Existem alternativas ao CPAP para tratar a apneia do sono?
Sim. Dependendo do tipo e da gravidade da apneia, das quedas de oxigenação, dos sintomas, da anatomia e das condições de saúde, outras abordagens podem ser consideradas.
Entre as principais possibilidades estão:
- aparelho intraoral individualizado;
- terapia posicional;
- redução e controle do peso;
- tratamento da obstrução nasal;
- terapia miofuncional;
- cirurgia em casos selecionados;
- tratamentos combinados;
- outras modalidades de pressão positiva.
Entretanto, não se adaptar ao CPAP não significa que ele deva ser abandonado imediatamente.
Dificuldades relacionadas à máscara, ao vazamento, ao ressecamento, ao nariz entupido, à pressão ou à sensação de claustrofobia podem ser corrigidas em muitos casos.
O National Heart, Lung, and Blood Institute apresenta pressão positiva, dispositivos orais, mudanças de hábitos e cirurgia entre as possibilidades de tratamento da apneia do sono. A escolha precisa ser individualizada.
Resposta rápida
A principal alternativa ao CPAP para pacientes adultos selecionados é o aparelho intraoral individualizado de avanço mandibular.
Ele pode ser considerado especialmente quando:
- existe ronco primário;
- a apneia obstrutiva é leve;
- determinados casos de apneia moderada apresentam características favoráveis;
- o paciente não tolera o CPAP;
- existe preferência por outra terapia e segurança clínica para utilizá-la;
- os dentes, as gengivas e as articulações permitem o tratamento;
- o resultado pode ser acompanhado e confirmado.
Outras possibilidades incluem tratamento posicional, controle do peso, terapia miofuncional, cuidados com a respiração nasal e cirurgia.
Na apneia grave ou quando existem quedas importantes de oxigenação, o CPAP costuma ter papel central. Uma alternativa só deve ser adotada depois de verificar se oferece controle respiratório suficiente.
Índice
- Por que algumas pessoas não se adaptam ao CPAP?
- O que pode ser ajustado antes de abandonar o equipamento?
- Quais são as principais alternativas ao CPAP?
- Quando o aparelho intraoral pode ser utilizado?
- Dormir de lado pode substituir o CPAP?
- Emagrecer pode controlar a apneia?
- Tratar o nariz resolve a apneia?
- Exercícios para a garganta funcionam?
- Quando a cirurgia pode ser considerada?
- Existem outras modalidades de pressão positiva?
- É possível combinar tratamentos?
- Como escolher a alternativa adequada?
- Como confirmar o resultado?
Entenda as diferenças
Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.
Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.
Agende sua avaliação pelo WhatsApp →A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
Por que algumas pessoas não se adaptam ao CPAP?
O CPAP envia ar sob pressão por meio de uma máscara para ajudar a manter as vias respiratórias abertas durante o sono.
Ele pode controlar de maneira muito eficiente as apneias, as hipopneias, o ronco e as quedas de oxigenação quando está bem ajustado e é utilizado regularmente.
Apesar disso, algumas pessoas apresentam dificuldade com:
- máscara apertada ou desconfortável;
- vazamento de ar;
- boca seca;
- nariz ressecado ou congestionado;
- sensação de pressão excessiva;
- dificuldade para expirar;
- marcas no rosto;
- ruído provocado por vazamentos;
- condensação no tubo;
- sensação de claustrofobia;
- ansiedade ao utilizar a máscara;
- retirada involuntária durante a madrugada;
- dificuldade para mudar de posição;
- necessidade de transportar o equipamento.
Pressão desconfortável, problemas com a máscara, sintomas nasais, claustrofobia, boca seca e retirada involuntária durante o sono estão entre as dificuldades relatadas durante o uso de pressão positiva.
A primeira pergunta não deve ser apenas “qual aparelho substitui o CPAP?”, mas:
Por que não estou conseguindo utilizar o CPAP e esse problema pode ser corrigido?
O que fazer antes de abandonar o CPAP?
