Algumas atitudes simples antes de deitar podem diminuir o ronco, principalmente quando ele piora por causa da posição de dormir, consumo de álcool ou dificuldade para respirar pelo nariz.
Dormir de lado, evitar bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir, cuidar da respiração nasal e não utilizar medicamentos sedativos por conta própria são algumas medidas que podem ajudar.
Mas essas estratégias não resolvem todas as causas. Quando o ronco é frequente ou acompanhado de pausas respiratórias, é importante conhecer as opções de tratamento para ronco e investigar o que está acontecendo durante o sono.
Resposta rápida
Antes de dormir, procure evitar álcool, prepare-se para dormir de lado, mantenha o nariz livre quando houver congestão e use corretamente algum tratamento já prescrito, como CPAP ou aparelho intraoral. Essas medidas podem diminuir o ronco em algumas pessoas, mas não substituem uma avaliação quando existem pausas respiratórias, engasgos, sonolência ou ronco persistente.
Entenda as diferenças
Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.
Está em dúvida sobre qual tratamento pode ser mais adequado para o seu caso? Agende uma avaliação individualizada.
Agende sua avaliação pelo WhatsApp →A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.
1. Evite dormir de barriga para cima
Uma das atitudes mais simples é começar a noite dormindo de lado.
Na posição de barriga para cima, a língua e outros tecidos da garganta podem se deslocar posteriormente com maior facilidade, reduzindo o espaço disponível para a passagem do ar.
Em pessoas com ronco dependente da posição, permanecer de lado pode diminuir o problema. Estudos sobre terapia posicional mostram que essa estratégia pode melhorar o ronco e também determinados casos de apneia dependente da posição.
Isso não significa que dormir de lado funcione para todos.
Se o ronco continuar intenso mesmo na posição lateral, provavelmente existem outros fatores envolvidos.
2. Evite bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir
O álcool pode aumentar o relaxamento dos músculos envolvidos na manutenção da abertura das vias respiratórias.
Estudos experimentais e revisões encontraram associação entre consumo de álcool, aumento do ronco e piora de parâmetros respiratórios durante o sono em determinadas pessoas.
Portanto, reduzir ou evitar o consumo antes de deitar pode fazer diferença para quem percebe que ronca mais depois de beber.
A relação entre álcool e ronco também é explicada na página sobre o que causa o ronco.
3. Observe se o nariz está realmente livre
Deitar com o nariz muito congestionado pode aumentar a resistência à passagem do ar.
Rinite, resfriados e outras condições nasais podem contribuir para a respiração inadequada durante a noite.
Antes de dormir, vale perceber se existe:
- nariz entupido;
- dificuldade para respirar por uma das narinas;
- secreção;
- crise de rinite;
- necessidade constante de respirar pela boca.
Isso não significa que qualquer spray nasal seja indicado para ronco.
Medicamentos descongestionantes e antialérgicos devem ser utilizados conforme orientação adequada. Tratar uma doença nasal pode ajudar quando ela participa do problema, mas não resolve um estreitamento localizado na garganta.
4. Não use calmantes ou medicamentos para dormir por conta própria
A ideia de “dormir mais profundamente para não roncar” pode produzir justamente o efeito contrário.
Alguns medicamentos sedativos podem influenciar o tônus muscular e a respiração durante o sono. Por isso, não é recomendado iniciar, retirar ou modificar medicamentos com o objetivo de controlar o ronco sem orientação do profissional responsável.
Se você já utiliza um medicamento prescrito, não interrompa o tratamento por conta própria.
O mais adequado é informar ao médico quando o ronco começou ou piorou depois da introdução de uma medicação.
5. Se você já possui um tratamento, prepare-o antes de deitar
Quem recebeu indicação de CPAP ou aparelho intraoral não deve trocar o tratamento por uma “dica para ronco”.
Criar uma rotina pode facilitar a adesão.
No caso do aparelho intraoral, por exemplo, ele deve estar limpo, em boas condições e ser utilizado de acordo com os ajustes realizados pelo dentista.
O aparelho para ronco atua modificando a posição mandibular em casos selecionados. Isso é diferente de simplesmente mudar um hábito antes de dormir.
Da mesma forma, quem utiliza CPAP deve seguir a prescrição e as orientações de acompanhamento.
Existe uma rotina rápida para antes de dormir?
Para facilitar, pense em quatro perguntas antes de deitar:
Vou dormir de lado?
Se o seu ronco piora de barriga para cima, comece a noite na posição lateral.
