias, sinusite, desvio de septo, pólipos nasais e congestão podem dificultar a passagem do ar pelo nariz.
Quando a respiração nasal fica prejudicada, a mulher pode passar a respirar mais pela boca durante o sono. Essa mudança aumenta a turbulência do ar e pode favorecer a vibração dos tecidos da garganta.
Em alguns casos, o ronco acontece apenas durante crises alérgicas, resfriados ou períodos de congestão. Em outros, a obstrução é permanente e precisa ser investigada.
Tratar a causa nasal pode ajudar, mas nem sempre elimina o problema completamente. A mulher pode apresentar mais de um fator ao mesmo tempo, como obstrução nasal associada à redução do espaço na garganta.
4. A anatomia da boca e da garganta influencia o ronco?
Determinadas características anatômicas podem facilitar o estreitamento das vias respiratórias, mesmo em mulheres jovens e sem excesso de peso.
Entre elas estão:
- mandíbula posicionada mais para trás;
- língua proporcionalmente volumosa;
- palato mole alongado;
- amígdalas aumentadas;
- pescoço mais largo;
- pouco espaço interno para acomodação da língua.
Durante o sono, a língua pode se deslocar para trás e ocupar parte do espaço por onde o ar deveria passar. Características da língua, do pescoço, da face e das vias respiratórias podem aumentar o risco de obstrução.
A avaliação não deve observar apenas os dentes. É necessário analisar a relação entre mandíbula, língua, respiração, garganta, nariz e padrão do sono.
5. Álcool e medicamentos podem aumentar o ronco?
O consumo de bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir pode intensificar o relaxamento dos músculos da boca e da garganta.
Quando a musculatura relaxa excessivamente, a via respiratória pode ficar mais estreita e instável. Por isso, algumas mulheres roncam apenas depois de consumir álcool ou apresentam aumento evidente do volume e da frequência do ronco.
Medicamentos com efeito sedativo também podem interferir no tônus da musculatura e na respiração durante o sono. Isso não significa que um medicamento prescrito deva ser interrompido por conta própria.
Quando existe suspeita de relação entre o ronco e uma medicação, a orientação é conversar com o profissional que fez a prescrição. O álcool e determinados hábitos podem favorecer o relaxamento da garganta e aumentar o risco de obstrução respiratória.
6. A gravidez pode provocar ronco feminino?
Algumas mulheres começam a roncar durante a gravidez, mesmo sem histórico anterior.
Mudanças hormonais, aumento do volume sanguíneo, congestão nasal, retenção de líquidos e ganho de peso podem modificar as vias respiratórias. O problema pode ficar mais evidente no terceiro trimestre.
O ronco que surge durante a gestação nem sempre significa que existe apneia. Entretanto, quando é alto, frequente ou acompanhado de pausas respiratórias, engasgos, cansaço intenso ou alterações de pressão, precisa ser comunicado à equipe responsável pelo pré-natal.
A gravidez pode aumentar o risco de apneia do sono ou piorar um quadro que já existia. Mulheres grávidas com obesidade ou idade mais elevada podem apresentar risco maior.
7. O ronco feminino pode ser causado pela apneia do sono?
A apneia obstrutiva do sono acontece quando as vias respiratórias se fecham parcial ou completamente repetidas vezes durante o sono.
Essas obstruções podem provocar pausas respiratórias, redução da oxigenação e pequenos despertares que fragmentam o descanso. A mulher pode não perceber esses eventos, mas acordar cansada mesmo depois de permanecer várias horas na cama.
O ronco é um sintoma frequente da apneia, mas nem toda pessoa que ronca apresenta a doença. Da mesma forma, algumas mulheres com apneia não relatam um ronco tão evidente.
Nas mulheres, a apneia pode se manifestar por sintomas menos reconhecidos, como insônia, falta de energia, dor de cabeça pela manhã, ansiedade, alterações de humor, sono leve e despertares frequentes. Isso pode contribuir para o diagnóstico tardio.
Quais sinais acompanham o ronco feminino?
O ronco merece maior atenção quando aparece junto com:
- pausas respiratórias observadas por outra pessoa;
- sensação de engasgo ou sufocamento durante a noite;
- sono agitado e despertares frequentes;
- boca seca ao acordar;
- dores de cabeça matinais;
- cansaço persistente;
- dificuldade de memória e concentração;
- irritabilidade ou alterações de humor;
- sonolência ao dirigir ou trabalhar;
- pressão arterial elevada.
Mulheres com apneia nem sempre apresentam apenas a sonolência considerada “clássica”. Insônia, fadiga, ansiedade, depressão, cefaleia matinal e despertares noturnos também são manifestações descritas.