Antes de trocar de tratamento, é importante revisar os fatores que estão dificultando a adaptação.
A máscara está adequada?
Uma máscara inadequada pode provocar:
- vazamento;
- pressão no rosto;
- irritação;
- marcas;
- barulho;
- entrada de ar nos olhos;
- necessidade de apertar excessivamente as tiras.
Existem modelos que cobrem apenas as narinas, o nariz ou o nariz e a boca.
A escolha depende da respiração, do formato facial, da presença de vazamentos pela boca e da posição em que a pessoa dorme.
Uma máscara maior ou mais fechada não é necessariamente melhor. O objetivo é obter vedação suficiente sem pressão excessiva.
Existe vazamento de ar?
O vazamento pode reduzir o conforto e prejudicar o funcionamento do tratamento.
Ele pode estar relacionado a:
- tamanho inadequado;
- posicionamento incorreto;
- tiras frouxas;
- tiras excessivamente apertadas;
- desgaste da almofada;
- movimentação durante o sono;
- respiração pela boca;
- barba;
- formato facial.
Quando o CPAP começa a fazer muito barulho, frequentemente o problema está na máscara ou na conexão, e não no motor.
O nariz fica entupido ou ressecado?
A congestão nasal pode dificultar a entrada do ar e aumentar a sensação de desconforto.
Podem ser avaliados:
- umidificação;
- temperatura do tubo;
- rinite;
- desvio de septo;
- pólipos;
- ressecamento;
- limpeza dos acessórios;
- tipo de máscara.
O tratamento nasal pode facilitar a adaptação, mas não deve ser considerado automaticamente um substituto para o controle da obstrução na garganta.
A pressão está desconfortável?
Algumas pessoas sentem dificuldade principalmente no início da noite ou durante a expiração.
Podem ser revisados:
- pressão prescrita;
- faixa do aparelho automático;
- recurso de rampa;
- alívio expiratório;
- vazamentos;
- posição de dormir;
- necessidade de outra modalidade de pressão positiva.
As configurações não devem ser alteradas por conta própria sem orientação.
Existe sensação de claustrofobia?
A adaptação gradual pode ajudar.
Uma estratégia clínica pode incluir:
- observar e segurar a máscara durante o dia;
- encostá-la no rosto sem conectar o tubo;
- utilizá-la por alguns minutos acordado;
- ligar o equipamento durante um período tranquilo;
- aumentar gradualmente o tempo;
- testar uma máscara menos fechada.
Quando a dificuldade persiste, outras formas de tratamento podem ser avaliadas.
Quais são as principais alternativas ao CPAP?
As alternativas dependem da causa e da gravidade da apneia.
As principais são:
- aparelho intraoral individualizado;
- terapia posicional;
- controle do peso;
- tratamento da respiração nasal;
- terapia miofuncional;
- cirurgia;
- combinação de tratamentos;
- outras modalidades de pressão positiva.
Nenhuma delas deve ser escolhida apenas pela praticidade.
O objetivo principal é controlar os eventos respiratórios e preservar a oxigenação.
O aparelho intraoral pode substituir o CPAP?
Pode substituir o CPAP em determinados pacientes, mas não em todos.
O aparelho intraoral individualizado mantém a mandíbula em uma posição mais anterior durante o sono.
Esse posicionamento pode:
- levar a língua para a frente;
- ampliar o espaço atrás da língua;
- reduzir o estreitamento da garganta;
- diminuir o ronco;
- reduzir eventos obstrutivos em pacientes selecionados.
O NHLBI informa que o dispositivo oral pode ser prescrito quando a pessoa não deseja utilizar ou não tolera o CPAP, com adaptação individualizada para a boca.
As diretrizes da AASM e da AADSM também recomendam considerar aparelhos orais em adultos com apneia obstrutiva que não toleram o CPAP ou preferem uma terapia alternativa. O acompanhamento odontológico é necessário para observar efeitos nos dentes e na mordida.
Para quem o aparelho intraoral pode ser considerado?