Bebi álcool próximo ao sono?
Se você percebe associação entre bebida e aumento do ronco, evite esse fator.
Meu nariz está muito obstruído?
Congestão persistente merece investigação e tratamento correto.
Tenho algum tratamento prescrito?
Utilize-o conforme orientação, em vez de substituí-lo por produtos ou soluções improvisadas.
São medidas simples, mas cada uma atua sobre apenas uma parte do problema.
O que fazer se nada disso diminuir o ronco?
Se você muda a posição, evita fatores agravantes e mesmo assim continua roncando quase todas as noites, o próximo passo não deveria ser acumular novas “receitas caseiras”.
É melhor investigar por que você ronca.
O ronco pode estar relacionado a características do nariz, língua, palato, garganta, mandíbula, peso corporal ou a um distúrbio respiratório do sono.
A página como parar de roncar explica as diferentes possibilidades sem partir da ideia de que uma única solução serve para todos.
Quando o ronco pode indicar apneia do sono?
Preste mais atenção quando, além do ronco, existem:
- pausas respiratórias percebidas por outra pessoa;
- engasgos ou despertares com sensação de sufocamento;
- ronco muito irregular;
- sono pouco reparador;
- cansaço pela manhã;
- sonolência importante durante o dia.
Ronco e apneia não são a mesma coisa. A apneia envolve episódios de redução ou interrupção do fluxo respiratório durante o sono, portanto diminuir apenas o som não comprova que a respiração está normal.
Veja a explicação completa sobre a diferença entre ronco e apneia do sono.
Quando procurar avaliação odontológica?
A avaliação em Odontologia do Sono pode ser útil quando o ronco é persistente e existe suspeita de participação da posição da mandíbula e da língua no estreitamento da via respiratória.
Podem ser avaliados dentes, gengivas, mordida, mandíbula, articulações e condições necessárias para o uso seguro de um aparelho intraoral.
Se houver suspeita de apneia, entretanto, a investigação não termina no exame odontológico. O diagnóstico deve ser integrado à avaliação médica e ao exame do sono quando indicado.
Onde realizar uma avaliação do ronco?
O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação odontológica das estruturas bucais, da mordida e das condições necessárias para o uso de aparelho intraoral individualizado em casos selecionados de ronco e apneia obstrutiva do sono.
Os atendimentos são realizados em São Paulo, Campinas e Valinhos.
Tratamento do ronco e da apneia em Campinas
Tratamento do ronco e da apneia em Valinhos
Tratamento do ronco e da apneia no Brooklin
Tratamento do ronco e da apneia no Tatuapé
Perguntas frequentes
Não. Manter-se hidratado é importante para a saúde, mas beber água antes de dormir não corrige as principais causas do ronco.
Pode proporcionar conforto e, para algumas pessoas, melhorar temporariamente a sensação nasal, mas não deve ser considerado tratamento do ronco ou da apneia.
Pode produzir uma diferença imediata em quem apresenta ronco claramente dependente da posição. Em outras pessoas, pode não haver mudança significativa.
A posição da cabeça e do tronco pode influenciar o ronco em algumas pessoas. Um estudo encontrou redução da gravidade do ronco com modificação da posição da cabeça, mas essa estratégia não substitui diagnóstico e tratamento quando existe apneia.
Depende. Se havia apenas ronco ocasional e os fatores eram claros, a melhora é uma boa informação. Porém, quem apresenta pausas respiratórias, engasgos, sonolência ou outros sinais sugestivos de apneia deve ser avaliado mesmo que o barulho diminua.
Conclusão
Antes de dormir, quatro atitudes são especialmente úteis: evitar álcool próximo ao sono, preferir dormir de lado, cuidar de uma eventual obstrução nasal e utilizar corretamente os tratamentos já prescritos.
Essas medidas podem diminuir o ronco, mas não são uma solução universal.
Quando o problema acontece frequentemente, o objetivo não deve ser apenas deixar o quarto mais silencioso, e sim compreender a causa. Para conhecer as possibilidades de investigação e tratamento, consulte o guia completo sobre tratamento para ronco.
Se o ronco persiste ou existem sinais de apneia, uma avaliação profissional ajuda a definir uma abordagem mais segura e individualizada.
Referências científicas
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Dawson A et al. Effect of bedtime alcohol on inspiratory resistance and respiratory drive in snoring and nonsnoring men. Alcoholism: Clinical and Experimental Research. 1997.
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