O que diferencia o ronco da apneia do sono

Ronco alto sempre significa apneia do sono?

Não. O ronco alto pode ser um sinal de alerta, mas não significa automaticamente que a pessoa tenha apneia do sono.

Algumas pessoas apresentam ronco intenso sem pausas respiratórias significativas. Outras podem ter apneia obstrutiva do sono mesmo sem produzir um ronco muito forte.

Por isso, o volume do ronco, isoladamente, não confirma nem descarta o problema.

Resposta rápida

Ronco alto não significa necessariamente apneia do sono, mas aumenta a necessidade de investigação quando é frequente e vem acompanhado de pausas respiratórias, engasgos, sono agitado, cansaço ao acordar ou sonolência durante o dia. A confirmação depende de avaliação clínica e, quando indicado, de um exame do sono.

Entenda as diferenças

CPAP ou aparelho intraoral: qual é o melhor?

Neste vídeo, o Dr. Paulo Coelho explica as diferenças entre o CPAP e o aparelho intraoral individualizado no tratamento do ronco e da apneia do sono, incluindo indicações, adaptação e acompanhamento.

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A escolha entre o CPAP e o aparelho intraoral depende do diagnóstico, da gravidade da apneia, das características das vias aéreas e da adaptação de cada paciente.

Por que algumas pessoas roncam tão alto?

O ronco surge quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias superiores durante o sono.

Com o relaxamento da musculatura, estruturas como palato mole, úvula, língua e paredes da garganta podem vibrar. Essa vibração produz o som característico do ronco.

O volume pode variar de acordo com vários fatores:

  • posição ao dormir;
  • obstrução nasal;
  • anatomia da boca e da garganta;
  • relaxamento muscular;
  • ganho de peso;
  • uso de medicamentos sedativos;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • fase do sono;
  • intensidade do estreitamento respiratório.

Uma pessoa também pode roncar mais em uma noite e menos em outra. Portanto, ouvir um ronco muito alto em um único momento não é suficiente para determinar a gravidade do problema.

Quanto mais alto o ronco, mais grave é a apneia?

O volume do ronco não deve ser analisado sozinho

Alguns estudos encontraram associação entre maior intensidade do ronco e maior gravidade da apneia. Entretanto, essa relação não acontece da mesma maneira em todas as pessoas.

Há pacientes com apneia importante que não produzem sons tão intensos. Também existem pessoas que roncam muito alto, mas apresentam poucos ou nenhum episódio de apneia durante o exame.

Pesquisas recentes indicam que frequência, duração, variação e características acústicas do ronco podem ser mais informativas do que simplesmente medir o volume. Mesmo assim, o som não substitui um exame do sono.

Quais sinais aumentam a suspeita de apneia?

O ronco merece mais atenção quando acontece quase todas as noites e está acompanhado de outros sinais.

Os principais são:

  • pausas na respiração observadas por outra pessoa;
  • períodos de silêncio seguidos por ronco explosivo;
  • engasgos ou sensação de sufocamento durante o sono;
  • sono agitado e muitos despertares;
  • necessidade frequente de urinar à noite;
  • boca seca ao acordar;
  • dor de cabeça pela manhã;
  • cansaço mesmo depois de várias horas de sono;
  • sonolência durante o dia;
  • dificuldade de memória ou concentração;
  • irritabilidade;
  • pressão arterial elevada.

A presença desses sinais não confirma o diagnóstico, mas indica que uma avaliação não deve ser adiada.

É possível roncar alto sem ter apneia?

Sim. Essa condição é frequentemente chamada de ronco primário ou ronco simples.

Nesse caso, existe vibração das estruturas da garganta, mas o exame não identifica uma quantidade significativa de interrupções respiratórias ou reduções do fluxo de ar que preencham os critérios para apneia.

O ronco simples ainda pode prejudicar o sono do casal, causar constrangimento e afetar a qualidade de vida. Por isso, também pode precisar de avaliação e tratamento para ronco.

Antes de tratar, porém, é importante verificar se realmente não existe apneia associada.

É possível ter apneia sem roncar alto?

Também é possível.

Embora o ronco frequente seja um dos sinais mais conhecidos, algumas pessoas com apneia produzem sons leves, intermitentes ou quase imperceptíveis.

Isso pode acontecer especialmente quando a pessoa dorme sozinha, quando ninguém observa as pausas respiratórias ou quando os sintomas se apresentam principalmente como insônia, cansaço, dor de cabeça, alterações de humor ou dificuldade de concentração.

Por esse motivo, a ausência de ronco intenso não exclui a possibilidade de apneia.

Como diferenciar ronco simples de apneia do sono?

A diferenciação começa com uma avaliação completa do sono, dos sintomas, das condições de saúde e das características das vias respiratórias.

Também é importante entender o que é apneia obstrutiva do sono: durante os episódios, a passagem do ar diminui significativamente ou é interrompida por alguns segundos, podendo provocar microdespertares e oscilações da oxigenação.