Ele pode ser avaliado em situações como:
- ronco primário;
- apneia obstrutiva leve;
- determinados casos de apneia moderada;
- dificuldade persistente com o CPAP;
- necessidade de uma opção portátil;
- preferência informada por outra terapia;
- estratégia combinada.
A indicação depende também de:
- exame do sono;
- oxigenação;
- sonolência;
- doenças associadas;
- número e estabilidade dos dentes;
- saúde da gengiva;
- próteses e implantes;
- mordida;
- mobilidade mandibular;
- condição das articulações;
- presença de bruxismo.
O aparelho serve para apneia grave?
Na apneia grave, o CPAP normalmente continua sendo uma das principais opções por sua capacidade de controlar grande quantidade de eventos e melhorar a oxigenação.
O aparelho intraoral não deve ser apresentado como substituto automático.
Ele pode ser discutido em circunstâncias específicas, como:
- intolerância persistente ao CPAP;
- impossibilidade de utilizar o equipamento;
- estratégia combinada;
- uso provisório;
- características anatômicas favoráveis;
- acompanhamento conjunto;
- confirmação do resultado por exame.
Mesmo quando o ronco diminui, é necessário verificar se as apneias e as quedas de oxigenação foram suficientemente controladas.
Qual é a diferença entre comparar e procurar alternativas?
A página CPAP ou aparelho intraoral compara diretamente os dois tratamentos.
Esta página possui uma intenção mais ampla: apresentar todas as possibilidades que podem ser consideradas quando o CPAP não é tolerado ou não pode ser usado regularmente.
Dormir de lado pode substituir o CPAP?
Dormir de lado pode ajudar quando a apneia é predominantemente posicional.
Algumas pessoas apresentam muito mais eventos respiratórios quando dormem de barriga para cima.
Nesses casos, a terapia posicional procura reduzir o tempo na posição supina.
Podem ser utilizados:
- dispositivos vibratórios;
- faixas específicas;
- coletes;
- estratégias comportamentais;
- acessórios que dificultam permanecer de costas.
Entretanto, mudar de posição não controla todos os tipos de apneia.
A terapia posicional precisa responder a duas perguntas:
- Os eventos acontecem principalmente de barriga para cima?
- Dormir de lado reduz os eventos a um nível seguro?
Essas informações podem ser observadas no exame do sono.
Travesseiros comuns ou dispositivos improvisados podem mudar a posição, mas não confirmam o controle respiratório.
Emagrecer pode substituir o CPAP?
O excesso de peso pode contribuir para o estreitamento das vias respiratórias e aumentar a gravidade da apneia.
Quando esse fator está presente, a redução sustentada de peso pode:
- diminuir eventos respiratórios;
- melhorar a oxigenação;
- reduzir o ronco;
- diminuir a pressão necessária;
- melhorar a resposta a outros tratamentos.
O NHLBI inclui mudanças de hábitos e controle do peso entre as medidas que podem participar do tratamento da apneia.
Porém, emagrecer não garante que a apneia desapareça completamente.
Pessoas magras também podem apresentar apneia devido a:
- anatomia da mandíbula;
- posição da língua;
- formato da garganta;
- amígdalas;
- controle muscular;
- envelhecimento;
- fatores neurológicos.
O CPAP ou o aparelho intraoral não devem ser suspensos apenas porque houve perda de peso. É necessária uma nova avaliação para verificar a condição respiratória.
Tratar o nariz pode acabar com a apneia?
O tratamento nasal pode melhorar a respiração e facilitar o uso do CPAP.
Problemas como:
- rinite;
- congestão;
- desvio de septo;
- pólipos;
- ressecamento;
- respiração pela boca
podem piorar o desconforto durante a noite.
O cuidado nasal pode:
- facilitar a passagem do ar;
- reduzir a respiração bucal;
- diminuir o ressecamento;
- melhorar a tolerância à máscara;
- favorecer outros tratamentos.
Entretanto, desobstruir o nariz não garante que uma obstrução localizada atrás da língua ou na garganta tenha sido controlada.