Entenda suas opções
Não conseguiu se adaptar ao CPAP?
Máscara desconfortável, vazamento de ar, boca seca, nariz entupido, sensação de sufocamento e dificuldade para dormir estão entre as queixas mais frequentes durante a adaptação.
Antes de abandonar o tratamento, é importante revisar a máscara, a pressão, a umidificação e possíveis obstruções nasais. Quando a dificuldade persiste, outras opções podem ser avaliadas, como o aparelho intraoral personalizado e tratamentos combinados.
Conheça as alternativas ao CPAP →A escolha do tratamento depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Como diferenciar o ronco simples da apneia do sono?
O som do ronco, isoladamente, não permite confirmar nem excluir a apneia.
No chamado ronco primário, existe vibração dos tecidos, mas não são identificadas obstruções respiratórias em quantidade suficiente para caracterizar apneia. Na apneia obstrutiva, ocorrem reduções ou interrupções repetidas do fluxo de ar.
A investigação começa com uma conversa sobre sintomas, rotina de sono, medicamentos, condições de saúde e histórico familiar. Também pode envolver avaliação da boca, mandíbula, língua, nariz e garganta.
Quando existe suspeita de apneia, o exame do sono ajuda a identificar o tipo e a gravidade do distúrbio. Dependendo do caso, pode ser indicada polissonografia realizada em laboratório ou exame domiciliar devidamente solicitado e interpretado.
A posição de dormir pode piorar o ronco feminino?
Dormir de barriga para cima pode aumentar o ronco em algumas mulheres.
Nessa posição, a mandíbula e a língua têm maior tendência a se deslocar para trás, reduzindo o espaço da garganta. Dormir de lado pode melhorar o fluxo de ar em casos posicionais.
Entretanto, mudar de posição não resolve todas as causas do ronco. Se houver apneia, obstrução nasal importante ou limitação anatômica, pode ser necessário um tratamento específico. A terapia posicional deve fazer parte de uma avaliação mais ampla.
Como é realizado o tratamento do ronco feminino?
O tratamento depende da causa encontrada e da presença ou ausência de apneia do sono.
Mudanças de hábitos podem ajudar?
Em casos selecionados, podem ser recomendados:
- buscar um peso saudável;
- reduzir o consumo de álcool à noite;
- evitar automedicação com substâncias sedativas;
- manter horários regulares para dormir;
- tratar problemas nasais;
- abandonar o tabagismo;
- dormir de lado quando o ronco for posicional.
Essas medidas podem diminuir fatores que favorecem a obstrução, mas não substituem o diagnóstico quando existem sinais de apneia.
Quando o CPAP pode ser indicado?
O CPAP é um equipamento que envia ar sob pressão por meio de uma máscara, ajudando a manter as vias respiratórias abertas durante o sono.
É uma forma importante de tratamento da apneia obstrutiva, especialmente quando a doença apresenta maior gravidade ou quando as características clínicas indicam seu uso.
O CPAP não é um aparelho intraoral. São modalidades diferentes de tratamento e cada uma possui indicações próprias.
Quando o aparelho intraoral pode ser utilizado?
O aparelho intraoral é usado dentro da boca durante o sono. Os modelos de avanço mandibular posicionam a mandíbula de forma planejada para aumentar o espaço das vias respiratórias e reduzir sua tendência à obstrução.
Pode ser indicado para alguns casos de ronco e apneia obstrutiva do sono, especialmente após avaliação clínica e análise dos exames. O dispositivo deve ser personalizado, ajustado progressivamente e acompanhado por um cirurgião-dentista capacitado em Odontologia do Sono.
Não basta entregar o aparelho. O tratamento precisa avaliar adaptação, resposta respiratória, possíveis efeitos sobre dentes e articulações e resultado obtido no sono. O NIH descreve os aparelhos orais como dispositivos personalizados que podem ser prescritos quando apropriados, inclusive para pacientes que não desejam ou não toleram o CPAP.
Quando a mulher que ronca deve procurar avaliação?
A avaliação é indicada quando o ronco:
- acontece na maior parte das noites;
- aumentou depois da menopausa;
- surgiu durante a gravidez;
- é acompanhado de pausas respiratórias;
- provoca engasgos ou despertares;
- está afetando o relacionamento;
- vem acompanhado de cansaço ou insônia;
- permanece mesmo após mudanças de hábitos;
- começou depois de ganho significativo de peso.
Também é importante investigar quando a mulher acorda sem disposição, apresenta dificuldade de concentração ou percebe queda na qualidade de vida, mesmo que ninguém tenha observado pausas na respiração.
