Bora Dormir: vídeos educativos com Dr Paulo Coelho sobre ronco e apneia do sono, explicando causas, sintomas, riscos como hipertensão, doenças cardíacas, diabetes e tratamentos baseados em evidências científicas.
O que acontece no corpo quando alguém ronca?
O ronco acontece quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias aéreas superiores durante o sono.
Com o relaxamento da musculatura da garganta, estruturas como o palato mole e a língua podem vibrar quando o ar passa, gerando o som característico do ronco.
Quando essa obstrução se torna mais intensa, podem ocorrer pausas respiratórias chamadas de apneia obstrutiva do sono.
O que é apneia do sono?
A apneia do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por interrupções repetidas da respiração durante o sono.
Essas pausas podem durar vários segundos e ocorrer dezenas de vezes por hora. Durante esses episódios, o nível de oxigênio no sangue diminui, obrigando o cérebro a despertar brevemente para restabelecer a respiração.
Esse processo fragmenta o sono e impede que o organismo alcance fases profundas de descanso.
Como a apneia afeta o coração?
A apneia provoca hipóxia intermitente, ou seja, quedas repetidas de oxigênio no sangue.
Esse fenômeno ativa o sistema nervoso simpático, aumentando a pressão arterial e provocando inflamação sistêmica.
De acordo com a American Academy of Sleep Medicine, pessoas com apneia não tratada têm maior risco de desenvolver:
- hipertensão arterial
- doenças cardíacas
- arritmias
- acidente vascular cerebral (AVC)
Por isso, o ronco frequente nunca deve ser ignorado.
Existem tratamentos eficazes para ronco e apneia?
Sim. O tratamento depende da gravidade do quadro e da causa da obstrução das vias aéreas.
O CPAP é considerado o padrão-ouro para casos moderados e graves de apneia, pois mantém a via aérea aberta por meio de pressão contínua de ar.
Entretanto, algumas pessoas têm dificuldade de adaptação ao aparelho.
Nesses casos, o aparelho intraoral para ronco e apneia pode ser uma alternativa. Esse dispositivo reposiciona a mandíbula durante o sono, ampliando o espaço da via aérea e reduzindo o colapso da garganta.
Por que a informação sobre sono é tão importante?
Distúrbios do sono muitas vezes passam despercebidos por anos. O ronco é frequentemente tratado como algo normal, quando na realidade pode ser um sinal importante de alerta.
Iniciativas educativas como bora dormir ajudam a ampliar o conhecimento sobre saúde do sono, incentivando as pessoas a observar sintomas e buscar avaliação adequada.
Informação correta pode ser o primeiro passo para melhorar a qualidade de vida.
Conclusão
Dormir bem é essencial para o equilíbrio do organismo. Quando o ronco ou a apneia interferem na respiração noturna, o impacto pode afetar o coração, o metabolismo e a qualidade de vida.
Projetos educativos como bora dormir ajudam a tornar o conhecimento sobre o sono mais acessível, permitindo que mais pessoas compreendam a importância do diagnóstico e do tratamento adequado.
Reconhecer os sinais e procurar orientação especializada é um passo importante para noites de sono mais saudáveis.
Referências internacionais
American Academy of Sleep Medicine (AASM)
https://aasm.org
National Institutes of Health – Sleep Apnea
https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea
Punjabi NM. The epidemiology of adult obstructive sleep apnea
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18250205/
Peppard PE et al. Sleep-disordered breathing and cardiovascular disease
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23589584/
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FAQs – Ronco e Apneia do Sono
O ronco ocorre quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias durante o sono. Essa resistência faz vibrar estruturas da garganta, como palato mole, úvula e língua, produzindo o som característico do ronco.
Não. Roncar ocasionalmente pode acontecer, mas o ronco frequente pode indicar um distúrbio respiratório do sono, especialmente quando é alto, constante ou acompanhado de pausas na respiração.
O ronco é um bloqueio parcial da respiração, enquanto a apneia do sono é um bloqueio completo da passagem de ar, que interrompe a respiração por alguns segundos durante o sono.
Alguns sinais incluem ronco intenso, pausas respiratórias durante o sono, cansaço excessivo durante o dia, dores de cabeça ao acordar e dificuldade de concentração.
Sim. Quando não tratada, a apneia pode aumentar o risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, AVC, diabetes e arritmias cardíacas.
Cada episódio de apneia reduz a oxigenação do corpo e provoca microdespertares no cérebro. Isso impede que o sono seja profundo e reparador.
Sim. O ronco pode fragmentar o sono e reduzir as fases profundas do descanso, levando a fadiga, irritabilidade e menor desempenho mental.
As causas mais comuns incluem:
excesso de peso
relaxamento da musculatura da garganta
obstrução nasal
desvio de septo
consumo de álcool antes de dormir
Sim. Nessa posição a língua e os tecidos da garganta podem cair para trás, estreitando as vias respiratórias.
Sim. O acúmulo de gordura na região do pescoço pode comprimir as vias aéreas, facilitando a obstrução respiratória durante o sono.
Sim. Em crianças, a apneia frequentemente está relacionada ao aumento das amígdalas ou adenoides.
Sim. A interrupção da respiração ativa mecanismos de estresse no corpo que elevam a pressão arterial.
Sim. A falta de oxigenação adequada durante o sono pode prejudicar áreas cerebrais relacionadas à memória e à concentração.
Estudos mostram que a apneia do sono pode aumentar a resistência à insulina, favorecendo o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
O diagnóstico geralmente é feito por meio da polissonografia, exame que monitora respiração, oxigenação, batimentos cardíacos e padrões do sono.
A polissonografia é um exame do sono que registra diversas funções do corpo durante a noite para identificar distúrbios respiratórios.
O tratamento depende da gravidade, podendo incluir mudanças de hábitos, uso de CPAP ou dispositivos intraorais.
Não. Embora seja muito utilizado, muitas pessoas não se adaptam ao CPAP e podem se beneficiar de outras opções terapêuticas.
Sim. O aparelho intraoral reposiciona a mandíbula durante o sono, ampliando o espaço das vias respiratórias e facilitando a passagem do ar.
Sim. Para muitos pacientes, o aparelho intraoral é uma alternativa eficaz e mais confortável.
Ele ajuda a controlar o ronco ao reduzir o colapso das vias respiratórias durante o sono.
Sim. A redução de peso pode diminuir a pressão sobre as vias aéreas e melhorar a respiração durante o sono.
Sim. Exercícios miofuncionais podem fortalecer os músculos da garganta e reduzir a vibração que causa o ronco.
Sim. O álcool relaxa a musculatura da garganta, facilitando a obstrução das vias respiratórias.
Sim. O ruído do ronco pode interromper o sono do parceiro, gerando irritação e até o chamado “divórcio do sono”.
Sim. A sonolência diurna causada pela apneia aumenta o risco de acidentes de trânsito e de trabalho.
Sim. A baixa oxigenação durante a noite pode provocar dores de cabeça matinais.
Sim. Ao melhorar a respiração durante o sono, o tratamento do ronco pode trazer benefícios para o coração, cérebro e metabolismo.
Sim. Como o ronco representa um bloqueio parcial da respiração, ao tratar o ronco muitas vezes também se melhora o controle da apneia do sono