Em muitos pacientes, o tratamento nasal é complementar, e não uma substituição completa.
Exercícios para língua e garganta substituem o CPAP?
A terapia miofuncional trabalha músculos da língua, dos lábios, da face e da garganta.
Ela pode incluir exercícios para:
- posicionamento da língua;
- selamento dos lábios;
- respiração nasal;
- mobilidade;
- coordenação;
- fortalecimento da musculatura orofaríngea.
Em pacientes selecionados, pode ser utilizada como complemento ao:
- CPAP;
- aparelho intraoral;
- tratamento nasal;
- terapia posicional;
- controle do peso.
O NHLBI inclui exercícios da boca e da face entre as abordagens possíveis para alguns pacientes com apneia.
Contudo, exercícios não devem ser apresentados como solução universal ou substituição automática do CPAP, especialmente em quadros com maior comprometimento respiratório.
Quando a cirurgia pode ser uma alternativa?
A cirurgia pode ser considerada quando existe uma alteração anatômica relevante ou quando outras abordagens não controlaram adequadamente o problema.
Dependendo do local da obstrução, os procedimentos podem envolver:
- nariz;
- amígdalas;
- palato;
- língua;
- base da língua;
- mandíbula;
- maxila;
- outras estruturas das vias respiratórias.
O NHLBI apresenta a cirurgia entre as possibilidades quando mudanças de hábitos, pressão positiva ou dispositivos orais não são suficientes ou não podem ser utilizados.
A cirurgia não deve ser indicada apenas porque a pessoa ronca alto.
É necessário identificar:
- local da obstrução;
- gravidade da apneia;
- anatomia;
- riscos;
- possibilidade de benefício;
- necessidade de tratamentos adicionais.
Mesmo após o procedimento, um exame de controle pode ser necessário.
Existem outras modalidades além do CPAP?
CPAP é um tipo de terapia por pressão positiva, mas não é o único.
Existem modalidades como:
APAP
O APAP ajusta automaticamente a pressão dentro de uma faixa programada.
Pode ser considerado quando existe variação da pressão necessária durante a noite, mas ainda utiliza máscara e pressão positiva.
BPAP ou BiPAP
Fornece níveis diferentes de pressão durante a inspiração e a expiração.
Pode ser indicado em situações específicas, conforme avaliação médica.
Outras modalidades de ventilação
Determinados quadros respiratórios ou formas de apneia podem exigir equipamentos e modos específicos.
Esses aparelhos não são simplesmente substitutos escolhidos por preferência. A indicação depende do tipo de distúrbio respiratório.
O NHLBI descreve CPAP, APAP e BPAP como modalidades de pressão positiva utilizadas conforme as necessidades do paciente.
É possível combinar diferentes tratamentos?
Sim.
A apneia pode envolver mais de um fator. Por isso, a combinação pode ser útil em pacientes selecionados.
Exemplos:
- CPAP com tratamento nasal;
- aparelho intraoral com terapia posicional;
- aparelho intraoral com terapia miofuncional;
- CPAP com controle do peso;
- aparelho intraoral associado ao CPAP;
- cirurgia associada a outro tratamento;
- terapia posicional associada ao controle do peso.
A associação entre CPAP e aparelho intraoral pode, em determinadas situações, favorecer a passagem do ar e permitir ajustes de pressão mais confortáveis.
O objetivo não é acumular tratamentos, mas atuar sobre os fatores relevantes de cada caso.
Qual alternativa pode ser considerada na apneia leve?
Na apneia leve, as possibilidades podem incluir:
- aparelho intraoral;
- terapia posicional;
- controle do peso;
- tratamento nasal;
- terapia miofuncional;
- CPAP;
- tratamento combinado.
A classificação leve não significa que o problema deva ser ignorado.
A escolha também considera:
- sonolência;
- oxigenação;
- pressão arterial;
- risco ao dirigir;
- profissão;
- doenças associadas;
- intensidade dos sintomas.
Qual alternativa pode ser considerada na apneia moderada?