Quanto mais cedo a causa for identificada, maior a possibilidade de escolher uma abordagem adequada e evitar que um possível distúrbio respiratório do sono permaneça sem diagnóstico.
O ronco feminino deve ser considerado normal?
O ronco ocasional pode acontecer, principalmente durante resfriados, crises alérgicas ou após o consumo de álcool.
Entretanto, roncar frequentemente não deve ser considerado apenas uma característica normal do sono. O som representa uma vibração provocada por dificuldade na passagem do ar e precisa ser analisado dentro do contexto de cada pessoa.
Nas mulheres, o problema pode ser subestimado por constrangimento, por falta de alguém que observe o sono ou porque sintomas como cansaço e insônia são atribuídos somente à rotina, à ansiedade ou à menopausa.
Investigar o ronco não significa que toda mulher terá um diagnóstico de apneia do sono. Significa compreender o que está acontecendo com a respiração e definir se existe necessidade de acompanhamento ou tratamento.
Conclusão: quais são as causas do ronco feminino?
As causas do ronco feminino podem envolver alterações hormonais, menopausa, ganho de peso, gravidez, obstrução nasal, anatomia das vias respiratórias, consumo de álcool, medicamentos sedativos e apneia obstrutiva do sono.
Como diferentes fatores podem estar presentes ao mesmo tempo, o tratamento não deve ser escolhido apenas pelo volume do ronco ou por soluções genéricas.
O primeiro passo é diferenciar o ronco simples de um possível distúrbio respiratório do sono. A partir dessa avaliação, podem ser consideradas mudanças de hábitos, tratamento das obstruções nasais, terapia posicional, CPAP, aparelho intraoral ou outras abordagens clinicamente indicadas.
Perguntas frequentes sobre as causas do ronco feminino
As alterações hormonais, o envelhecimento, o aumento da tendência ao estreitamento das vias respiratórias e possíveis mudanças no peso corporal podem contribuir para o aparecimento do ronco depois da menopausa.
Sim. O ronco não depende apenas do peso. Alterações anatômicas, mandíbula recuada, obstrução nasal, aumento da língua, posição de dormir e relaxamento da musculatura também podem estar envolvidos.
Não. Algumas mulheres apresentam apenas ronco primário. Porém, quando existem pausas respiratórias, engasgos, cansaço, insônia ou dores de cabeça matinais, é importante investigar a possibilidade de apneia do sono.
O estresse não costuma ser uma causa direta da vibração dos tecidos, mas pode prejudicar a qualidade do sono, favorecer o uso de álcool ou sedativos e intensificar a percepção de cansaço. A causa respiratória do ronco ainda precisa ser investigada.
Sim. O tratamento depende da causa e pode incluir mudanças de hábitos, controle do peso, tratamento nasal, terapia posicional, CPAP, aparelho intraoral e outras abordagens definidas depois da avaliação.
Não. O aparelho deve ser indicado conforme o diagnóstico, a anatomia, a condição dentária, o tipo de obstrução e a presença ou gravidade da apneia. Ele precisa ser personalizado e acompanhado.
Não. A gravação pode ajudar a mostrar a frequência e as características do som, mas não mede adequadamente respiração, oxigenação e eventos obstrutivos. O diagnóstico depende de avaliação profissional e, quando indicado, exame do sono.
Nossas unidades
📍 Campinas
Tratamento para Ronco em Campinas
Rua Antônio Lapa, 1020 – Cambuí – Campinas/SP
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Tratamento para Ronco em Valinhos
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O ronco e apneia do sono frequente não deve ser ignorado. Em muitos casos, pode ser um sinal de apneia obstrutiva do sono, um distúrbio que compromete a qualidade do sono e pode aumentar o risco de diversas doenças.
A avaliação especializada permite diferenciar um ronco simples de um distúrbio respiratório do sono e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.
Atuamos com diagnóstico individualizado e tratamentos modernos, incluindo aparelhos intraorais personalizados, quando clinicamente indicados.
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Referências científicas
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https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/women
2. National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea: Causes and Risk Factors
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4. National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea: Diagnosis
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/diagnosis
5. National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea: Treatment
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment
6. National Heart, Lung, and Blood Institute — CPAP
https://www.nhlbi.nih.gov/health/cpap
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10. Krüger M. et al. — Menopause Is Associated with Obstructive Sleep Apnea
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10052671/
Dr. Paulo Coelho é graduado em Odontologia e Psicanálise, com especialização em Ortodontia, DTM e Dor Orofacial. Possui Mestrado em Ortodontia e Doutorado em Psicanálise, com ênfase em Distúrbios do Sono, integrando conhecimentos da saúde bucal e emocional para uma abordagem mais completa do paciente.