Quando existe suspeita, o profissional pode solicitar uma polissonografia ou um teste domiciliar de apneia, dependendo das características do caso.

Aplicativos, relógios, gravações de celular e oxímetros podem fornecer informações complementares, mas não devem ser usados isoladamente para confirmar ou descartar a doença. As diretrizes recomendam que o diagnóstico seja baseado em avaliação clínica associada a um exame apropriado do sono.

O que fazer ao perceber um ronco muito alto?

Uma gravação pode ajudar a mostrar ao profissional como o som acontece, principalmente quando existem períodos de silêncio, engasgos ou retomadas bruscas da respiração.

No entanto, não é seguro escolher um tratamento apenas pela gravação.

Enquanto aguarda a avaliação, algumas atitudes gerais podem ajudar:

  • observar se o ronco ocorre todas as noites;
  • perguntar ao parceiro se existem pausas respiratórias;
  • anotar sintomas percebidos ao acordar;
  • evitar dormir de barriga para cima, caso essa posição piore o ronco;
  • não utilizar aparelhos genéricos sem avaliação;
  • não interromper nem iniciar tratamentos para apneia por conta própria.

O tratamento adequado depende da causa e da presença ou ausência de apneia.

Quando procurar avaliação odontológica?

A avaliação odontológica do sono pode ser importante quando o ronco é persistente ou quando existem características da boca e da mandíbula que favorecem o estreitamento da passagem de ar.

Durante a consulta, podem ser avaliados:

  • posição da mandíbula;
  • espaço disponível para a língua;
  • condição dos dentes e da gengiva;
  • padrão de mordida;
  • limitações da articulação temporomandibular;
  • possibilidade de utilização de um aparelho intraoral.

O dentista não deve confirmar apneia apenas pelo exame da boca. Quando existe suspeita, o atendimento precisa ser integrado à avaliação médica e ao exame do sono.

Nos casos corretamente selecionados, um aparelho para ronco individualizado e ajustável pode ser considerado. A indicação depende do diagnóstico, da gravidade e das condições bucais do paciente.

Perguntas frequentes

Todo mundo que ronca alto precisa usar CPAP?

Não. O CPAP é uma das possibilidades de tratamento da apneia do sono, mas não é indicado somente com base no volume do ronco. A escolha depende do exame, da gravidade e das características individuais.

Uma gravação do ronco consegue mostrar se tenho apneia?

A gravação pode revelar pausas, engasgos ou mudanças no padrão respiratório, mas não confirma o diagnóstico. Ela funciona apenas como uma informação complementar para a avaliação.

Roncar apenas de barriga para cima é menos preocupante?

O ronco posicional pode ser menos frequente, mas também pode estar associado à apneia. Caso existam pausas respiratórias ou sintomas durante o dia, a investigação continua sendo importante.

Quem dorme sozinho pode descobrir a apneia?

Sim. Cansaço persistente, dor de cabeça matinal, boca seca, despertares com falta de ar, sonolência e dificuldade de concentração podem levantar a suspeita mesmo sem a observação de outra pessoa.

Criança que ronca alto precisa ser avaliada?

Sim. Ronco frequente em crianças não deve ser considerado normal. A avaliação pediátrica e otorrinolaringológica ajuda a investigar obstruções nasais, aumento de amígdalas e outros distúrbios respiratórios do sono.

Onde realizar uma avaliação do ronco?

O Prof. Dr. Paulo Coelho realiza avaliação odontológica das estruturas bucais, da mordida e das condições necessárias para o uso de aparelho intraoral individualizado em casos selecionados de ronco e apneia obstrutiva do sono.

Os atendimentos são realizados em São Paulo, Campinas e Valinhos.

Tratamento do ronco e da apneia em Campinas

Tratamento do ronco e da apneia em Valinhos

Tratamento do ronco e da apneia no Brooklin

Tratamento do ronco e da apneia no Tatuapé

Conclusão

Ronco alto não é sinônimo de apneia, mas também não deve ser ignorado quando é frequente ou acompanhado de pausas respiratórias e sintomas durante o dia.

O volume do som fornece apenas uma pista. A avaliação clínica e o exame do sono são os recursos adequados para diferenciar ronco simples de um distúrbio respiratório.

Para compreender melhor os sinais, os exames e as implicações da doença, consulte o guia completo sobre apneia obstrutiva do sono. Quando o ronco persiste, uma avaliação profissional permite investigar a causa e escolher uma abordagem segura.

Referências científicas

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https://www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-apnea

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Ramar K et al. Clinical Practice Guideline for the Treatment of Obstructive Sleep Apnea and Snoring with Oral Appliance Therapy. Journal of Clinical Sleep Medicine, 2015.
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Dr Paulo Coelho

Dr. Paulo Coelho é graduado em Odontologia e Psicanálise, com especialização em Ortodontia, DTM e Dor Orofacial. Possui Mestrado em Ortodontia e Doutorado em Psicanálise, com ênfase em Distúrbios do Sono, integrando conhecimentos da saúde bucal e emocional para uma abordagem mais completa do paciente.

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