Na apneia moderada, o CPAP costuma oferecer um controle mais previsível, mas outras abordagens podem ser consideradas em pacientes selecionados.
O aparelho intraoral pode ser avaliado conforme:
- anatomia;
- posição dos eventos;
- oxigenação;
- peso;
- mobilidade mandibular;
- condições bucais;
- tolerância ao CPAP;
- resposta à titulação.
Quando uma alternativa é escolhida, a confirmação do resultado por exame ganha especial importância.
Leia também:
Apneia moderada pode ser tratada sem CPAP?
Existe alternativa ao CPAP na apneia grave?
Existem possibilidades, mas a escolha exige maior cautela.
Na apneia grave, devem ser avaliados:
- número de eventos;
- intensidade e duração das quedas de oxigênio;
- sonolência;
- risco cardiovascular;
- obesidade;
- profissão de risco;
- possibilidade de adaptação a outra modalidade de pressão;
- anatomia;
- resultado previsto com outras terapias.
O aparelho intraoral, a cirurgia ou tratamentos combinados podem ser discutidos em determinados casos, mas não devem ser apresentados como equivalentes automáticos ao CPAP.
A alternativa precisa demonstrar que oferece um controle respiratório adequado.
Como escolher uma alternativa ao CPAP?
A escolha deve seguir uma sequência.
Confirmar o diagnóstico
É necessário saber:
- se existe apneia;
- se ela é obstrutiva, central ou mista;
- qual é a gravidade;
- como está a oxigenação;
- se os eventos pioram em determinada posição.
Identificar por que o CPAP não está sendo utilizado
A dificuldade pode estar na:
- máscara;
- pressão;
- obstrução nasal;
- umidificação;
- ansiedade;
- rotina;
- manutenção;
- configuração;
- falta de orientação.
Avaliar os riscos individuais
Devem ser considerados:
- sonolência;
- pressão arterial;
- doenças cardiovasculares;
- arritmias;
- obesidade;
- risco de acidentes;
- profissão;
- gravidade dos sintomas.
Avaliar as condições anatômicas e bucais
Para o aparelho intraoral, precisam ser examinados:
- dentes;
- gengivas;
- próteses;
- implantes;
- mordida;
- mandíbula;
- músculos;
- articulações.
Para procedimentos médicos ou cirúrgicos, outras estruturas das vias respiratórias também devem ser avaliadas.
Discutir benefícios e limitações
O paciente precisa compreender:
- resultado esperado;
- efeitos adversos;
- necessidade de acompanhamento;
- frequência de uso;
- possibilidade de combinação;
- necessidade de exame de controle.
Como saber se a alternativa está funcionando?
A redução do ronco é positiva, mas não confirma sozinha o controle da apneia.
Devem ser observados:
- pausas respiratórias;
- engasgos;
- sonolência;
- disposição;
- despertares;
- pressão arterial;
- regularidade de uso;
- conforto;
- efeitos adversos;
- resultado de exame.
No aparelho intraoral, o acompanhamento deve observar também:
- dentes;
- gengivas;
- músculos;
- articulações;
- mordida;
- retenção;
- desgaste do dispositivo.
Mudanças dentárias, desconforto mandibular e alterações na mordida estão entre os efeitos que precisam ser monitorados durante a terapia oral.
Parar de roncar significa que a alternativa funcionou?
Não necessariamente.
O ronco é provocado pela vibração dos tecidos.
A apneia envolve a redução ou a interrupção da passagem do ar.
Uma terapia pode diminuir o barulho sem controlar completamente:
- apneias;
- hipopneias;
- quedas de oxigenação;
- microdespertares;
- esforço respiratório.
Por isso, quando existe diagnóstico de apneia, o resultado pode precisar ser confirmado por exame utilizando o tratamento escolhido.
Não tratar a apneia é melhor do que usar uma alternativa parcial?
Não.
A dificuldade com o CPAP não deve levar a pessoa a permanecer sem acompanhamento e sem tratamento.
Uma alternativa pode produzir respostas diferentes do CPAP, mas deve ser escolhida com base em avaliação e controle do resultado.
A decisão precisa comparar:
- risco de permanecer sem tratamento;
- benefício esperado;
- segurança;
- adesão;
- controle obtido;
- possibilidade de combinação.
O objetivo não é apenas encontrar o tratamento mais confortável. É encontrar uma abordagem que seja tolerável e controle adequadamente a respiração.
Onde realizar avaliação para aparelho intraoral?
O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação odontológica das estruturas bucais e das condições necessárias para o uso de aparelho intraoral individualizado em pessoas com ronco e casos selecionados de apneia obstrutiva do sono.
Campinas
Tratamento do ronco e da apneia em Campinas
Valinhos
Tratamento do ronco e da apneia em Valinhos
Brooklin — São Paulo
Tratamento do ronco e da apneia no Brooklin
Tatuapé — São Paulo
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Perguntas frequentes sobre alternativas ao CPAP
O aparelho intraoral individualizado é uma das principais alternativas para adultos selecionados, especialmente em casos de ronco, apneia leve, alguns casos moderados e intolerância ao CPAP.
Pode substituir em determinados pacientes, desde que tenha indicação correta e o resultado respiratório seja confirmado. Não substitui automaticamente o CPAP em todos os casos.
Primeiro, é importante revisar a máscara, os vazamentos, a umidificação, a pressão, a obstrução nasal e a adaptação gradual. Se as dificuldades persistirem, outras opções podem ser avaliadas.
Pode ajudar quando a apneia é predominantemente posicional, mas o exame precisa mostrar que dormir de lado reduz os eventos a um nível adequado.
A perda de peso pode reduzir a gravidade quando o excesso de peso contribui para a obstrução. Porém, nem sempre elimina completamente a apneia.
A terapia miofuncional pode ajudar como complemento em pacientes selecionados, mas não deve ser considerada substituição universal do CPAP.
Pode haver alternativas ou tratamentos combinados em situações específicas, mas a apneia grave exige cautela e confirmação de que a opção escolhida controla adequadamente a respiração.
Não. A diminuição do ronco não confirma que as apneias, as hipopneias e as quedas de oxigenação foram controladas.
Conclusão
Existem alternativas ao CPAP, mas a escolha não deve começar pelo abandono do equipamento.
O primeiro passo é descobrir por que a adaptação está difícil. Máscara, vazamentos, ressecamento, obstrução nasal, pressão e claustrofobia podem ser corrigidos em muitos casos.
Quando o CPAP não pode ser utilizado regularmente, as possibilidades incluem aparelho intraoral individualizado, terapia posicional, controle do peso, tratamento nasal, terapia miofuncional, cirurgia e tratamentos combinados.
O aparelho intraoral pode ser uma opção importante para pacientes selecionados, principalmente em casos de ronco, apneia leve, alguns casos moderados e dificuldade persistente com o CPAP.
Na apneia grave ou diante de quedas importantes de oxigenação, qualquer substituição exige maior cautela.
O tratamento mais adequado não é apenas o mais confortável ou portátil. É aquele que pode ser utilizado regularmente, apresenta segurança e controla suficientemente a respiração durante o sono.
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Referências científicas
National Heart, Lung, and Blood Institute — Sleep Apnea Treatment
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea/treatment
National Heart, Lung, and Blood Institute — CPAP
https://www.nhlbi.nih.gov/health/cpap
American Academy of Sleep Medicine e American Academy of Dental Sleep Medicine — Oral Appliance Therapy Clinical Practice Guideline
https://aadsm.org/journal/special_article_issue_23.php
American Academy of Dental Sleep Medicine — Dental Sleep Medicine Standards
https://aadsm.org/journal/special_article_1_issue_94.php
American Academy of Dental Sleep Medicine — Management of Side Effects of Oral Appliance Therapy
https://aadsm.org/journal/special_article_issue_44.php
American Academy of Dental Sleep Medicine — Standards for Oral Appliance Therapy
https://aadsm.org/journal/special_article_1_issue_122.php
